Zakk Wylde: autor, connoisseur de comidas, guitar hero...

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Zakk Wylde: autor, connoisseur de comidas, guitar hero...


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Novembro de 2012, por Marshall Ward e foto por David Bebee

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Em uma era em que qualquer pessoa pode se tornar um “Guitar Hero” apenas por disparar e apertar botões coloridos no Xbox no ritmo dos avisos na tela, é bom saber que alguns guitar heroes bona fide ainda sabem como rasgar de verdade.

No panteão dos deuses da guitarra de rock, poucos são maiores - figurativa e literalmente - do que Zakk Wylde, lendário "axeman" do Ozzy Osbourne e "berserker" líder do banda de metal tipicamente sulista BLACK LABEL SOCIETY. Ele anda o andar de um senhor do metal - enfeitado com traje de motociclista, sua cabeleira loira domada sob uma bandana preta e seus bíceps protuberantes normalmente expostos - e, através de sua forma de tocar guitarra, ele conversa.

Para lhes dar uma indicação do quão "metal" Wylde é (como se mais alguma prova fosse necessária), ele recentemente batizou seu filho recém-nascido de “Sabbath".

Tendo lançado cinco álbuns com OZZY e mais de uma dúzia com o BLACK LABEL SOCIETY e outros projetos, Wylde construiu um vasto repertório de música, muito do qual ele mostrou em uma recente turnê costa-a-costa no Canadá.

A Rock Cellar Magazine sentou-se com Wylde para uma abrangente conversa sobre música, esportes, Ozzy & Randy Rhoads, condimentos apimentados e, acredite ou não, um quarteto de cordas clássico.

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Rock Cellar Magazine: Em primeiro lugar, parabéns pelo nacimento do seu filho, Sabbath.

Zakk Wylde: Valeu, chapa. Este é o quarto, nosso terceiro rapaz, e isso é matador. Eles tem 20,19,10 e agora o caçula tem 12 semanas. A família é incrível.

RCM: O BLACK LABEL SOCIETY está a ponto de fechar a sua turnê ‘Lords of Destruction Over Canada’ cruzando todo o país (N.T. Canadá). Vocês realmente cruzaram todo o país desta vez.

ZW: Yeah, algumas pessoas não percebem que existem muito mais cidades onde se apresentar que apenas Vancouver, Montreal, Toronto e Calgary. O Canadá é muito maior que apenas quatro paradas. É por isso que fomos a Saskatoon, Winnipeg, Halifax, Thunder Bay, e um bocado de outros shows nessa turnê.

ZW: Lá no comecinho, com a primeira turnê “No Rest for the Wicked” com o chefão (OZZY OSBOURNE), o Canadá tem sempre chutado bundas, realmente abraçando as bandas de rock and roll.

RCM: E vocês tem feito muitos meet-and-greets com os fãs dessa vez?

ZW: Não temos fãs, temos “família”. Os Black Label heads são uma família gigantesca, então, cada vez que passamos em uma cidade, nós ficamos com nossa família extendida nos meet and greets, e isto é pra lá de legal. Então, estamos fazendo o capítulo canadense da BLACK LABEL, pra depois rumar para o capítulo sul-americano, fazendo vários shows no México, Argentina e Brasil.

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RCM: Os sul-americanos amam o metal deles, não?

ZW: Cara, existe uma cultura metal imensa por lá! Na última vez que estivemos lá, a plateia estava "cantando os riffs", tu tem idéia do que é isso? Antes que eu cantasse o próximo verso, eles estavam cantando os riffs - isso é o quanto eles amam o metal! Eu lembro de mim, do JD [John DeServio] e do Nick [Catanese] olhando um pro outro no palco enquanto a multidão inteira estava cantando os riffes. E nós pensamos “Puta merda, mermão! Isso é, tipo, louco!” Eles absolutamente amam isso.

ZW: E eles simplesmente amam viver e se divertir. Eles amam a vida em geral, cara. Eles amam fazer festa e farrear. Não tem nenhuma dessas merdas de Debbie Downer, tá ligado? (N.T. Personagem fictício do Saturday Night Live, que interrompe encontros e reuniões para dar notícias ruins. O próprio sobrenome Downer significa "algo que bota para baixo"). E eles não se importam o quão quente pra caralho fica por lá, eles só querem se divertir.

