Acabei de receber um e-mail pedindo para escrever alguma coisa pra essa sessão. Na hora me empolguei, mas quando parei pra pensar, é realmente bem difícil definir os álbuns que mais marcaram minha vida. Tentei focar nos discos que mais me influenciaram, que abriram novas portas, ou até mesmo que me fizeram enxergar a música de outro ponto de vista.
Acho que comecei como muitos da minha geração, e embora alguns não assumam, Guns ‘n’ Roses foi um marco na vida das pessoas que nasceram por volta de 78-79 e tiveram a sorte de acompanhar o início da banda americana. Depois do interesse inicial pelo rock, a coisa deslanchou e surgiram na minha vida Iron Maiden, Metallica, Megadeth e Rush.

Seria uma mentira deslavada não citar esse disco como o primeiro da lista. Um clássico. O mais legal é saber que na época que eu comecei a ouvir música e não tinha idéia do que era isso, já achava o Apetite bom demais. E hoje, depois de quase 20 anos, continuo achando.

Assim como o Guns, dei sorte com o Iron Maiden. E também não mudei minha opinião sobre o CD: continua sendo até hoje o melhor da Donzela. Talvez seja o disco que mais ouvi na minha vida, junto com pouquíssimos outros.

Outro que mantém o posto até hoje. Fico imaginando o real impacto que Holy Wars deve ter feito na minha cabeça aos 11 anos de idade. Devia ser obrigatório para crianças nessa idade.

O Rush talvez tenha sido, na época, a banda que mais abriu minha cabeça para o que era música. A variedade das composições, a musicalidade, o instrumental, tudo me fascinava. E ainda me fascina.

O Jethro foi a primeira banda que me fez prestar maior atenção nas letras. E se o Aqualung não fizer você pensar, dificilmente algum outro vai fazer.

Fui apresentado à música dos Alemães por um amigo que me mostrou o Live In the UK. Preciso dizer que esse também mantém o posto até hoje? Era o auge da banda e tempos que não voltam mais. Ficou a lembrança.

Quando esse CD foi lançado, o Dream Theater virou febre entre todos meus amigos. Achei que ia cansar, mas não foi o que aconteceu. Não é meu preferido deles, mas foi o que mais marcou, e o que mais influenciou meu gosto para o que viria em seguida.

Poucos conhecem a fundo a carreira do Skyclad. Posso dizer que sou um felizardo. Lembro que ouvi pela primeira vez esse CD numa fita K7, e foi o suficiente. Martin Walkyier é um dos melhores e mais inteligentes letristas que o mundo já viu.

A partir de 1988-1999 minha noção do que era música mudou completamente, graças a esse CD e a essa banda. Facilmente o disco mais importante da minha vida. Com ele percebi que música é muito mais que um estilo musical pré-determinado e o que é ser artisticamente livre. E isso é raríssimo.

Lenine abriu minha cabeça para a música brasileira. Me mostrou que há muita coisa boa sendo feita por aqui. É saber procurar. Como o próprio canta, é preciso ter paciência.
Depois disso, a partir de 2000, outras bandas me marcaram, outros CDs, outras experiências. Tentei organizar os CDs até um certo momento da minha vida, mas não poderia deixar de pelo menos citar alguns (não que eu considere os melhores de cada banda, mas sim os que mais me marcaram – tentando ainda descrever em ordem cronológica do que fui conhecendo e ouvindo):
Metallica – ... and Justice For All
Led Zeppelin – IV
Deep Purple – Made In Japan
Black Sabbath – Vol. 4
Queen – A Night at The Opera
Fates Warning – Awaken The Guardian
Annihilator – Never, Neverland
Queensryche – Operation Mindcrime
Pink Floyd – Dark Side Of The Moon
The Gathering – Nightime Birds
Rage – Trapped!
Black Crowes – Southern Harmony and Musical Companion
Radiohead – Ok Computer
Ben Harper – Burn to Shine
Béla Fleck and The Flecktones – Left Of Cool
Chico Buarque – Construção
Los Hermanos – Bloco do Eu Sozinho
Moska – Tudo Novo de Novo
Jeff Buckley – Grace
System Of a Down – Toxicity
Peter Gabriel – Growing Up
Muse – Absolution
Jazon Mraz – Mr. A to Z
Fiona Apple – Extraordinary Machine
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Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…
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