Bateristas: os dez músicos mais loucos de todos os tempos

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Bateristas: os dez músicos mais loucos de todos os tempos

Traduzido por Fernando Portelada | Fonte: Esquire

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Matéria traduzida do esquire.com. Todas as opiniões abaixo, incluindo a introdução do texto e a escolha dos bateristas são de responsabilidade do primeiro autor, Miles Raymer.

Entre os músicos, os bateristas são considerados uma espécie distinta dos percussionistas. Uma vasta gama de piadas de bateria os fazem ser somente quase civilizados, parcamente capazes de completar algo e com padrões de decência extremamente soltos dentro do mundo da música. Bipolares, deficientes mentais e com o ritmo de uma bota (Como você sabe que tem um baterista na sua porta? Eventualmente a batida aumenta de ritmo).

A maioria dos bateristas refuta estas afirmações, claro, mas os próprios bateristas proveram ao decorrer dos anos muita evidência do contrário, em forma de ultrajantes travessuras que formaram a base de quase todo clichê da cultura pop sobre a conduta dos rock stars. Tudo isto é mostrado belamente em “Beware of Mr. Baker”, o novo documentário sobre o baterista do CREAM, Ginger Baker, que deve ser lançado nos Estados Unidos pela Snag Filmes. Abaixo fica uma breve história de Baker e outros famosos bateristas loucos que moldaram a imagem de sua classe.

Ginger Baker

Como parte do CREAM, indiscutivelmente o trio mais poderoso da Era Psicodélica, Ginger Baker radicalmente elevou o modo de tocar bateria do rock e do comportamento selvagem. “Beware of Mr. Baker”, dirigido por Jay Bulger, reconta uma vida inteira de bizarrices e aventuras que envergonham qualquer outra história em uma biografia de rock. Um baterista de jazz que queria tocar Rock And roll em um momento de elevação estilística, Baker introduziu um alto nível de complexidade e experimentação destemida ao formato que mais se comparava a sua atitude fora dos palcos. Agora já um septuagenário aposentado na África do Sul – o título do filme foi tirado de uma placa na entrada de sua propriedade – a vida de Baker consistiu em viagens ao redor do mundo, divórcios, vícios e falências entre a bateria de várias bandas. Uma vez ele decidiu se livrar do vício em heroína dirigindo através do deserto do Sahara. Seu único vício que custa ainda mais que as drogas é criar pôneis de pólo, Ele é o mais interessante, e possivelmente mais louco baterista do mundo.

Keith Moon

Não há evidência de que Keith Moon, do THE WHO, providenciou inspiração para o Muppet baterista e sua notável incivilidade, mas este rumor de décadas, e que não parece querer ir embora, faz total sentido. Seu talento na bateria era imenso, e sua capacidade de trazer destruição era ainda maior. Ele suprimia a guitarra de Pete Townshend por periodicamente colocar explosivos em seu kit e explodi-los em momentos inesperados. Ele foi a primeira pessoa a oficialmente atirar uma televisão de um quarto de hotel. Uma vez ele inclusive atropelou e matou seu chofer, o que é triste e terrível, mas também é a personificação do que é a colisão entre uma vasta riqueza e uma personalidade não controlada causa.

John Bonham

Toda conversa sobre bateristas lunáticos não seria completa sem a menção de John Bonham. O LED ZEPPELIN foi a mais métrica e massiva banda na história do rock e Bonham o mais massivo baterista. O quão bom ele era? Em seus shows ele geralmente tocava solos de 30 minutos e as pessoas não pareciam se importar. Sua habilidade – espantosa, ambiciosa, e ainda capaz de chocar alguém que já ouviu todas as músicas do Zeppelin um milhão de vezes – só era comparada à sua habilidade de segurar seu álcool. No último dia de sua vida, Bonham bebeu uma estimativa de 40 doses de vodka antes, durante e depois do ensaio para uma vindoura turnê americana. A falta de uma substituição a altura deixou o Zeppelin sem tocar por três décadas quando eles se reformaram para uma fornada de shows com o filho de Bonzo, Jason Bonham, atrás da bateria.

Topper Headon

Durante os primeiros anos do Punk tudo ainda era assustador, e a possibilidade de ser chutado de uma banda de punk por mau comportamento era uma contradição conceitual. O baterista do CLASH, Topper Headon, por sua vez, conseguiu conquistar algo que parecia impossível, com o resto do grupo expulsando-o em 1982. Ainda que ele tenha escrito e gravado “Rock The Casbah”, o mais bem sucedido single do CLASH até hoje, que ainda estava nas tabelas daquela época, o abuso de drogas de Headon se elevou ao ponto dele ter um roadie pronto com um espelho cheio de cocaína para cheirar entre as músicas, quando as luzes do palco se apagavam, e quando ele não estava no pó, ele estava na heroína. Quando foi demitido, os cheques de royalties por “Casbah” começaram a chegar e ele, obviamente, gastou tudo em drogas. Dentro de alguns anos ele estaria vivendo como músico de rua em nas estações de metrô de Londres.

