The Winery Dogs: Mike Portnoy fala de suas explorações musicais

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The Winery Dogs: Mike Portnoy fala de suas explorações musicais

Traduzido por Kako Sales | Fonte: IconVsIcon.com

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Mike Portnoy é um cara que não necessita ser apresentado. Como um dos membros fundadores do Dream Theater, seus 25 anos com a banda o solidificou como um dos mais inovadores e respeitados bateristas do mundo do Rock. Na longa lista de premiações de Portnoy estão 26 Modern Drummer Magazine Reader’s Poll (enquete dos leitores da Modern Drummer), incluindo a indicação ao Hall da Fama em 2004, MVP (baterista mais valioso) no ano de 2010, Melhor Baterista de Rock Progressivo (para o recorde da referida revista de 12 anos seguidos), Melhor Workshop (duas vezes), Melhor Vídeo/DVD Instrucional e Melhor Desempenho em Gravação do Ano (sete vezes) enquanto tocava com o Dream Theater e Avenged Sevenfold. Ele também possui a reputação de ser o segundo baterista mais jovem da história a ser indicado ao Hall da Fama da Modern Drummer (aos 37 anos de idade) e é atualmente o mais jovem no Hall da Fama desta revista. A revista DRUM! o nomeou Baterista do Ano pelos dois últimos anos seguidos (2011 e 2012) e ele ganhou o prêmio Revolver Golden Gods para “Baterista do Ano” em 2011.

Sempre buscando expandir seus horizontes musicais, Mike Portnoy está no momento empreendendo uma de suas mais ambiciosas explorações musicais até hoje juntamente com mais duas outras lendas do Rock. O vocalista e guitarrista Richie Kotzen criou sua marca com o Poison e o Mr. Big, o baixista Billy Sheehan tem quebrado tudo há décadas com Steve Vai, David Lee Roth, Mr. Big, entre outros. Juntos eles são The Winery Dogs – um trio coeso, clássico, bem talhado, com canções ardentes que desafiam as expectativas. O álbum de estréia e auto-intitulado do grupo está recheado de um Rock’n’Roll direto inspirado por algumas das bandas favoritas dos integrantes, sua música transcende qualquer dos estilos pelos quais são conhecidos e funde o talento coletivo numa infusão magnífica. O álbum de estréia e auto-intitulado foi produzido pelos próprios músicos e mixado por Jay Ruston (Anthrax, Stone Sour, Steel Panther) e será lançado na América do Norte em 23 de julho. Jason Price, do Icon vs. Icon, recentemente sentou com Mike Portnoy para discutir a origem do projeto “The Winery Dogs”, o processo de trazer o álbum à vida e a evolução de sua carreira como artista.

Icon vs. Icon: Você criou um legado musical incrível com sua dedicação e trabalho duro através dos anos, mas eu fiquei curioso para saber como tudo começou, o que acendeu a faísca, por assim dizer. Qual é a primeira memória musical em sua vida?

Mike Portnoy: Acho que no minuto em que o médico me tirou da minha mãe! Eu imediatamente dei um tapa em alguns fones de ouvido e, ato contínuo, estava ouvindo o “Revolver”, dos Beatles, e seis semanas mais tarde, o “Sgt. Peppers’s” foi lançado! (Risos) E assim segue a história! Foi assim, literalmente. Desde o primeiro dia eu ouvi música. E eram os Beatles, The Who, Rolling Stones e mais tarde era o Led Zeppelin e assim vai. Eu sou fã de música desde o minuto que nasci! Meu pai era disk jockey de Rock’n’Roll, então ele me rodeou com todos os clássicos do Rock do fim dos anos 60, literalmente desde o primeiro dia da minha vida.

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Icon vs. Icon: Não há nada de errado nisso! Quais eram suas outras influências?

Portnoy: Tudo começou com o Classic Rock do fim dos anos 60. Mais tarde, nos anos 70, eu passei por uma fase do Kiss, como qualquer outra criança branca suburbana americana da época. Eu era uma fanzaço do Kiss! Depois eu passei por uma fase meio Punk-Rock, ouvindo Ramones e Sex Pistols no fim dos anos 70. Aí eu descobri o Rock Progressivo! Eu mergulhei em bandas como Rush, Yes e Genesis, mas então surgiu toda a cena Thrash Metal do início dos anos 80 com bandas como Slayer, Anthrax, Metallica, S.O.D. e Exodus. Essa é a evolução geral das minhas influências.

