Iron Maidens: entrevista com o tributo feminino à Donzela

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Iron Maidens: entrevista com o tributo feminino à Donzela

Postado por Carlos Lopes | Fonte: O Martelo

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Revolvendo o mundo virtual, descobri que a americana (também mezzo japonesa e irlandesa) Linda McDonald, baterista da banda de hard rock americana Phantom Blue (1989/2001) atualmente toca em dois grupos só com mulheres, um deles chamado The Iron Maidens que já lançou um CD nos Estados Unidos e Japão e um CD/DVD chamado "ROUTE 666" na terra do sol nascente. Como se fosse pouco, Linda ainda toca bateria na The Little Dolls, que executa covers de Ozzy período Randy Rhoads. Implorei às meninas que me concedessem uma entrevista urgente por causa do fechamento desta edição. Infelizmente a guitarrista Sara Marsh (codinome MiniMurray) estava em férias e não pôde participar mas 4/5 das nossas donzelas de ferro responderam o questionário, respectivamente a vocalista Aja “Bruce Chickinson” Kim, a baterista Linda “Nikki McBURRain” a guitarrista Heather “Adrienne Smith” Baker e a baixista Wanda "Steph Harris" Ortiz. Então queridos se deliciem com a entrevista pois certamente “vai rolar um sacrifício hoje a noite!”

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Como e quando ocorreu o primeiro contato com a música do Iron Maiden? Qual de vocês é a mais fanática pela banda?

LINDA: Ouvi pela primeira vez durante o colegial. Fui enviada de volta para casa para passar uns dias por mau comportamento. Descobri o LP Maiden Japan nas coisas do meu irmão. Fiquei doida com a energia e o poder da música deles. Naquele instante decidi tocar bateria da forma como Clive Burr tocava. Todas nós da banda somos fanáticas – cada uma a seu modo – e escutamos Maiden direto especialmente quando temos que aprender as canções!
 
WANDA: Também descobri a banda no colegial. E difícil dizer qual de nós é a mais fanática.
 
AJA: Todas nós somos. E tem que ser assim se você quer fazer a coisa direito! As produções de Martin Birch são especialmente complexas. Ele é o mestre do ambiente sônico.
 
HEATHER: Quando comecei a escutar bandas de metal obviamente fui influenciada por Maiden assim como Metallica, Pantera e Slayer. Para aprender a tocar o repertório desses grupos meu professor fez questão de me mostrar a cronologia para que eu pudesse compreender como ocorreu a evolução do estilo. Eu afirmaria que Wanda é a maior fã do Maiden, apesar que cada uma de nós é fanática a seu modo.  
 

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Como rolou de vocês pedirem autorização pelo uso da imagem e músicas?
 
WANDA: Começamos apenas como diversão e como havia uma enormidade de outras bandas covers do Maiden nem nos preocupamos em pedir autorização. Mas depois dos primeiros shows começamos a receber ligações de todos os Estados Unidos e hoje esse projeto ocupa totalmente o nosso tempo. Acabamos gravando alguns CDs de tributo ao Maiden e por isso tivemos que pedir autorização.  
 
LINDA: Não tivemos que pedir autorização, mas fizemos questão que eles soubessem o que estávamos fazendo por uma questão de respeito. Sempre damos o máximo para reproduzir a música o melhor que podemos. Se o fazemos bem é porque levamos isso a sério.
 
AJA: Existiam outras bandas (masculinas) cover do Iron Maiden quando começamos. Por acaso nós somos a até agora única banda feminina que toca Maiden em todo o mundo! Músicos reproduzindo a música de seus ídolos é uma tradição honrada há muito tempo, apesar que uma banda tributo leva essa homenagem um passo adiante. E é claro pagamos corretamente os direitos autorais das músicas que tocamos (ri).

HEATHER: Maiden tem uma sonoridade e uma imagem tão distintas que só faz sentido se você reproduz tudo isso ao vivo. Acredito que a pessoa que receba um tributo sobre o seu trabalho fique bem orgulhosa; foi um momento único que mudou a história da música pesada.

Alguns dos seus pais ninaram vocês ao som de algum grande álbum de rock, como os primeiros do Van Halen por exemplo?
 
WANDA: Foram meus amigos que me trouxeram para o mundo do rock.
 
