Anos 90: bandas de hard rock e metal que decepcionaram os fãs

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Anos 90: bandas de hard rock e metal que decepcionaram os fãs


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Sabe aquela banda das décadas de 1970/80 que você tanto curte, que de repente lançou um disco que desagradou todo mundo? Talvez cansados do estilo que de rock que faziam há anos, ou por pressão das gravadores e empresários por querer algo “mais grunge ou alternativo”, muitos grupos tradicionais passaram pelos anos noventa com discos que os fãs consideram deslizes terríveis.

Não estamos fazendo referência a discos que carecem de inspiração nas composições, ou a falta de um membro-chave do grupo faz toda a diferença; como poderia ser o “The X-Factor” do IRON MAIDEN. Nosso foco são grupos que, subitamente, têm uma mudança bruta no seu estilo musical; desapontando a legião de fãs que as acompanhavam. Esses discos "ruins" são divisores de água; depois deles ou o grupo voltou ao seu gênero de origem ou aceitou ter público reduzido.

O site Rockeiro Brasil (http://rockeirobrasil.com/) listou dez desses discos num texto de Willba Dissidente chamado "Eles fizeram mesmo isso? Quando grandes bandas decepcionam os fãs". Confira a seguir lista com uma música de cada álbum:

01 – DIO “Strange Highways” (1993).

Muitos vão estranhar uma celebridade tão celebrada do metal encabeçar a lista. Outros vão dizer que a culpa é do guitarrista Tracy G (que inclusive foi tratado com desprezo pelos fãs quando se apresentou com a banda no Brasil, no Skoll Rock). Há quem indique que esse disco não é “tão ruim”, que a última faixa ou uma outra se salva. É díficil chegar a um consenso que não seja que esse é o play com sonoridade mais estranha já lançado pelo soberbo vocalista. A aceitação do CD foi tão ruim que esse é o único disco do DIO (até onde apuramos) que nunca foi lançado no nosso país e que no álbum seguinte “Angry Machines” (1996), a banda optou por voltar onde o “Dehumanizer” (1992) do BLACK SABBATH havia parado. Na época era comum ouvir os headbangers dizendo algo como “mas o DIO foi sair, de novo, do BLACK SABBATH para fazer isso?”.

02 – LOUDNESS “Heavy Metal Hippies” (1994).

Oriundos da terra do Sol Nascente, o LOUDNESS foi uma das bandas mais respeitadas da década de 1980. Após a saída de Minoro Niihara, eles tentaram passar o microfone a Mike Vescera (MALMSTEEN, DR. SIN) e finalmente Masaki Yamada (EZO), se firmou como vocalista em 1992. Se no primeiro disco (auto-intitulado) dessa nova formação eles ficaram ‘um pouco mais modernos’, foi em “Heavy Metal Hippies” que a coisa desandou. À partir dai, o grupo japonês aderiu cada vez mais ao som “modernoso de experimentação”, nunca voltando atrás; só que por causa disso os lançamentos posteriores da banda ficaram restritos ao mercado japonês.

03 – DEF LEPPARD “Slang” (1996).

Foi no mesmo ano que outrora banda inglesa de Heavy Metal, que já havia se firmado no Hard Rock nos dois discos anteriores, se apresentou pela primeira, e última, vez no Brasil. Quando esse clipe começou a circular na MTV e a música a tocar nas FM’s foi decepção geral. Ainda que os apresentadores pedissem que o público “tivesse mente aberta” e que “rock era mais que só aquilo”, não teve jeito. Esse foi o último disco do DEF LEPPARD lançado no Brasil e inclusive um dos dois shows que a banda faria em São Paulo foi cancelado por falta de público. O grupo nunca mais voltou à sonoridade apresentada entre 1979-1992, ainda que tenha incluído músicas antigas como “Hello America” em seus set-lists das últimas turnês.

04 – DOKKEN “Shadowlife” (1997).

Eis que novamente encontramos o baixista Jeff Pilson (DIO, FOREIGNER) na lista. O grupo de hard’n'heavy do vocalista alemão Don Dokken havia acabado oficialmente em 1989, com seus membros buscando carreiras solos. Em 1995 a banda se re-agrupou e eles lançaram “Dysfuncional” que, não obstante a baixa repercussão, agradou os fãs mais fiéis do conjunto. O lançamento seguinte foi a derrocada. Eles haviam virado grunge? Ou um grunge com os solos virtuosos de Geroge Lynch? Não deu certo e para continuar existindo o grupo teve de voltar ao rock pesado que eles sabem fazer melhor a partir de “Erase the Slate”, de 1999.

05 – JUDAS PRIEST “Jugulator” (1997).