Icon vs. Icon: Você ao menos imaginou, ao escolher um instrumento quando criança, que isso o levaria ao patamar em que você se encontra hoje?

Portnoy: Eu nunca tive ambição pelo sucesso ou para ser uma influência para alguém, eu apenas queria ser músico. Tudo mais que aconteceu em minha carreira nos últimos 30 anos aconteceu sem meu controle. É como o público observa se você é bem-sucedido ou não. Está fora do seu controle. Tudo que você pode fazer é ser o melhor músico possível e esperar que isso toque alguém. Eu tenho tido muita sorte nos últimos 20 a 30 anos para poder viver de música, mas nunca foi meu objetivo. Meu objetivo é fazer música por eu sou um fã de música.

Icon vs. Icon: Você com certeza preza pela ética profissional. É a isso que você atribui sua longevidade num ambiente em constante mutação que é o mundo da música?

Portnoy: Sim, essa é a palavra-chave: ética profissional. Acho que isso é uma grande parte de meu sucesso pessoal, porque eu possuo uma ética profissional que, provavelmente, é diferente da maioria dos músicos tradicionais. Em todos esses anos no Dream Theater, eu fiz de tudo. Era algo natural, não uma obrigação. Eu sempre fui o tipo de músico que não apenas tocava bateria, mas também queria compor, escrever letras, criar melodias, produzir os álbuns, dirigir os videoclipes e gerenciar os fã-clubes, sites e merchandising. Esse é o tipo de artista que sou e, como eu disse, é algo natural, não obrigatório. Algumas pessoas são líderes por natureza e controladores obsessivos e isso é exatamente o que eu sou! (Risos) Como você disse, a palavra-chave aí é ética profissional. É exatamente o tipo de pessoa que eu sou. Nos últimos dois ou três anos desde que eu saí do Dream Theater, acho que fiz uns dez álbuns com vinte ou quinze bandas ou projetos diferentes! É uma paixão natural e guia o que existe em mim.

Icon vs. Icon: Isso é uma deixa para seu mais recente projeto, “The Winery Dogs”. Conte-nos um pouco sobre como o projeto originalmente se iniciou.

Portnoy: Acho que começou com o Billy Sheehan e eu trabalhando juntos. Inicialmente estávamos fazendo outro projeto com outra pessoa e foi algo que não rolou, mas Billy e eu realmente queríamos formar um power-trio juntos. Meu bom amigo Eddie Trunk sugeriu darmos uma ligada pro Ritchie Kotzen. Na verdade, foi uma sugestão brilhante, porque Ritchie tem um talento enorme. Ele não é apenas um guitarrista, mas também um excelente cantor e compositor! Billy e eu começamos a trabalhar com o Ritchie e foi assim que The Winery Dogs nasceu! Tudo foi composto do zero, com a colaboração de nós três em um estúdio e foi onde tudo começou.

Icon vs. Icon: Quais são suas memórias do primeiro encontro com Billy Sheehan e Ritchie Kotzen juntos? Essas reuniões são algo que se destacam em sua mente?

Portnoy: Bem, eles são de duas diferentes épocas e lugares. Tenho trabalhado com Billy há cerca de vinte anos, mas já o conheço a mais o menos trinta. Eu costumava ir ver o Billy tocar com o Talas no início dos anos 80, quando eu ainda era adolescente. Eu costumava me esgueirar nos clubes de Long Island só para vê-lo tocar! Eu ouvia falar dele desde então e ele sempre foi meu baixista favorito. Para mim, ele é o Jimi Hendrix do baixo, o Eddie Van Halen do baixo. Eu segui sua carreira do Talas ao David Lee Roth e tudo mais desde então. Ele e eu começamos a trabalhar juntos há cerca de vinte anos. Participamos de um tributo ao Rush juntos. Aí, em algum momento no meio dos anos 2000, ele e eu participamos de um tributo ao The Who juntos. Nós também temos uma banda instrumental com o Derek Sherinian e o Tony MacAlpine. Billy e eu definitivamente temos uma longa história juntos! Quando eu comecei a trabalhar com ele, foi obviamente uma honra imensa para mim, porque eu sempre fui um fã e admirador de seu trabalho.