LINDA: Há, há. Lembro dos álbuns dos Beatles que meus pais tinham, também música irlandesa com gaita de fole e alguns musicais. Mas acho que fui eu que os apresentei ao rock! Eles tiveram que freqüentar um monte de shows porque eu tinha começado a tocar! Meus pais ainda são os melhores! Minha mãe me ensinou algumas canções japonesas, mas isso foi depois que eu abandonei o berço!
 
HEATHER: Meus pais tinham uma grande coleção de discos e me mostraram os seus favoritos. Eles expandiram meus conceitos sobre diversidade e história da música. Quando era bem pequena minha mãe colocava partes das músicas do Boston e do Led Zeppelin tão altas que a casa tremia! Desde cedo isso me ensinou o que significava impacto!

AJA: Minhas irmãs mais velhas foram as responsáveis por desenvolver meu gosto no rock and roll. Minha família ama música, mas minha mãe é coreana e sua coleção particular era composta por música coreana e japonesa – umas figuras muito engraçadas vestindo ternos de poliéster dos anos 70 e sentadas na piscina – e tudo em cores-vivas!
 
Tocar musica oitentista parece uma declaração de guerra contra a cena atual. Há algo novo que vocês gostem? Qual o seu ponto de vista a respeito da música produzida nos últimos 20 anos?
 
HEATHER: Os anos 80 foram um período maravilhoso que pavimentou o terreno para diversas experiências subseqüentes tanto musicais como de apresentação. A indústria musical e o que surge da mente de músicos criativos está sempre mudando. Há muitas bandas ótimas no momento, mas infelizmente você vai ter que cavar para achar o ouro. Sou uma otimista e procuro não subestimar o que pode ser feito de bom.

AJA: Acho que a balança está pendendo para o lado certo novamente – de volta à música de verdade – instrumentos de verdade tocados por gente de verdade. Infelizmente por um período muito grande, o mercado de música foi gerido por pessoas com a mentalidade do McDonald's mais preocupadas com a quantidade do que com a qualidade. Basicamente isso tirou o direito de escolha das pessoas que tiveram a disposição apenas um espectro pequeno do que se produzia. A internet ampliou o campo e tirou a música do espaço de uma caixa de biscoitos onde estava guardada para ser escutada por todos. Viva a voz do povo - Viva El Internet!
 
LINDA: Estou muiiito feliz que a música parece ter completado um ciclo e as pessoas estão desejosas para ouvir música de verdade de novo. Estava muito incomodada com essas bandas novas que surgiram nos últimos 8 anos, mas hoje tenho visto mais inspiração.
 
WANDA: Há muita música nova que gosto em substituição a meus antigos favoritos. A cena musical certamente evoluiu muito nos últimos 20 anos e há musica atual que me satisfaz e outras coisas novas que nada me dizem. É o que é. Algumas vezes gosto, outras não.  
 
O que motiva vocês a tocarem juntas? Estar entre músicos famosos, fazer boa musica ou é apenas um trabalho?
 
AJA: Essa banda é tão única e especial. Temos uma química juntas, temos comprometimento em fazer nosso trabalho da melhor forma. Somos profissionais mas isso definitivamente não é um trabalho – é uma aventura! Conhecer nossos heróis e obter o respeito deles é como um bônus extra!

LINDA: Sempre quero fazer o melhor em qualquer show, qualquer situação e nunca fazer papel de boba. A única coisa que não mantêm uma banda unida é quando algum integrante fica desleixado. Isso é impossível de ser aceito ainda mais quando você toca a música do Iron Maiden! Estar entre ídolos não é um grande ponto para mim pois pessoas são pessoas. Tocar boa música é o que me faz seguir adiante e é o que faço para viver. Deve ser isso que chamam de trabalho, mas também é minha forma de vida e honestamente posso dizer que amo o meu trabalho!
 
HEATHER: A música do Maiden é um desafio e também bastante excitante para ser tocada. Além de me agradar muito, ainda posso me apresentar perante platéias que dividem o seu amor pela música conosco. Nossas decisões são diplomáticas para termos certeza que toda escolha se adeque aos interesses de cada um dos membros desta banda.
 
Vocês tiveram aulas no inicio ou são auto-didatas? Como desenvolveram a sua técnica? Tocando muito em casa ou ao vivo?
 