RCM: Falando de calor, você pode nos contar sobre sua linha de temperos picantes da marca Berzerker?

ZW: Blair (Lazar) da Blair’s Death Sauce se aproximou de mim há alguns anos atrás e disse: “Eu realmente curto o que você fez com o OZZY e está fazendo com a BLACK LABEL. O que eu estou pensando é, você gostaria de ter a sua própria linha de temperos picantes?” E eu disse: “Bem, sim, eu como e adoro Tabasco e qualquer coisa do gênero”. Quando estamos na estrada, nós gostamos de encontrar esses enrolados com temperos picantes e eu compro uma porção deles pra que eu possa tê-los em casa.

ZW: É engraçado, nós estaremos na estrada em algum lugar como Albuquerque, e pegamos alguns molhos com nomes como "Torre O Seu Cu", "Limpador de Colon" ou "Esfíncter Gritante" (risos). Então, quando o Blair me perguntou se eu queria ter uma linha de molho picante como minha assinatura, eu disse: "na hora” !

RCM: Alguns dos temperos da Blair são ridiculamente picantes. Diz-se por aí que um deles tem o recorde de produto alimentício mais quente do mundo.

ZW: Oh yeah, O Blair é o cara! A coisa que ele faz bate forte, por que ele tem a fazenda dele - eu acho que é lá no México - com um velhinho que trabalha lá e o Blair é o dono da propriedade. Ele é super maneiro, por que o velhinho mora lá, lá é a casa dele, e ele cultiva os campos e faz todas as nove jardas para que o Blair tenha as pimentas mais picantes do planeta.

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RCM: Conte-nos sobre os níveis de intensidade diferentes de seus molhos picantes Berserker.

ZW: Há quatro variedades com o Berserker original sendo o mais suave, Sonic Brew é moderada, Stronger Than Death é muito quente, então Shot to Hell é o mais picante. Eu gosto de ter a variedade, porque às vezes um molho picante pode ser tão avassalador para uma refeição, você não pode nem mesmo provar a comida, e eu não estou nessa. Às vezes, tudo que você quer é um pouco de travo, então isso acrescenta ao sabor dos alimentos, em vez de tirar dele.

ZW: E os molhos Berserker vão muito bem com ovos, salmão, tacos, fajitas, ou qualquer coisa que eu cozinho, grelho, ou tenha matado recentemente, que poderia dar esse chute extra (risos). É batedor, por isso as receitas são voltadas para a nossa família Black Label, que gostaria de levar umas porradas e suar tudo o que tiver".

RCM: Falando em família, você se sentiu bem recebido na família heavy metal quando entrou para a banda de OZZY em 1987?

ZW: Oh totalmente, e ainda hoje. Mesmo aqueles primeiros shows, todos estavam torcendo por mim, porque eles sabiam que eu estava no time, e amava Randy Rhoads tanto quanto eles. Eles podiam ver que toquei as coisas do Randy exatamente do jeito dele, e tinha o maior respeito pelo que ele fez. Não há nenhuma maneira de você pode ocupar lugar dele, então você apenas tem que mostrar o respeito à sua música e tocá-la com precisão.

ZW: Você tem que fazer assim, por que essa foi a casa que o Rhoads construiu. E sem Randy Rhoads, nunca haveria um Zakk Wylde.

RCM: Você se lembra o que você tocou na audição com o OZZY?

ZW: Eu acho que fizemos Crazy Train, I Don’t Know, Bark at the Moon e Suicide Solution.

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RCM: Que influência tocar Randy tem em você, depois de ter jogado suas canções inúmeras vezes em todo o mundo há mais de 20 anos?

ZW: Uma das maiores coisas que eu aprendi com ele é a construção, e onde você pode ir com um solo tocando a música do Randy. Ele era um brilhante solista que tinha um grande senso melódico -haveria um começo, meio e fim, como se ele pudesse contar uma história inteira em uma canção. Ele tinha feeling, que é algo que só os grandes tem, tá ligado? Quando eu escuto Randy, eu sinto cada nota como se seus solos fossem como ouro. Não importa quantas vezes você ouve a música de Randy, você vai estar esperando por esses momentos incríveis que faziam parte de seu arsenal enorme.