Como eu conheci Ritchie, bem, foi recentemente. Eu estava num restaurante com meu amigo Eddie Trunk aqui em Los Angeles. Eddie é um amigo em comum de nós dois, então ele nos apresentou. Aquela foi a primeira vez que eu conheci Ritchie, mas não tinha ideia de que eu acabaria numa banda com ele um ano depois! Quando eu ouvi o projeto solo do Ritchie, eu fiquei absolutamente abismado com o talento dele! Eu o conhecia apenas por ele ter sido o guitarrista substituto no Poison e no Mr. Big e em ambos os casos ele não cantava. Eu não fazia ideia da profundidade do talento dele. Assim que eu comecei a ouvir o material solo dele, que tem sido bastante subestimado aqui nos EUA por todos esses anos, foi que eu percebi que ele era o cara. Ele é um dos mais impressionantes que eu já conheci!

Icon vs. Icon: Quando vocês deram início ao projeto, quais eram suas expectativas para o álbum?

Portnoy: Sabíamos que queríamos fazer um power-trio de Classic Rock, algo na linha do Led Zeppelin, Cream, Hendrix ou Grand Funk Railroad. Esse era o plano que estávamos buscando e aconteceu de uma forma bastante natural. Acho isso porque esse tipo de música é evidenciado como inspiração para nós três e naturalmente seguiu por esse caminho. Queríamos dar um toque moderno também, como pitadas de Alice in Chains, Soundgarden e coisas mais novas. Essas eram as expectativas – expectativas estritamente musicais. Expectativas comerciais não estavam em discussão. Qualquer coisa além de fazer música não estava em discussão. Tínhamos apenas expectativas musicais e acho que as alcançamos.

Icon vs. Icon: Você mencionou que criou esse álbum do zero. O que você pode nos dizer sobre o processo de composição desse álbum e sobre os desafios pelos quais vocês passaram nesse caminho?

Portnoy: Nós nos reunimos na casa do Ritchie e, literalmente, uma hora depois de começarmos a tocar juntos, já tínhamos duas músicas prontas. Compusemos “One More Time” e “Time Machine” e ambas estão no álbum. Houve uma química imediata! Acabamos por compor cinco músicas que foram parar no álbum após apenas dois dias tocando juntos. Foi algo muito natural. Nós três trabalhando num ritmo artístico bastante rápido e pudemos expor nossas ideias, adaptá-las e aglutiná=lãs. Foi bem natural. O álbum foi produzido por nós mesmos. Não planejamos o fato de não termos um produtor externo. Como começamos a compor direto no estúdio, o negócio foi apenas apertar o botão “Gravar”! Mais uma vez, foi algo bastante natural, nós três compondo e trabalhando, então o negócio foi apenas gravar a coisa toda! Acho que nosso maior desafio em todo esse processo foi encontrar um nome para a banda! Isso é sempre um desafio para qualquer banda nova. O Rock’n’Roll tem estado aí por mais de 50 anos, então quase todos os nomes possível já foram usados! Esse foi o maior dos desafios e resultou em vários e vários meses de discussão entre nós antes de escolhermos “The Winery Dogs”.

Icon vs. Icon: Quantas músicas vocês compuseram para esse álbum e existe alguma que não está no álbum, que possamos ouvir posteriormente?

Portnoy: Fizemos quatorze músicas e gravamos todas. Há treze no álbum e deixamos uma como faixa-bônus para o Japão. Também gravamos oito covers, que estão guardadas. Nós não decidimos quando ou se iremos fazer algo com elas. Foi uma sessão de gravação incrivelmente frutífera com quatorze canções inéditas e oito covers! Vinte e duas músicas em uma sessão! Foi excelente!

Icon vs. Icon: Você tem trabalhado bastante na parte criativa nos últimos anos. Existe algum objetivo de longo prazo que você busca alcançar?

Portnoy: Meus objetivos hoje são os mesmos de quando eu era mais jovem – fazer música de qualidade. Vinte e cinco ou trinta anos atrás eu não possuía anseios de ser rico e famoso ou ser influente. Meus planos eram fazer música porque eu era um grande fã de música em geral. Trinta anos depois, ainda é a mesma coisa. Eu não tomo decisões baseadas em negócios ou dinheiro. Se fosse assim, eu deveria ter ficado no Dream Theater onde eu tinha segurança. Tomo minhas decisões sobre vontades artísticas, criativas e inspiradoras. Estou trabalhando com alguns dos meus músicos favoritos no mundo, caras que eu respeito e admiro. Também posso criar todo tipo de música com bandas e projetos diferentes. Tudo o que eu quero na vida é ser desafiado artisticamente e fantasiar artisticamente. Os resultados desses projetos dependem do público – os compradores de álbuns e ingressos para shows. Eu só faço o que meu coração deseja!

