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Releituras: os 5 covers mais desnecessários da história

Traduzido por Fernando Portelada | Fonte: Cracked.com |

Matéria publicada originalmente no cracked.com. Todos os direitos são reservados ao autor da matéria. Créditos e reclamações devem ser endereçados ao mesmo.

Você já ouviu falar da versão de Chris Cornell da música de Michael Jackson, “Billie Jean”? E a versão de MARILYN MANSON de “Sweet Dreams”? Não? E quanto ao NAKED EYES fazendo “Aways Something There to Remind Me” de Dionne Warwick? Bem, esses são meus covers favorites de todos os tempos. Ótimos exemplos de como artistas podem reinterpretar músicas antigas e, ao mesmo tempo, honrar o original enquanto se cria algo inteiramente novo [...]

Mas ainda assim há covers que são celebrações loucas de mediocridades, músicas que não adicionam absolutamente nada novo e fizeram sucesso somente pela habilidade do artista de copiar tudo que era bom na original. Aqui estão 5 covers, bem tocados, mas com grande falta de imaginação. Não são músicas horríveis como Ellie Goulding cantando “Your Song” do Elton John, mas são trabalhos tão vazios de imaginação que você ainda se pergunta o porquê de existirem.

5: “Smoking in the Boys Room” MOTLEY CRUE cover de Brownsville Station.

O ano era 1973. A banda era a Brownsville Sation, a canção era “Smoking in the Boys Room”. Isso mesmo, Brownsville Station. Nada de Foghat ou Grand Funk Railroad. Brownsville Station. Eles escreveram um hino para adolescentes de todos os lugares. Finalmente uma música que falasse para todos os delinqüentes juvenis, que dissesse “Vá se foder, seu velho”.

“Smokin’ in the Boys Room” chegou ao 3º lugar da Billboard.

Avançando 12 anos no tempo, todo adolescente que adorava esta música agora já está perto dos 30. Alguns deles estão mortos, foram espancados em piscinas públicas por dívidas de jogos, outros morreram em fábricas com acidentes de soldagem e outros continuaram com suas vidas imaginando como conseguiam gostar desta música. O ponto é que em 1985 havia todo um novo grupo de adolescentes revoltados que estava pouco se lixando para os diretores de suas escolas. Foi aí que o MOTLEY CRUE apareceu. Uma música que se encaixava perfeitamente na baixa habilidade de canto ou composição de Vince Neil. Estava tudo bem ali! A banda lançou sua versão, e por versão eu digo exatamente a mesma coisa tocada da mesma maneira. E ainda conseguiu um top 40 com isso.

4: American Woman: LENNY KRAVITZ cover do GUESS WHO

As coisas eram difíceis para o GUESS WHO. Eles eram do Canadá, então bem aí já era quase um pé no buraco. Eles também tinham um nome horrível, levando em conta que uma das maiores bandas da história do rock também se chamava WHO. Mesmo com todos estes percalços eles conseguiram fazer um bom portfólio nos anos 1970 com “These Eyes,”, “No Sugar Tonight”, e “American Woman”. Por mais que a última música tenha falta de um refrão e letras decentes, ainda é um clássico do rock.

Em 2000, LENNY KRAVITZ teve uma brilhante ideia. Após mais de 10 anos escrevendo músicas que soavam como cópias diluídas do THE BEATLES ou JIMI HENDRIX, Lenny finalmente percebeu que ele poderia fazer cover do material de outras pessoas. Ainda melhor, ele poderia fazer de uma forma tão não inspirada e sem imaginação que ninguém poderia acusá-lo de ter alguma criatividade sobrando. Repensar? Isso é para perdedores. Por que não implodir toda a criatividade desta banda e conseguir um hit seguro?

3: “I’ll Feel A Whole Lot Better”: TOM PETTY do Byrd’s Song.