ZW: O testemunho da grandeza de Randy é o fato de que ainda todos se lembram dele, e ver sua imagem em capas de revistas, em livros e cartazes em todos os lugares. Ele é uma lenda pelo que ele realizou nos dois primeiros discos do OZZY, e eu sempre considerei a maior honra executar a música de Randy todos esses anos tocando ao vivo com o chefe.

RCM: 30 anos depois, o set list do OZZY ainda inclui muitas canções da era Randy Rhoads, como Goodbye to Romance, Believer e Mr. Crowley.

ZW: Cara, eu tenho que te contar uma história engraçada. Algum tempo atrás, OZZY entrou em meu estúdio e ele viu os cartazes na parede. Ele olha para o LED ZEPPELIN I e começa a me contar algumas histórias sobre John Bonham e como eles se fodiam juntos nos bares. Então ele olha para este cartaz que eu tenho na parede de Aleister Crowley, e ele disse, "Zakk [assumindo a voz de OZZY], quem é a essa puta careca na parede?" E eu rachando o bico de tanto rir. Então, Ozzy diz: "Que é tão engraçado nessa porra?" E eu disse: "Cara, você não sabe quem é?" E o OZZY: "Por que diabos eu deveria saber quem ele é? Quem diabos é isso? "Então eu disse," Ozzy, você tem cantado sobre ele pelos últimos 30 anos, porra! É Aleister Crowley, mano! "Há uma pausa, em seguida, OZZY diz:" Ah, é assim que ele é? "Não estou brincando, irmão.

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RCM: Você conta grandes estórias em seu livro "Bringing Metal to the Children: The Complete Berserker’s Guide to World Tour Domination" lançado este ano. Quando você começou na música, você imaginava que escreveria um livro algum dia?

ZW: Não. Eu estou chocado com o fato de ter escrito um livro! Eu aprendi a ler este ano!(risos) É sobre o negócio da música como o George Carlin falando de esteróides (N.T. George Carlin foi um comediante stand up americano, mas eu não faço idéia do que ele disse sobre esteroides. Se você puder elucidar esta questão, esteja a vontade para comentar). Eu gostaria de poder te dizer que as estórias lá foram forjadas, mas, infelizmente, elas são todas bastante verdadeiras. Tô te falando, o pessoal que você encontra no negócio da música - deixa eu colocar desta forma:

ZW: Se você quiser ser um médico, você tem que ir para a faculdade de medicina e obter um diploma. Se você quiser ser um técnico ou um soldador, você tem que obter uma licença. Mas para estar no negócio da música, você só tem que aparecer, cara [risos]. E é por isso que você tem essa avalanche interminável de comédia patética trabalhando neste negócio.

ZW: Então você não fica chateado, você tem que apenas que se manter rindo e isso é basicamente sobre o que é o livro. Há um capítulo lá chamado de "pessoas sem importância tomando decisões importantes", e isso é realmente o negócio da música em poucas palavras.

RCM: Mas você também se reuniu com alguns dos seus heróis ao longo do caminho, certo?

ZW: Ah, sim, e sempre que eu conheci meus heróis é sempre a coisa mais legal, seja Frank Marino, os caras do SKYNYRD, ou fazer jams com os ALLMANS. Nesse momento você está pensando, uau, são eles, de verdade! De encontar Jimmy Page e Robert Plant a Tony Iommi e todos os caras do SABBATH. fazer jam com Geezer Butler era matador, e conhecer Bill Ward e tudo mais.

RCM: Como um grande fã do Black Sabbath, como você se sente sobre Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler trabalhando em um novo álbum?

ZW: Coloque desta forma - se alguém vai estar trabalhando no disco novo do SABBATH, não poderia estar em melhores mãos do que do [produtor] Rick Rubin. Pai Rubin é fãzasso do SABBATH, também, e se é alguma coisa do Rick, pode ter certeza de que acabará sendo um disco impressionante do SABBATH. Especialmente se esse vai ser o seu último - o seu canto do cisne. Rick vai querer ter uma pena em seu boné, olhando para esse e dizendo: "Sim, eu ajudei no último trabalho do SABBATH". Assim, sem dúvida, mano, vai ser matador.

ZW: Mais SABBATH torna a vida um pouco melhor, eu sempre digo. Quanto mais SABBATH puder entrar em nossas vidas, o melhor todos nós estaremos.

