Estes albuns abaixo são muito especiais para mim. Não são nem de longe os dez melhores do rock/metal/punk, mas foram os 10 que me ajudaram a formar o meu gosto musical e a entender cada estilo que apresentavam. Faltaram álbuns? Faltaram bandas? Com certeza... mas eu vejo que nestes álbuns surgiram as primeiras pontes para que eu pudesse curtir metal e hard-rock do mesmo jeito que curtia o punk na minha adolescência. Antes de tudo, citei aqueles que mexeram comigo de maneira contundente. Se fosse fazer a lista completa acho que não teria entregue até agora.

Foi numa festa de aniversário quando eu tinha uns 10 anos. O aniversariante ganhou esse disco (em 1984 ainda tinha vinil!) e tocou direto... eu achei super legal porque era um rock básico, fácil de escutar, e muito bem humorado. Me lembro de ter comprado logo depois e ficar ouvindo direto esse álbum. Anos depois assisti a banda ao vivo, mas não tinha o mesmo impacto, nem “MaryLou” era a mesma!

Eu tinha um amigo que era meio maluco (ainda é). Ele chegou um dia na sala de aula (nisso eu tinha 13 anos) e falou “achei a maior banda do mundo!”. Me mostrou em seguida um K7 com esse disco, que tratei de copiar rapidamente. Foi meu primeiro contato com o punk-rock, e foi com classe, porque o OLGA é um senhor guitarrista. Ouvi, amei a banda, e ainda ouço até hoje.

Era a época do punk. Me lembro que tinha uma loja aqui em Niterói (RJ) e eu comprava os discos que queria por lá mesmo. O cara me indicou Ramones, e eu comprei o “Brain Drain” (que tinha “Pet Semetary”). Mas logo depois comprei esse. Trinta porradas ramonicas em sequência... haja pescoço. Um dos grandes arrependimentos que tenho é nunca ter visto um show do Ramones... foram tantas chances. Minha banda favorita de todos os tempos.

O “vírus” do Rock In Rio II chegou em 1991, e eu acabei indo no famoso dia 20, que tinha Guns n’Roses, Billy Idol e Faith No More como bandas internacionais (Titãs e Nenhum de Nós faziam a parte nacional). A banda de Mike Patton (que estreava naquela época) me cativou, e o curioso é que uma das faixas que eu menos curti foi a mega-tocada-ouvida-espalhada “EPIC”. Foi um showzaço, que eu veria de novo no Maracanãzinho no mesmo ano.

Não há como negar que estamos diante de um puta álbum. “Welcome To The Jungle”, “It’s So Easy”, “Mr. Brownstone” e outras faziam deste um disco indispensável para quem curtia o hard-rock (a expressão viria depois). Axl Rose e trupe chamavam atenção pelas besteiras que faziam, mas ainda tinha espaço para a música, coisa que eles andam devendo.

Admito que o heavy metal entrou meio tarde em minha vida, mas pelo menos foi com um bom CD (já tinha o CD!), que um amigo meu comprou quando eu tinha uns 18 anos. Logo depois tratei de comprar para mim, e aos poucos fui conhecendo a discografia monstruosa do maiden, mas esse foi o marco zero. Alguns meses depois puder ver o Maiden na turnê do “Fear Of The Dark” e foi um showzaço.

O mais legal de descobrir um estilo é que ele te faz ir a fundo dentro do mesmo e vários nomes bons aparecem para você escutar. O Helloween foi um deles. Comprei este CD mais por curiosidade, porque era o primeiro com Andi Deris e Uli Kusch na formação. “Soul Survivor”, “Why?” e “Mr. Ego” mostraram uma banda forte e revigorada. Graças a este CD pude conhecer os Keepers logo depois... já valeu a pena.

Mesmo com o vídeo de “One” passando exaustivamente na MTV, nunca me liguei quando via os discos/CD’s do Metallica nas lojas ou com amigos. Mas um dia resolvi aproveitar uma grana extra (o primeiro décimo-terceiro), e comprei este CD, junto com o “Somewhere In Time” do maiden. Ganhei dois puta CD’s, um que é até hoje o meu favorito do maiden e este monstro pesado do thrash metal.

“Será que é isso que é eu necessito?”. Sempre ouvi os Titãs de um jeito ou de outro, mas nunca me liguei em ter algo deles. Essa música me mostrou uma banda diferente. Até engolia as caras de mau meio marketeiras que os caras faziam (porque de “Bad Boys” eles nunca tiveram nada), mas o CD é foda. Assim como boa parte da discografia deles.... hoje escuto até uns CD’s mais pop que eles fizeram nos anos 80.

“Hellraiser” foi um hit do Motorhead. E me deixou curioso de escutar essa banda da qual eu só conhecia o famoso quebra-quebra do show no Rio de Janeiro em 1989 (to certo?). Comprei o LP e adorei. Sensacional escutar “Too Good To Be True”, “Stand” e a balada “Ain’t No Nice Guy” (com Ozzy Osbourne). Hoje escuto muito Motorhead, uma de minhas bandas favoritas.
Os 10 que não entraram por falta de espaço, mas que merecem citação:
Slayer – Divine Intervention
Ministry – Psalm 69
AC/DC – Back In Black
Motley Crue – Dr. Feelgood
Scorpions – World Wide Live
Stratovarius – Episode
Living Colour – Time’s Up
Sepultura – Arise
Rage – XIII
Judas Priest - Painkiller
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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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