Bruno Sanchez: os álbuns que marcaram o redator do Whiplash.Net

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Bruno Sanchez: os álbuns que marcaram o redator do Whiplash.Net


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Para comemorar o dia do Rock aqui no Whiplash!, nada melhor do que lembrar os principais álbuns que te levaram ao estilo há anos ou décadas. Hoje em dia, esses trabalhos podem não ser mais os seus favoritos (pelo menos alguns deles), mas de qualquer forma eles sempre terão um espaço reservado no coração dos roqueiros.

Já que a lista deveria ter apenas 10 nomes, acabei excluindo muita coisa legal que me ajudou demais também, mas não se preocupem porque coloquei mais 10 álbuns fundamentais na minha formação logo abaixo da listagem principal.

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Beatles - Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band

Ser filho de pais Roqueiros me possibilitou chegar ao Rock ´n´ Roll ainda bem cedo, com 3 ou 4 anos de idade (como já contei no texto sobre o Garoto Que Descobriu o Rock), ao som da maior banda da história e seu eterno clássico. A começar pela capa, cheia de figuras importantes e muitos mistérios, mesmo para uma criança sem capacidade interpretativa. Aliás, justamente por descobrir esse som ainda na ingenuidade infantil, todos aqueles personagens e simbolismos me levaram em outra realidade e fizeram pensar que aquela bolachona (é, nada de CDs no começo dos anos 80) não tinha só música, mas uma forma de arte surreal, hipnótica, inovadora, atemporal. O disco que revolucionou o mundo e minha vida.

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Beatles - Magical Mistery Tour

Após a experiência mística com o Sargento Pimenta, minha viagem se intensificou no auge do psicodelismo dos anos 60 com outra obra prima. Aqui, os Beatles continuavam apostando na liberdade criativa que a música (e o Rock) poderia criar e lançaram um trabalho complexo e diversificado, com composições simples, mas cativantes, como “Hello Goodbye”, até experimentalismos extremos em “I Am The Warlus”, na minha modesta opinião, a melhor música da história e um tapa na cara do conservadorismo e fórmulas prontas que tanto nos irritam. Sabe aquele som que logo que você ouve pela primeira vez já pensa “pronto, é isso que busquei em minha vida”? Essa foi a minha reação.

Se alguém ainda te disser que o som dos 4 rapazes de Liverpool era bobinho e infantil, coloque o “Magical Mistery Tour” no talo e cale a boca do sujeito com classe.

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Black Sabbath – Paranoid

Com a lição de casa dos Beatles feita, tive o primeiro contato com Black Sabbath já na Pré-adolescência através de um amigo na escola. Confesso que não foi amor a primeira ouvida, pelo contrário, de princípio achei aquele som sujo demais mas ao mesmo tempo, tão criativo e pegajoso. É impossível não se apaixonar pelo riff de “Iron Man” ou pela voz de Ozzy na própria “Paranoid”, mais legal ainda quando você vê os videoclipes (é, saudades do “Clássicos MTV” dos bons tempos) e aqueles jovens com roupas estranhas dos anos 70, cheios de atitude em cenários viajantes. A cabeça marcava o tempo sozinha e, pronto, o estrago estava feito e o mundo ganhava seu mais novo headbanger.

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Deep Purple - Made in Japan

A famosa “Highway Star” eu já conhecia de outras audições, mas o verdadeiro encontro com o Deep Purple aconteceu no dia em que um amigo me presenteou com o vinil do “Made In Japan” quando eu contava 14 anos. De cara, o que me impressionou foram os solos, tanto do Blackmore na guitarra quanto do Lord nos teclados. A versão de “Smoke On The Water” é provavelmente uma das melhores gravações ao vivo até hoje e campeã do “repeat” no aparelho de som. Com o Deep Purple, aprendi que nem sempre o som pesado precisaria ser soturno para chamar a atenção e com a dobradinha Sabbath \\ Purple desenvolvi meu lado eclético que me permite ouvir até hoje Venom e Gamma Ray numa boa.

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Led Zeppelin – IV

O mesmo amigo que deu o “Made In Japan” do Purple, também me presenteou, quase ao mesmo tempo, com esta pérola do Rock. O que dizer do quarto álbum do Zeppelin? Bom, esse é o famoso disco que traz “Stairway To Heaven” e a música “Rock ’n’ Roll”, outras duas campeãs de “repeat” do meu som logo que entrei na adolescência. Ok, ok, sei que é super clichê falar que gosta de “Stairway To Heaven”, mas eu não estou nem aí e reassumo que essa música foi fundamental para mim. Ao mesmo tempo em que ela é triste (pela sua letra e também pelos arranjos do começo), também tem uma virada sensacional da metade para frente até explodir em um solo melancólico e introspectivo, na linha que uma seqüência de notas vale mais do que mil palavras, ok, isso também foi clichê, mas quem disse que o lugar comum também não pode ser construtivo?

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Metallica - ...And Justice For All

Falar qualquer coisa sobre o Metallica é cair no lugar comum, então vou dar um pequeno resumo de como me apaixonei pela banda. Eu já conhecia os caras desde a infância através de amigos e familiares mais velhos, mas por diversos motivos que não vou citar aqui, a adolescência foi uma época bem conturbada em minha existência. Foi o auge da minha revolta, da busca pela fé que eu sequer sabia se existia e das explosões de questionamentos como a maioria dos não conformistas. Nesses momentos de fúria, raiva e desilusões, sempre busquei apoio em músicas e letras que poderiam dizer alguma coisa, uma luz no fim do túnel ou conseguissem expressar exatamente como eu me sentia e o Metallica era a única banda com a qual eu me identificava 100% com as mensagens passadas por James Hetfield. Ao contrário da maioria dos novos fãs, me apaixonei pela banda a partir do “Justice” e sua rebeldia saindo do começo invertido de “Blackened” e passando pelos questionamentos existenciais de “Eye of The Beholder” e “Dyers Eve”. É a banda do coração até hoje, a que mais me identifico e rendeu minha tatuagem xodó no braço direito.