LINDA: Aprendi por conta própria no inicio. Depois tive aulas no Musician's Institute e no Dick Grove School of Music na Califórnia onde estudei vários aspectos e estilos de como tocar bateria assim como treinamento auditivo, harmonia e teoria. Acho muito importante apenas não tocar o instrumento, mas ter o mínimo de conhecimento da linguagem musical em termos de composição. Os bateristas e os pretendentes devem ser encorajados a aprender piano, também. E ótimo para treinar a percepção o que te prepara para ouvir melhor seus companheiros de banda. Meu primeiro instrumento foi piano que estudei por 7 anos. Depois do Musician's Institue e Dick Grove tive algumas aulas particulares com Scott Travis. Gosto de pegar na internet dicas e segredos de bateristas de toda parte do mundo! Há tanta informação disponível que não custa um centavo! Treino em casa com vídeo-aulas. Mais recentemente tenho estudado livros clássicos como o "Stick Control", tocado com clique ou apenas tocando livremente. Gosto muito muito muito de tocar ao vivo mais do que tudo!!! Não há nada igual!!!
 
WANDA: Comecei tocando baixo acústico no colégio com 9 anos, o que prossegui fazendo até o colegial. Estudei baixo em cursos e tive aulas em domicilio. Há apenas alguns anos peguei o elétrico. Nunca estudei de fato o elétrico, mas como tem muita coisa em comum com o acústico, não foi muito difícil fazer a passagem.
 
AJA: Como minha mãe criou 5 filhas sozinha não dava para ter lições de música. Comecei no coral do segundo grau. Aprendi a ler música sozinha, toquei piano aos 12 e também guitarra. Não tive treinamento formal até ir para a faculdade onde tive lições de verdade mas para isso tive que me mudar para a Califórnia (alem do clima!). Aí sim recebi treinamento vocal para desenvolver uma técnica própria. Mas não há substituto para a experiência – e aprendi isso no front de batalha. Me sinto uma felizarda por ter aprendido durante todo o caminho com tantos músicos fantásticos.
 
HEATHER: Comecei direto com aula, o que me deu logo de inicio a exata noção da disciplina necessária para aprender a tocar um instrumento. É importante não ter apenas ídolos, mas pessoas com as quais você possa se comunicar em busca da compreensão dos seus sonhos e anseios. Paralelamente, tocar ao vivo é algo que apenas se aprende sozinho e vendo outros músicos. O treino constante expõe o melhor de si o que se comprova externamente.    
 

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Falando como fã do Maiden, gosto da banda até o Powerslave (1984) quando eles tocaram pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1985. Mas os discos que amo são os dois primeiros com Paul Dianno. Ele dava uma cara punk a banda, que era algo muito necessário no começo dos anos 80. Entendo que a banda teve que se livrar dele para poder crescer, mas gosto mesmo dessa fase inicial. O que vocês tem a dizer sobre isso?
 
HEATHER: Paul certamente é uma grande figura como muitos outros homens de frente mas é exatamente por isso que ele tornou a banda única. Acho que havia uma verdade em sua voz que tornava o Maiden mais sombrio. Embora, Dickinson também tenha criado uma fusão entre música pesada e vocais poderosos. A história deles os faz quem são e esse tipo de drama histórico entre os companheiros de banda cria o fundamento para grandes obras.
 
LINDA: Sou uma grande fã dos primeiros discos do Maiden. Amo todos, especialmente os 3 primeiros que tem um lugar especial em meu coração. Amo a agressividade desses discos! Eles amadureceram e cresceram de uma maneira notável desde aquele tempo tenho que admitir. Não consigo vê-los indo na mesma direção da época em que Paul cantava. Amo a voz do PauI no Maiden mas de alguma maneira o material dele não se enquadra mais na direção que Bruce pavimentou.
 
AJA: Amo os dois cantores. Paul ajudou a estruturar a banda com canções que são tocadas até hoje, mas a voz de Bruce, sua forma de escrever e sua presença levaram a banda a um outro patamar o que os manteve unidos por todos esses anos. Em minha opinião, isso os faz igualmente importantes para a história e evolução da banda.
 
Vocês estiveram em contato com alguns do ex-músicos como Blaze Bayley, Clive Burr, Dennis Straton etc? Vocês concordam que Blaze não foi uma escolha acertada para a banda?
 
