Salve leitores do Whiplash.net! É um trabalho árduo escolher dez discos que marcaram minha vida. Já escutei tantos discos e continuo escutando. A lista abaixo está longe de ser a de álbuns mais importantes do rock ou de álbuns que mais gosto. Até porque nela faltam algumas de minhas bandas prediletas. Procurei olhar meus LPs e CDs e selecionei alguns que me trazem recordações importantes na minha caminhada no rock’n’roll. Então vamos lá! Longa Vida ao Verdadeiro e Clássico Heavy Rock!

Falar que algo do SABBATH me marcou é como “chover no molhado”. Desde que prestei atenção no BLACK SABBATH, gostei de toda a proposta da banda. Dos temas, do visual, do peso, etc. Para tentar entender melhor o porquê de meu fascínio pela banda, procurei me aprofundar nesse álbum. Ouvi muitas e muitas vezes. A importância da banda na história do rock é conhecida por todos e esse é um álbum que marcou o início de um capítulo. Até hoje consigo me emocionar com ele.

Já era um fã de URIAH HEEP quando conheci esse disco. Na época, conhecíamos a carreira das bandas aos poucos. Não tinha ouvido todos os álbuns anteriores. Havia certas dificuldades de acesso às informações. Ouvi esse disco por inteiro e me identifiquei muito com ele. O clima de magia me chamou muito a atenção. Os vocais então...

Comecei a ouvir e me aprofundar no rock na grandiosa época da força do Heavy Metal do início dos anos 80. Percebi que o JETHRO TULL era muito respeitado no meio do rock e do heavy metal. Mas essa banda não era de metal! Então passei a ouvir direto esse disco e procurar entender os motivos desse respeito. E acredito que entendi! Além de me tornar um fã. Progressivo de primeiríssima! Sons muito bem elaborados!

Conhecia o PURPLE da fase “Fireball”, “In Rock” e “Machine Head”. Também da fase Coverdale/Hughes. Um dia achei esse disco numa loja e comprei. Primeiramente o que me marcou é que ele é um lançamento original da época. Mais velho do que eu! Em seguida, pude conhecer algo diferente daquele PURPLE que estava acostumado. Acho que isso fez bem, pois esse disco me ajudou a ver que havia muita coisa boa feita antes de 1970.

Um disco muito bem feito. Uma viagem sonora! Eu gostava de escutá-lo no escuro. Quando escutava aquele disco, além de gostar do que ouvia, por várias vezes ficava pensando no que se passava na cabeça dos membros do FLOYD para fazer algo tão bem elaborado. Tão bem sacado e inteligente!

Até o momento em que escutei pela primeira vez esse disco, nunca tinha parado para dar a devida atenção ao maravilhoso Southern Rock. Imagine estar na época rodeado de Heavy Metal e ouvir o ALLMAN! Foi um desafio maravilhoso! Senti emoção e disse: “gosto disso”! Pensava comigo o que me atraia tanto? Graças a esse álbum, fui a fundo no Southern Rock e tenho orgulho disso. Pude perceber que o Southern caminhou junto com o Prog, o Hard e o Heavy no início de tudo.

Esse disco é um marco, pois trouxe algo que sacudiu o rock. Demorei um pouco para assimilar o que estava ali gravado. Me sentia bem com aquilo. Com a música e com a capa.

Conhecia muitas bandas do chamado Heavy Metal. Mas essa me trouxe algo mais. Um som poderoso. Claro que havia sons poderosos em muitas bandas. Mas essa tinha algo mais para meus anseios. Os timbres de guitarra, os riffs, os vocais e os backings me marcaram na época. Sem falar na inserção de música clássica em determinados momentos. Hoje posso dizer que essa é uma das minhas bandas prediletas de Heavy Metal Tradicional.

Sempre gostei de AEROSMITH e era muito difícil de conseguir algo antigo da banda. Mas garimpava e conseguia. Quando a banda lançou esse disco, fui comprar, pois dava seqüência na minha coleção. O som que ouvi me marcou, pois trazia uma grande produção. Não somente as músicas eram boas, mas era muito energético e agradável de ouvir. Acredito que não marcou somente uma fase musical da banda, mas de produção, com um som muito bom de se ouvir. Na época trouxe uma diferença sonora em relação aos discos antigos.

Respeitava o Thrash Metal quando esse álbum foi lançado. Até tinha alguns álbuns do estilo em minha coleção nessa época e ainda tenho. Assim como comprei mais. Particularmente, embora respeitasse, não gostava do estilo como um todo. Algo me agradava e algo não. Gosto pessoal, talvez. Porém, esse disco me chamou um pouco mais a atenção para o estilo na época. Até assisti a um show da turnê desse álbum. Nele havia algo que unia elementos que eu já apreciava em matéria de música com o som contemporâneo da época.
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Eliton Tomasi é produtor cultural e crítico musical. Foi fundador e editor-chefe da revista Valhalla (Rock Hard Brasil) – que foi uma das mais importantes publicações especializadas em rock do país. Sua experiência vai além do setor editorial já que por 17 anos também atua como produtor de shows e eventos tendo já realizado desde pequenas gigs até produções internacionais de grande porte. Atualmente atua como empresário e assessor de bandas e artistas nacionais e internacionais, tendo realizado turnês pelo Brasil e Europa. Trabalha com as bandas Hellish War, Uganga, Imagery, Kappa Crucis, Psychotic Eyes, Slippery e Amazon.
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