Em qualquer evento, o Byrds era uma banda de rock importante dos anos 1960, esse você já viu algum filme sobre os anos 1960, você com certeza ouviu alguma de suas músicas, como “Eight Miles High”, “Mir. Tambourine Man”, “So You Want to Be A Rock’n’nRoll Star” e “My Back pages” são todos sinônimos de montagens com os óculos de Lennon, sinais de paz e soldados viajando para o Vietnam. Os Byrds não são estranhos nos covers. Alguns de seus maiores sucessos, como os citados acimas, são covers de Bob Dylan, mas eles trouxeram uma sofisticação melódica somente insinuada nos originais. Um de seus maiores trabalhos foi a música de 1965 “I’ll Fell a Whole Lot Better”. É só ouviu, por favor.

Agora pule 20 anos no tempo. O Superstar do Rock e fã do Byrds, Tom Petty, decide fazer um cover da banda para o álbum de grande sucesso “Full Moon Fever”. Jamais imaginaria que regravar uma música de uma banda conhecida por suas maravilhosas regravações seria tão assustador Como você reinventa uma música? Bom, se você for Petty a solução é refazer a música naquilo que seria o cover mais fiel de todos os tempos. É super-difícil diferenciá-los. Eu não deveria ser tão duro com Tom, considerando que ele ganhou alguns royalties para uma de suas maiores influências, e além disso, ele é muito fodão, mas esta música tinha que estar nesta lista, já que não posso pensar em outra música tão parecida quanto a original.

02: “Cat’s in the Cradle” UGLY KID JOE. Cover de Harry Chapin.

Em dado momento de 1974, Harry Chapin escreveu a música definitiva sobre pais ausentes. Alguns idiotas acham que esta é uma música de Cat Stevens, talvez por possuir o nome CAT no título, talvez por Cat Stevens de fato possuir uma música chamada “Father and Son”. Ela não é. Aí está:

Em 1992 o grupo da Califórnia, UGLY JOE, estava atolado até seus joelhos na falta de talento. A solução para este problema era óbvia: fazer um cover, mas e se algumas de suas características completamente desinteressantes influenciassem o clássico de Chapin, fazendo ele menos interessante para todos? Problema resolvido: Não mudar nada!

1: “Try”. Pink. Cover de GoNorthToGoSouth.

Para o número um eu vou inverter a ordem, apresentando o cover primeiro. Você é algum dos 9 milhões que viram o último hit da Pink no youtube? Tenho que admitir, é bem grudento e o vídeo é muito bom. De alguma forma, Pink conseguiu continuar relevante e popular por mais de uma década, mesmo que ela tenha somente uma voz meramente adequada, uma habilidade de composição bem limitada e não é uma das coisas mais sexys que já vimos no palco. Fiquei bem fascinado com ela ultimamente. De alguma forma, nesta era de expectativas diminutas, simplesmente não ser horrível já é uma virtude. Ela não jogou sua carreira no lixo com abuso de drogas e não se repetiu até desgastar seu público.

Seus fãs afirmam que sua permanência se deve ao fato dela não ligar para nada, e eu estou certo que é um grande apelo, mas quantas garotas duronas afetaram sua personalidade e rapidamente esvaeceram, ou pior, se casaram com o vocalista do NICKELBACK? Estou certo que o segredo de Pink é sua sensibilidade. Anos atrás ela teve o bom senso de se juntar com Linda Perry, que escreveu várias de suas canções, e no caso deste último hit ela escolheu um material bem forte.

Bem, eu não estava iludido que Pink escreveu “Try”, mas eu estava um pouco surpreso de descobrir que era um cover. Esta música foi lançada em um EP pelo GONORTHTOGOSOUTH e foi escrita por Michael Busbee. O que me surpreendeu de verdade, porém, foi a produção original, quase idêntica, até a abertura etérea de piano.

Ao contrário de outras músicas nesta lista, por outro lado, este cover não me irrita profundamente. Ainda que Busbee tenha lançado este material com sua banda, ele é mais como um cara de bastidores, trabalhando com pessoas do alcance de Justin Timberlake ou Liz Phair. Então, quando ele lança músicas, parece que elas foram criadas com o propósito de serem notadas pela indústria [...].

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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