Esse foi um disco que dividiu opinões à época de seu lançamento. O Judas Priest havia abaixado a afinação de seus instrumentos, incluído efeitos e cadenciado o andamento das músicas. Muito pesado, é verdade, porém anos luz de distância de discos clássicos como “Hell Bent for Leather” ou “Screaming for Vengeance”; o que causou descaso de muitos fãs. Injustiçado nessa estória foi o novo vocalista Tim “Ripper” Owens (futuramente no ICED EARTH), que foi acusado de ter sido os responsável por tantas mudanças na banda. O grupo ainda resistiu por alguns bons anos nessa pegada antes de chamar de volta Rob Halford (FIGHT, HALFORD) e apostar numa sonoridade mais tradicional.

06 – KISS “Carnival Of Souls” (1997).

Quando essa música estreiou rádio Brasil 2000 o locutor disse, “mas é o mesmo o Paul Stanley que está cantando? Que diferença”! Não era só a voz, como tudo estava mudado no KISS. À época já havia tido o “Acústico MTV” e a formação original já estava escalada para voltar mascarada, então não houve turnê ou clipes para “Carnival Of Souls”, apenas o lançamento em CD simples (que já podia ser encontrado antes de sair em versão pirata). Maior baixo alcançado pelo KISS na sua fase sem máscaras, esse disco e essa sonoridade foram totalmente esquecidos.

07 – MÖTLEY CRÜE “Generation Swine”.

“Eles já foram posers, agora são porcos” dizia nota na revista Rock Brigade quando esse disco foi lançado. Pobres suínos, nunca foram tão ofendidos. Para quem começou como uma banda de Heavy Metal tradicional (em seus dois primeiros discos) e depois passou a ser símbolo da geração Hard Rock, o MÖTLEY CRÜE escorregou no feio no tomate a tentar se parecer o MARLYNM MANSON. Pior, justamente no disco que marcava a volta do vocalista original Vince Niel, após um cd mal-sucedido com John Corabi (UNION) nas guitarras e vocais. Felizmente, no próximo álbum, “New Tattoo”, 1999, o grupo voltou onde “Dr. Feelgood” havia parado dez anos antes.

08 – RATT “Collage” (1997).

Realmente o ano de 1997 foi ruim para os fãs do metal oitentista. Outra banda reunida para lançar um disco nesse ano, o RATT, passou longe de clássicos como “Out Of the Cellar” ou “Dancing Undercover”. O som e os visuais modernos da década de 1990 realmente não combinaram com o grandioso RATT, que só foi lançar um outro disco completo em 2010, “Infestation”, só que esse totalmente oitentista.

09 – W.A.S.P. “Kill Fuck Die” (1997).

Conhecido como o disco da geladeira, 99.9% dos fãs acham que esse CD deveria ter ficado no freezer. Após dois discos solo lançado sob o nome de W.A.S.P., Blackie Lawless se juntou ao seu antigo parceiro Chris Holmes e resolveram compor um disco inteiro juntos… que descrevesse musicalmente o vício em cocaína! Misturar metal e música eletrônica foi falha total. Em sua autobiografia (30 anos de Trovão), Lawless se lamenta pelo disco, alegando que a música foi composta pensando-se no show ao vivo e o correto é fazer ao contrário. Que desculpinha, hein? De positivo, “K.F.D.” deu um núcleo forte à formação do W.A.S.P. e remontou o grupo enquanto uma banda; que nos lançamentos posteriores voltou ao metal tradicional com toques de Hard Rock. Ainda assim, o grupo tocou “Kill your Pretty Face” na sua primeira apresentação no Brasil em 2005. Teria Lawless realmente se arrependido por “K.F.D.” ou a perspectiva de perder o público o assustou?

10 – SCORPIONS “Eye to Eye” (1999).

Não é por Klaus Meine e Mathias Jabbs terem cortado os cabelos. São pelas influências apresentadas no disco serem tão distantes do som clássico dos alemães quanto o visual de Hulk Hogan é do de Dee Snider. “Eye to Eye” é unanimemente o disco mais odiado entre os fãs de SCORPIONS. Note que a banda já havia mudado habilmente de estilo, dentro do hard rock, mas sempre angariando mais fãs. Felizmente, para os discos posteriores, “Eye To Eye” não passou de um pesadelo.

Ao encerrar a lista, o site Rockeiro Brasil lembra que
que bandas como PANTERA, ANTHRAX e METALLICA não são citadas aqui, por elas terem conseguido angariar mais e mais fãs com a sua mudança de sonoridade nos anos 90.

Sentiu falta de alguma banda? Alguém não deveria estar aqui? Então, use o espaço de comentários abaixo para expor sua opinião, sempre lembrando de se respeitar quem faz o site e as opiniões diversas.

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Sobre Willba Dissidente

Willba Dissidente é fã das bandas de hard rock dos anos 70 e 80 e de metal oitentista dos mais variados países. Quem quiser saber mais deve acessar seu canal no youtube. Obrigado! Stay Hard (True As Steel)!

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