RCM: Você tem uma canção favorita do SABBATH?

ZW: O SABBATH mudou o jogo com Into the Void, com aquele riff de doom e OZZY matando nos vocais. A banda toda tava matando, os solos, e se alguém nunca tivesse ouvido o SABBATH antes e quisesse saber do que se tratava, eu tocaria Into the Void. Por que foi quando eles disseram “Sim, eu consegui” .

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RCM: Conte-nos como você chegou a gravar a bastante obscura faixa do SABBATH "Junior's Eyes".

ZW: Sim, eu acho que as pessoas pensaram: "Cara, eu não acredito que eles lançaram essa!" Quero dizer, OZZY não suporta esse disco [Never Say Die], mas eu sempre disse a ele, "Eu sei que você não gosta, mas como um fã do SABBATH eu realmente amo esse álbum. É acho que é muito legal. "Então, eu estava sentado em casa um dia, mexendo na garagem, e eu pensei se não seria legal fazer uma cover de "Junior's Eyes", BLACK LABEL-izá-la, e torná-lo uma coisa nossa . Você sabe, como JIMI HENDRIX fez com "All Along the Watchtower", ou algo assim. Então eu sentei atrás do piano e comecei a fazer isso, porque eu posso pegar qualquer música pesada e puxá-la para baixo, enquanto torno a obscura. Quando eu comecei a cantar, pensei: "Uau, saiu muito legal!" Uma música incrível é atemporal.

RCM: Será que o mesmo pensamento na sua cover acústica de "Bridge Over Troubled Water" de SIMON & GANFUNKEL?

ZW: Exatamente, essa canção chuta bundas pra valer! Eu sempre a amei com aquelas harmonias vocais incríveis. Com ela que eu acho que eu ouvi a caminho do trabalho no rádio e pensei: "Vamos gravar isso!" Nós buscamos a letra no Google, ouvimos algumas vezes, e depois a fizemos. Porque eu sempre amei essa música desde que eu era criança. Eu a escuto no rádio e penso: "Droga, eu gostaria de ter escrito essa!"

RCM: Você recentemente lançou o seu próprio programa de rádio semanal, o “Wylde on Sports,” na SiriusXM. Conte-nos sobre isso.

ZW: Nós estamos tendo um estouro com isso. Nós recentemente tivemos lá o Kevin Butler e o Drew Butler, seu filho, que está jogando nos Pittsburgh Steelers, e nós também tivemos o Father Jericho lá. Então é bem bacana.

RCM: Você está se referindo ao wrestler da WWE Chris Jericho, certo?

ZW: Sim, Chris é um cara suber gente boa e é engraçado pra caralho. Ele está fazendo o que ele sempre quis fazer com sua banda FOZZY e está chutando bundas, cara. Eu e o Chris, ele está sempre me enchendo por que eu sou um fã de verdade do Ultimate Warrior. Chris sempre gosta de falar como eu consegui um "major man-crush" no Ultimate Warrior. É histérico, mano.

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ZW: No programa, teremos atletas, e na próxima semana vamos ter os meus amigos patetas que são atores ou estão no ramo da música ou de entretenimento. Nós vamos ter alguém fazendo malabarismo com motosserras em um segmento, então no próximo, todos vão estar sentados em volta da mesa conversando sobre a NFL, sobre o que está acontecendo ou o que os caras estão fazendo. É muito legal, cara.

RCM: Você ouve muito a SiriusXM?

ZW: Sim, eu a escuto no caminhão, escuto rádio esportivo ou a NFL Network, ou posso estar ouvindo alguma música new wave ou liquid metal. Eu escuto de tudo, cara. De Blasko (Rob Nicholson) a Christopher Parkening tocando guitarra clássica a Beck, John McLaughlin e Paco de Lucia. Então, volto a ouvir VAN HALEN, ou o novo álbum do RUSH, "Clockwork Angels", que eu tenho no meu celular agora. É assassino.

RCM: Você ainda comprar álbuns?

ZW: Eu tenho vinil, então obviamente, tenho iTunes. Eu comprei o boxset do ECHO & THE BUNNYMEN no iTunes. Eu tenho as coisas de sempre que eu escuto como ZEPPELIN, SABBATH, NEIL YOUNG, ELTON JOHN, THE EAGLES, SKYNYRD, BAD COMPANY, os ALLMANS - uma porrada de rock clássico. Como eu disse, eu escuto tudo, de MINISTRY a SARAH MCLACHLAN.