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Icon vs. Icon: Com certeza. Você definitivamente se mantém ocupado e, por fim, é ótimo para você e para os fãs do seu trabalho. Com tantos projetos em curso, como é o seu dia quando você não está em turnê? Tem que ser agitado!

Portnoy: É cheio de e-mails! Passo bastante tempo lidando com e-mails e fazendo malabarismos com minha agenda. Aqui estou, agora, e é um típico dia de folga para mim. Estou em casa, na beira da piscina, fazendo um dia inteiro de entrevista com pessoas como você. É um dia comum, mas mesmo entre as entrevistas, lido com e-mails. Há e-mails sobre quatro ou cinco bandas diferentes e cada uma dessas bandas ou projetos tem dezenas de decisões que têm que ser tomadas. De membros das bandas a repertórios, de designs de merchandising a ideias de marketing e por aí vai. Não existe tédio em minha vida! Algumas pessoas pensam que eu toco bateria pra viver! (Risos) Meu Deus, isso não poderia estar mais longe da realidade!

Icon vs. Icon: Dito isso, você acha que existem equívocos circulando sobre você?

Portnoy: Acredito que eu seja um dos artistas mais incompreendidos do mundo! (Risos) Toda vez que navego na internet e vejo sites com artigos com uma citação chocante como manchete, eu percebo os equívocos sobre mim que circulam por aí pelos fãs e também pelos não-fãs. Acho que o maior é que eu sou um oportunista e fico pulando de banda para banda. Esse não é o caso. Como eu disse, sou eu seguindo minhas intuições. Passei 25 anos numa banda e eu era inacreditavelmente dedicado a essa banda. Não acredito que você irá encontrar mais dedicação do que eu tive para o Dream Theater por 25 anos. Quer dizer, eu literalmente supervisionava cada passo, cada minuto do dia. Você não vai encontrar um artista mais compromissado do que eu. Eu fiz isso por 25 anos, então acho que o maior equívoco é que eu não tenho comprometimento. Isso é algo completamente fora da realidade. Estou apenas fazer muitas coisas diferentes. Estou curtindo ter essa liberdade musicasl agora. Cada uma das bandas e projetos em que estou envolvido são completamente diferentes uns dos outros. The Winery Dogs é uma coisa, Transatlantic é outra, Adrenaline Mob é outra coisa. Eles são tão diferentes uns dos outros e eu me dedico inteiramente a cada um deles. O maior problema é que, quando você se entrega 100% a cinco coisas diferentes, inevitavelmente haverá conflitos de agenda e não será sempre fácil manobrar tantas coisas. Essa é uma das dificuldades pelas quais eu tenho passado ultimamente e tenho tentado fazer tudo funcionar. Estou fazendo o melhor possível e não pense que você encontrará um artista com uma ética profissional maior que a minha. Sou um completo viciado em trabalho e apaixonado por tudo que faço. É difícil ter que ficar fazendo malabarismos o tempo todo com conflitos de agendas aqui e ali! Esse tem sido o único problema, tentar resolver isso e fazer tudo funcionar.

Icon vs. Icon: Incompreensões postas de lado, seu trabalho fala por si e daria uma interessante autobiografia. Esse é um projeto em que você considerou trabalhar no futuro?

Portnoy: Sim! Na verdade, quando eu saí do Dream Theater, eu fui procurado por várias editoras para fazer isso. Eu senti por um tempo, após deixar o Dream Theater, que havia muito drama e controvérsia no ar. Não importa o que eu dissesse, era colocado fora do contexto e elevado a proporções inimagináveis. Aquilo me deixou bastante afastado de entrevistas ou de falar abertamente sobre isso. Se eu for escrever um livro, vou falar abertamente. Quero poder contar tudo, não sair batendo em todo mundo ou coisas do tipo. Sempre me orgulhei de ser muito honesto e aberto com os fãs, então se eu escrever um livro, tem que ser desse jeito. Acho que, nesse momento, as coisas ainda estão muito recentes. Ainda há muito drama online e os fãs são muito apaixonados e dramáticos com tudo isso, eu não iria querer escrever um livro agora. Acho que ainda é necessário tempo para que as feridas se curem e para a fumaça se dissipar. Com certeza, qualquer dia desses, eu adoraria fazer isso. Há uma biografia do Dream Theater que foi lançada há alguns anos com a qual eu estive bastante envolvido. Passei uma imensa quantidade de tempo discorrendo sobre a história da banda e contribuí bastante com o livro. Aquilo é provavelmente o mais próximo de qualquer biografia até agora a ver com minha carreira.