Tommy Lee

Se você leu a autobiografia do MOTLEY CRUE, The Dirt, você deve ter visto uma imagem do comportamento mais ultrajante de Tommy Lee, algo que preencheria sozinho vários livros grossos. Durante o período de 1980, quando o CRUE era uma das maiores bandas de rock no mundo, as turnês mundiais do grupo eram abastecidas com uma rígida dieta de Vodka, cocaína, e algo que Lee chamava de “Zombie Dust” [Pó de zumbi] – uma mistura de cocaína e do sedativo Halcion, que ele dizia: “deixar o corpo acordado, mas desligar o cérebro] – além de fazer surgir um kit de bateria voador, que o permitia tocar seus solos enquanto suspenso sobre a audiência (mais para frente ele conseguiu tocar de cabeça para baixo). Em casa, Lee era o desafiante para o recorde mundial e envolvimento com supermodelos, e com sua esposa, Pamela Anderson, ele acidentalmente inventou a fita caseira de sexo.

Lars Ulrich

Como o homem por trás do KIT de uma das mais amadas bandas da história do heavy metal, houve um grande período de tempo, pelo menos de acordo com os fãs do metal, quando Lars não conseguiria errar. Em algum momento toda esta adoração incondicional subiu à sua cabeça, e na virada do milênio quando ele começou uma pública guerra ao Napster, ele aparentemente não tinha escrúpulos sobre os atacar os fãs super zelosos que estavam trocando material do METALLICA no serviço, pelo facilitado mercado negro. Seu ego crescente chegou ao topo alguns anos depois, durante as gravações de St. Anger – filmada no documentário Some Kind Of Monster – que evoluíram em uma disputa com James Hetfield para ver quem poderia ser o maior idiota.

Josh Freese

Comparado com outros bateristas desta lista, a marca de insanidade pessoal de Josh Freese parece até um tanto quanto saudável. Ele está entre os muitos viciados em trabalho da indústria da música pop. Entre seus muitos trabalhos estão: NINE INCH NAIL, A PERFECT CIRCLE, GUNS N’ ROSES, DEVO e STING, além de ser baterista contratado com vários músicos, como o WEEZER, Glen Campbell, Michael Buble e vários vencedores do American Idol. Além de tudo isso ele acha tempo para gerenciar sua longa carreira solo. Em 2009 ele lançou uma arrecadação de fundos no KickStarter para um álbum solo e em benefício dos doadores estava inclusive um jantar com o baixista do MARILYN MANSON, Twiggy Ramirez, e uma viagem com Freese para Tijuana.

Bill Ward

Qualquer um que pode aguentar OZZY OSBOURNE por mais de quatro décadas deve ser especialmente louco, mas o baterista do BLACK SABBATH, Bill Ward, provou repetidamente que sua loucura é de um tipo bem especial. Uma das histórias favoritas dos fãs é a da vez que durante uma sessão de gravações sob influência total de produtos químicos, o guitarrista do Sabbath, Tommy Iommi, perguntou a Ward se poderia atear fogo no baterista. Ward objetou, falando que queria manter sua mente no trabalho, mas no final do dia, quando ele já estava arrumando suas coisas, Ward falou para Iommi: “Estou indo pra casa, então se você quiser, pode atear fogo em mim.” O guitarrista aceitou a oferta, e após ser molhado com álcool e ateado fogo, Ward acabou no hospital com queimaduras de terceiro grau.

Terry Bozzio

Mais conhecido pelos fãs como um dos melhores bateristas de FRANK ZAPPA, Terry Bozzio se tornou uma lenda entre os músicos por ter um dos mais ultrajantes e elaborados kits de todos os tempos. O kit consistia de três dúzias de tons e duas dúzias de pratos, assim como gongos, tamborins, e outros instrumentos de percussão. Quando totalmente montado, o S.S. Bozzio, como era chamado, ocupava um espaço do mesmo tamanho de um SUV compacto, e sua monumental filosofia dizia que coisas demais eram melhores que coisas não suficientes.

Vinnie Paul

Insanidade absoluta parece ser o pré-requisito básico para ser parte do PANTERA, e os irmãos Vinnie Paul e Dimebag Darrell eram uma grande dupla de lunáticos. A ascensão dos auto proclamados “cowboys from hell” não fez muito pelo seu reino. Felizmente os membros do grupo eram fastidiosos documentaristas de suas próprias aventuras na estrada, e alguns de seus vídeos oficiais da turnê lembram sessões de Jackass nos bastidores de vários grandes palcos da música americana, utilizando sempre um grande número de explosivos, bebidas e um completo desrespeito pela propriedade alheia e suas seguranças.

Leia mais em:

http://www.esquire.com/blogs/culture/ginger-baker-craziest-d...

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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