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Metallica - Ride The Lightning

Após a audição cautelosa do “…And Justice For All”, me obriguei a voltar no tempo para descobrir mais sobre aquela banda que me fascinava tanto ás vésperas do lançamento do “Black Álbum”. Curiosamente, minha primeira reação ao ouvir o “Ride The Lightning” foi a mesma de “Paranoid”: o que diabos é isso? Aquele som sujo e distorcido do “Justice”, soava ainda mais grosseiro e agressivo (agressivo = Thrash) 4 anos antes, quando o Metallica lançou o melhor álbum de Heavy Metal de todos os tempos, na minha opinião. Com Cliff Burton construindo todas as bases harmônicas das músicas, a banda mostrava um som absolutamente inovador e criativo para todos os padrões. É impossível apontar uma única música deste disco que destoe das demais, todas são igualmente perfeitas e todas me acertaram em cheio. Esse foi provavelmente o disco que mais ouvi (e continuo ouvindo) em todos esses anos e define com perfeição o que é o Heavy Metal para mim.

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Iron Maiden - Iron Maiden

Para não cair no mesmo erro do Metallica, que só conheci a partir do 4º álbum de estúdio, logo que me senti hipnotizado pela mascote Eddie, já corri atrás do primeiro álbum de estúdio dos caras e que surpresa maravilhosa. Logo ao ouvir o primeiro riff de “Prowler”, tinha a certeza que aquela banda também seria responsável por várias mudanças em minha vida e assim foi. O primeiro álbum da donzela pode não ser o mais brilhante da carreira dos ingleses, mas com certeza é um dos mais emotivos (sem referências ao inferno “Emo”, por favor) e energéticos. É impossível não bater cabeça com “Running Free”, “Transylvania”, “Charlotte The Harlot” e a já citada “Prowler”, isso sem contar a excelente balada “Remember Tomorrow”. Logo em seguida fui atrás do “Killers” e do “Number Of The Beast” e aí, bom eu já era um Maidenmaníaco.

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Ramones - Loco Live

Fazendo um paralelo de minha evolução dentro do Rock e do Heavy Metal, nunca me limitei a ouvir só um determinado estilo e fechar a roda do preconceito contra todo o resto. Sempre tive a cabeça aberta para tudo o que rolava no cenário musical e com esta mentalidade, a descoberta do Ramones e seu Punk Rock de atitude foi apenas uma questão de tempo e ocorreu através deste álbum ao vivo quando eu estava na 8º série. Na verdade, eu descobri mesmo a banda através da clássica “Pet Sematary” mas o primeiro álbum inteiro deles que ouvi foi o “Loco Live”, quando deram uma roupagem mais pesada para as músicas e o show era recheado de clássicos, um atrás do outro, sem pausa e sem papo com o público a não ser o clássico “one, two, three, four...”. Por um motivo bem particular (ah, essas mulheres...), a faixa “I Believe In Miracles” se tornou um clássico instantâneo em minha vida.

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Soundgarden – Superunknown

Seguindo a mesma lógica do item anterior, o ‘grunge’ também nunca me incomodou (o que me incomodava, era o apelo excessivo dado pela mídia quando o tratavam como a salvação do Rock) e eu simpatizava com várias bandas como o L7 e o Nirvana, mas para mim, o grande nome que veio de Seattle não foi o grupo de Kurt Cobain e sim o liderado por Chris Cornell. Um amigo meu tinha o “Badmotorfinger” mas o primeiro álbum que eu tive contato direto, foi mesmo o “Superunknown”, que comprei a fita cassete logo que saiu aqui no Brasil no começo de 1994. O Soundgarden sempre me surpreendeu pela mistura de sons psicodélicos (a maravilhosa “Head Down”) com a música pesada (“Kickstand”). Ainda hoje, “Superunknown” soa moderno e abriu caminho para o também ótimo “Down On The Upside” onde a banda, aí sim, explorou todos os limites da nova psicodelia.

Infelizmente, por ser uma lista com apenas dez álbuns que marcaram minha vida (não necessariamente os melhores), tive de desconsiderar alguns petardos obrigatórios para os fãs como alguns do Judas Priest, banda que eu só viria a descobrir com meus 16 anos ou clássicos do Blind Guardian, Cream e The Who, nomes obrigatórios nas tracklists da minha vida. Para compensar essa falha, vou citar aqui mais dez álbuns que também considero obrigatórios na história do Rock e, claro, também fizeram uma baita diferença para minha formação:

Judas Priest – Stained Class
Cream – Disraeli Gears
Blind Guardian – Imaginations From The Other Side
The Who – Sell Out
Therion – Lemuria
The Beatles – Abbey Road
Helloween – Walls Of Jericho
Uriah Heep – Look At Yourself
Satan – Court In The Act
Venom – Welcome To Hell

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Sobre Bruno Sanchez

Paulistano, 26 anos, Administrador de Empresas e amante de História. Bruno é colaborador do Whiplash! desde 2003, mas seus textos e resenhas já constavam na parte de usuários em 1998. Foi levado ao Rock e Metal pelos seus pais através de Beatles, Byrds e Animals. Com o tempo, descobriu o Metallica ainda nos anos 80 e sua vida nunca mais foi a mesma. Suas bandas preferidas são Beatles, Metallica, Iron Maiden, Judas Priest, Slayer, Venom, Cream, Blind Guardian e Gamma Ray.

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