Icon vs. Icon: Quando você olha para sua incrível e ainda bastante produtiva carreira, como você sente que se desenvolveu como artista?

Portnoy: Minha evolução vai além da bateria. Acho que minha evolução como artista tem a ver com o fato de tocar com todas essas bandas diferentes e ter papéis diferentes dentro de cada uma, tocando com pessoas diferentes e explorando estilos diferentes. Minha evolução como baterista vem de ter um kit de bateria diferente em cada bada e ter que tocar estilisticamente diferente em cada uma delas. Essa tem sido minha evolução. Essa é mais uma razão do porque eu precisava dar um tempo no Dream Theater. Eu não queria ser, pelo resto da minha vida, apenas o cara do Dream Theater. Eu não queria que o Dream Theater definisse minha vida e carreira inteiras. Eu sentia que tinha muito mais para dizer e tinha muito, mas muito mais estilos diferentes de mim que eu queria explorar. Essa tem sido a evolução da minha carreira, se ramificando e fazendo todas essas coisas. É claro, o Dream Theater vai ser uma imensa, gigantesca parte do meu legado, mas eu esperaria que outras coisas também fossem parte disso também. Tudo o que estou fazendo é parte da história de quem eu sou.

Icon vs. Icon: O que mais está no horizonte para você como artista? Ainda existe algum novo território que busca desbravar?

Portnoy: Me considero realizado nesse momento. Você sabe, há tantas coisas diferentes acontecendo em minha carreira agora e elas me satisfazem bastante. Como eu disse, é bem difícil encaixar as coisas do jeito que estão, então procuro não adicionar outras coisas nesse meio por agora. Estou ansioso para continuar a desenvolver o que já está acontecendo. Por hora, o foco é The Winery Dogs. Isso vai ser o foco de tudo o que estarei fazendo nos próximos seis ou doze meses de estrada. Estou planejando viajar e fazer o máximo de turnês possíveis com essa banda incrível! Por agora, esse é o foco! Inevitavelmente, há alguns milhões de outras coisas. Há o Blu-ray do Flying Colors sendo lançado no fim desse ano. Há o Blu-ray do TSMS sendo lançado em setembro e um álbum do Transatlantic no começo de 2014, mas The Winery Dogs definitivamente vai ser o foco por um tempo.

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Icon vs. Icon: Sendo alguém que tem estado na linha-de-frente de negócios relacionados a música há tanto tempo, tenho certeza de que você tem grande conhecimento de causa. Qual é o melhor conselho que você pode dar para os músicos iniciantes?

Portnoy: Hoje artistas e músicos têm um canal que eu não possuía, que é a internet. Quando eu estava começando, do início para a metade dos anos 80, basicamente a única esperança era conseguir um contrato com uma gravadora, entrar em um grande estúdio, ser entrevistado pela MTV e esse era o único meio de alcançar o sucesso. Atualmente, músicos e artistas têm tanta liberdade para poderem criar e desenvolver a si mesmos, do seu jeito, pela internet. Existem esses canais que permitem entrar em contato com ouvintes do mundo todo sem precisar dar a vida por isso. Essa é maior ferramente para os jovens hoje. Meu filho tem quatorze anos de idade e está numa banda. Eu vejo as coisas que ele faz e que eu nunca pude fazer com a idade dele, que é disponibilizar o material dele na internet e ter centenas de milhares de cliques do mundo inteiro. É incrível o fato de que um garoto de quatorze anos pode fazer isso! Acho que as pessoas precisam continuar a utilizar as vantagens disso e fazerem as coisas por si mesmos. Não dependam de uma gravadora ou vendam sua alma por alguém quando vocês podem fazer tudo sozinhos.

Icon vs. Icon: Obrigado por disponibilizar-nos seu tempo hoje, Mike, e obrigado por todo o esforço e trabalho que você dedica à sua música. Foi um prazer!

Portnoy: Sem problemas! Muito obrigado! Falo com vocês em breve!

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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