ZW: Para mim, se eu sou um fã, então eu saio e compro o novo álbum, porque eu ainda compro discos. Eu apoio as bandas.

ZW: Eu não vou apenas baixar uma música. Eu só vou comprar a porra toda - não é como os custos de um álbum de merda que chegam a 80 mil - é um CD de merda, cara! Se você é um fã do artista, saia e compre a merda, porra!

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RCM: A BLACK LABEL SOCIETY está trabalhando em um novo projeto para 2013, certo?

ZW: Sim, depois que nós rodarmos com o capítulo sul-americano, dezembro será o capítulo do Polo Norte e do Papai Noel para a família BLACK LABEL SOCIETY. Então, em janeiro de 2013 nós vamos filmar o DVD para "Unblackened", nós estamos fazendo a coisa toda com uma seção de cordas de 4 peças, um pedal steeel e eu vou ter alguns músicos amigos aparecendo em algumas canções.

RCM: Então, vai ser outra gravação acústica?

ZW: Acústica e elétrica, com a seção de cordas por trás. Eu ainda vou ter todos os Marshalls com os acústicos, então, rasgar um solo de guitarra ou algo assim. Eu acho que vamos fazer umas duas semanas de ensaios, só pra ficar prontos, então, em fevereiro, nós vamos mixar e editar. A bagaça vai ser matadora. Eu tô muito a fim de lançar isso.

RCM: Olhando bem pra trás, para o primeiro álbum que você gravou com o OZZY, e fazendo turnês pelo mundo no final dos anos 80, que mudanças você vê em si mesmo profissionalmente e pessoalmente?

ZW: Eu fiquei mais maduro, mas, tendo dito isso, eu ainda tenho a mesma paixão pelas coisas que eu amava quando tinha 21 anos. Então, meu amor pela música nunca mudou e eu ainda amo tocar toda noite.

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RCM: Como foi que a sua técnica própria de tocar evoluiu?

ZW: Até onde a técnica vai, você está sempre treinando e mantendo a sua técnica e tentar fazer coisas diferentes. Para mim, eu aprendi ao longo do caminho como os solos têm de se adequar as músicas. Eu aprendi muito sobre como escrever música. Eu sempre disse que todos os grandes escrevem sua própria merda. Quer se trate de Randy Rhoads tocando Over The Mountain ou Eruption do Eddie Van Halen, ou Bach ou Mozart, eles são os verdadeiros músicos, porque eles escreveram suas próprias músicas.

ZW: Depois, há todas as mudanças em meus próprios álbuns, do Pride & Glory ao Book of Shadows, eu posso ver em cada um onde eu estava, naquele momento da minha vida e onde eu estava criativamente. Em seguida, com a BLACK LABEL, eu apenas comecei a fazer riffs novamente. Isso é tudo. E é sempre interessante, porque as possibilidades são infinitas. Para sempre, você pode se manter chegando com coisas diferentes, e é isso que é tão incrível nisso.

RCM: Você acha que a música acústica sempre desempenha um papel importante na música do BLACK LABEL SOCIETY?

ZW: Quando se trata de composição, depende de que lado da cama eu acordo . Há manhãs agradáveis ​​e tranquilas, onde eu sento de manhã, estou relaxando, e obviamente eu vou escrever algo reflexivo e maduro. Mas depois, eu posso colocar o pedal na oitava e apenas começar a escrever riffs e talvez acionar alguns ZEPPELIN ou SABBATH, ou qualquer coisa que me inspire. Então você está fora e correndo. Na maioria das vezes quando estamos fazendo um álbum, as idéias voam por todo o lugar. Mas uma vez que são feitas todas as coisas pesadas por um tempo, você pode ficar esgotado com isso.

ZW: É quando eu sentarei atrás do piano ou começo a fazer alguma coisa acústica. Os cabeças da BLACK LABEL entendem. Eles sabem que o material suave é tudo parte do nosso som. Eles sabem que é parte do que nós fazemos, simplesmente continuamos ficando fortes e nos mantendo "sangrando negro".


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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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