LINDA: Fui uma felizarda por encontrar Clive Burr no aeroporto em Londres quando minha banda estava excursionando. Chamaram-no pelo sistema de som e fui correndo para onde tinham pedido que ele ficasse e lá estava ele. Consegui agradecê-lo pela inspiração por ter me tornado uma baterista! Estava tão nervosa que ao invés de dar um dos meus álbuns para ele, acabei pedindo para ele autografar nele! Acabei nem dando o disco por causa disso! Há! Há! Há! Blaze é um vocalista maravilhoso mas, para mim, ele não foi a escolha certa para o Iron Maiden. A fase em que ele estava com a banda não é a minha favorita.
 
WANDA: Pelo menos acho que nenhuma de nós esteve com algum dos ex-músicos do Maiden... Quando Blaze se juntou a banda, achei que ele era um bom substituto porque ele era sonoramente e fisicamente semelhante ao Bruce, mas ao mesmo tempo fiquei desapontada por Bruce ter deixado a banda.
 
AJA: Nunca encontrei nenhum dos ex-membros – simplesmente não estamos nos mesmos lugares! Gosto muito da maneira que Blaze canta, mas Sr. Dickinson é um patamar muito alto para seguir. Uma grande banda nasce da soma de grandes partes e Bruce é uma das maiores!
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HEATHER: As pessoas que cruzaram o caminho do Maiden ajudaram a banda bem mais do que superficialmente. Uma grande química musical é algo de grande importância e essa é a razão que Blaze não funcionou tão bem. Pessoalmente gosto da maneira que Clive toca e eu acredito que ele contribuiu muito para o sentimento que a música do Maiden possui.
 
Quais são suas canções favoritas do Maiden? Alguma que vocês desgostem?
 
HEATHER: Minhas favoritas sao Killers, Sun and Steel, Sea of Madness e Phantom of the Opera.  Não há musicas que eu desgoste, apenas gosto mais de umas do que de outras.
 
AJA: Desgostar é uma palavra forte – vamos dizer que existem canções melhores do que outras. Amo cantar Rime of the Ancient Mariner mas realmente não faço força para incluir Quest For Fire no show.
 
LINDA: Gosto de tocar Phantom of the Opera, Seventh Son of a Seventh Son e Rime of the Ancient Mariner. As favoritas mudam, dependendo do meu humor mas quase sempre são dos 3 primeiros discos. Não me leve a mal, mas eu amo os últimos discos também!!!
 
WANDA: Tenho algumas favoritas: Phantom of the Opera, Powerslave mais um par delas. Não há exatamente uma canção que eu desgoste, mas de fato há canções que gosto mais do que outras.
 
O segredo para ser feliz é seguir seu destino? Vocês são mais felizes sendo musicistas ou seguidoras do Iron Maiden?
 
AJA: Fazer o que se ama te deixa mais feliz. Sinto que estou no melhor dos dois mundos porque amo a música que toco e a banda. O resultado é que cresci muito como performer e vocalista.
 
WANDA: Acho que você pode criar o seu destino. Queira ou não, ser feliz depende quase que exclusivamente das suas atitudes. Embora goste muito do Maiden, acho que estou nessa mais para tocar música do que qualquer outra coisa.

LINDA: Sou quase uma musicista que ama o Maiden! Me tornei baterista hoje por ter sido uma seguidora do Maiden!
 
HEATHER: Amo ser musicista e saber o que sei sobre música. Gosto muito da forma que aconteceu e como interfere em muitos outros aspectos da minha vida. Me dá equilíbrio e método para me organizar e resolver coisas. Honestamente digo que ser uma musicista, fã de grande música e amar tocar salvou minha própria vida.
 
Como fizeram para ter Phil Campbell, guitarrista do Motörhead no CD da banda? Vocês o seqüestraram ou ele gravou sozinho e enviou o arquivo pela internet?
 
LINDA: Haha, nada de sequestro! Phil e Lemmy foram convidados para ver o nosso show no the Galaxy Theater em Santa Ana, California. Lemmy anunciou a banda e Phil tocou The Trooper. Ele também tinha tocado the Trooper em Washington um ano antes então foi sua segunda vez no palco conosco. Esses caras do Motörhead são demais.
 
AJA: Essa faixa foi gravada ao vivo no Galaxy Theater. Por acaso o Motörhead estava na cidade e Phil foi ao show. Ele já tinha tocado conosco antes em Spokane, WA. Como foi divertido perguntamos se ele poderia tocar de novo e dessa vez felizmente pudemos gravar a apresentação. Ele nos autorizou gentilmente a incluir esta versão no CD. Ele é um fabuloso guitarrista.
 
WANDA: Ele tocou conosco durante um show e foi muito bom trabalhar com ele. Ele é muito gentil e toda a experiência foi muito agradável.
 
Três perguntas em uma: Vocês gravam rápido? Os discos são bancados por vocês? Vocês são suas próprias empresárias?
 
LINDA: Temos um grande empresário chamado Mark Dawson que é vital para nós como Rod Smallwood é para o Maiden. Bancamos o primeiro CD e a partir daí dividimos as despesas com a Powerslave Records para o lançamento do nosso EP/DVD. Gravamos em uma agenda bem apertada então temos que gravar rápido! Gravamos as 9 músicas do primeiro CD em 9 horas em 2 dias, o que foi um pouco menos do que precisávamos mas felizmente deu certo. O processo de gravação do EP foi mais tranqüilo. A bateria foi gravada em dois períodos por dia durante 2 dias e o ritmo era de 2 canções por dia. As meninas gravaram bem rápido e tudo isso devido a experiência do premiado-ganhador-do_Grammy Bob Kulick e seu parceiro Brett Chassen, que trabalharam conosco. Tenho que admitir que eles tiraram uns timbres matadores das guitarras de Sara e Heather!! Wanda detona suas partes de baixo muito rápido e Aja terminou seus vocais também em dois períodos por dia durante 2 dias mas parecia que ela terminaria tudo em um dia se fosse do jeito dela!
 
AJA: Somos independentes de verdade! Trabalhamos duro na pré-produção além de estarmos muito bem ensaiadas antes de entrar no estúdio. Dessa vez no Route. 666, tivemos Bob Kulick operando a mesa. Foi ótimo trabalhar com ele. O processo de gravação rolou rápido com a vibração do ao-vivo. É um registro honesto do que se pode assistir em nossos shows.
 
Que tal gravar um álbum de covers que o próprio Maiden coverizou? Qual o melhor cover que eles gravaram? O meu é “Total Eclipse”. Qual é o de vocês?
 
HEATHER: Devo dizer que "Total Eclipse" é o meu favorito também!  Além de ser uma grande canção é uma grande versão. Deve ser muito divertido gravar covers que o Maiden gravou.

LINDA: Cross Eyed Mary!! Estávamos ensaiando essa há um tempo atrás, mas acabamos deixando pra lá!
 
WANDA: O Maiden gravou Cross-Eyed Mary que é uma das nossas favoritas, inclusive pensamos em incluí-la no show. Nunca pensamos em gravar músicas que não fossem compostas pelo próprio Maiden.
 
AJA: Amo Cross-Eyed Mary do Jethro Tull. O vocal do Bruce é irrepreensível! Que voz! Também devo me render a Delilah de Tom Jones!
 
E que tal um disco só com músicas próprias?
 
AJA: Todas nós escrevemos individualmente e também fazemos algo em grupo. Creio que é uma possibilidade.
 
LINDA: Só o tempo dirá. Será uma grande experiência fazer isso com essas meninas. Nossos backgrounds são tão diferentes que resultaria em uma mistura muito interessante. Você pode verificar alguns dos trabalhos solo de Aja em www.myspace.com/ajakimmusic; o trabalho alternativo de Heather em www.myspace.com/heatherbaker e também há algumas coisas da Sara em www.myspace.com/saramarsh Bom material! E eu estou em www.myspace.com/lindamcdonald
 
WANDA: Difícil dizer. Nós temos conversado sobre isso desde que nos juntamos, mas a falta de tempo para fazer outras coisas é enorme.
 
HEATHER: Temos conversado a respeito, mas nada de concreto até o momento. Sendo a mais nova, ainda tento me focar em aprender todo o repertório do Maiden. Quando estiver tudo perfeito estaremos prontas para escrever algum material inédito.

Algumas de vocês têm outros interesses como atuar, pintar e escrever? Vocês tocam em outras bandas? Como vocês conciliam o tempo?
 
HEATHER: Tenho um projeto chamado "the Afterlife”. Também amo desenhar e pintar com métodos diferentes. Caneta e nanquim são meus favoritos. Tento ocupar o “lado direito do cérebro” o maior tempo possível.
 
AJA: Adotei a frase de Bruce: “Durmo quando morrer!” Pratico artes marciais para preencher meu tempo e minha alma. Sou faixa-preta em karatê Shotokan. Ensino a garotos iniciantes no meu dojo (escola) quando não estou na Estrada e sempre faço um extra em estúdio quando as Maidens têm tempo livre. Também tenho um CD solo chamado Modern Babylon. Estou trabalhando no segundo mas com essa correria não tenho tido tempo.

WANDA: Faço freelas para diferentes grupos musicais no sudoeste da Califórnia, mais frequentemente com baixo acústico. Um deles é a Sinfônica de South Coast. É desafiador encontrar tempo para fazer tudo isso mas de alguma forma a gente consegue.
 
LINDA: Sou uma workaholic. Quando não cumpro minhas obrigações com a banda treino em casa. Toco com a Sara (nossa MiniMurray) em uma banda tribute ao Ozzy chamada The Little Dolls (www.myspace.com/thelittledolls) e também em uma banda de covers dos anos 80; dou aulas de bateria. Quando sobra tempo dou uma andada, passeio de bicicleta, nado, faço aeróbica e um pouco de Ioga. Amo passer o tempo com meu docinho Mark e nosso gato bobo; assistir filmes de surfe e programas sobre casos reais de morte, assistir o Discovery e o Travel channel quando sobra tempo. Umas férias estão em pauta. Nossa guitarrista Sara (MiniMurray) pratica snowboarding e surfa com aquela prancha com 4 rodas na areia do deserto! 
 
Vocês todas nasceram na Califórnia? Há alguma mãe na banda?
 
LINDA: Não sou originalmente da Califórnia mas minha família se mudou para cá quando eu tinha 4 então foi aqui que cresci. Sara é uma californiana de verdade e a canção dos Beach Boys' "Barbara Ann" é sobre a mãe dela!!!
 
WANDA: Não, acho que só duas ou tês de nós são da California.
 
AJA: Nasci na Carolina do Norte mas cresci na Filadélfia, PA, “the City of Brotherly Love”. Sou a única mãe Maiden casada.

Vocês têm alguma novidade secreta sobre o Maiden que gostariam de repartir conosco?
 
LINDA: Eu não poderia fazer isso!!! Promessa é promessa e meus lábios estão selados!! Brincadeira, nós não somos tão privilegiadas assim, somos apenas uma banda tributo ao poderoso Maiden.
 
WANDA: Não, somos apenas fãs como todo mundo.
 
HEATHER: Você provavelmente sabe bem mais do que nós.
 
AJA: Edwina, nossa garotinha monstro (criada pelo mestre Derek Riggs ) has been getting pretty cozy with Eddie lately, so she may know a few things - but you know what they say: 'Dead (wo)men tell no tales'!
 
Vocês acham uma boa idéia vir para Rio de Janeiro gravar um ao vivo chamado “Maidens in Rio” ou “Maidens’ Rock In Rio”?
 
AJA: Uma idéia fabulosa! SCREAM FOR ME, BRAZIL! SCREAM FOR MEEEEEEEEE!!!!
 
HEATHER: Acho que é uma idéia fabulosa. Nós adoraríamos tocar aí. Sempre gostamos de tocar em lugares bem longe de casa levando em conta que conhecemos gente incrível além de paisagens fantásticas sem mencionar a platéia.

LINDA: Vamos fazer!!!!!!!! Vamos nessa!!! Eu amaria ir para o Rio de Janeiro tocar e gravar seria um bônus!! Não me tente por favor! Você nunca vai saber quando vamos aparecer por aí! Obrigada pela entrevista! Nos visitem em www.theironmaidens.com e Up The Bloody Irons!!!!!

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Sobre Carlos Lopes

Carlos Lopes é jornalista, músico, produtor e escritor. No início dos anos 80, ele fundou uma das bandas de metal mais populares do Brasil, a Dorsal Atlântica, onde era guitarrista, compositor e vocalista. Foi a primeira banda da América do Sul a fundir punk e metal. Entre 1981 e 2001, gravou oito discos com a Dorsal, sendo o último produzido na Inglaterra. Em 2005 regravou o primeiro álbum da Dorsal (Antes do Fim), que foi eleito pelos leitores da revista Rock Brigade como um dos melhores trabalhos da temporada. Há seis anos comanda duas bandas de rock, a Mustang e a Usina Le Blond, cada uma já com três CDs de estudio. Como jornalista e escritor, colaborou desde cedo com desenhos e textos para várias publicações e fanzines. Formou-se em Jornalismo na Faculdade da Cidade no Rio de Janeiro. Desde 2006, edita o site www.omartelo.com.

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