HIM: entrevista com Ville Valo para TV Finlandesa

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HIM: entrevista com Ville Valo para TV Finlandesa

Traduzido por John Wins | Fonte: Areena TV

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No último dia 26 de Outubro, o HIM participou de uma tarde de autógrafos na loja Stockmann em Helsinki para divulgação de sua última coletânea: XX - Two Decades of Love Metal. Logo após o evento, o sempre educado Ville Valo recebeu a equipe de TV Finlandesa Areena e respondeu sobre os próximos passos da banda. Confira abaixo a tradução:

HIM esteve fora dos olhos do público por um bom tempo. Onde você esteve?

Ville Valo: Eu tenho estado em casa com o meu violão em mão tentado compor o máximo possível de boas canções - se ainda houver espaços para mais algumas no mundo. Tenho trabalhado o tempo todo. Estávamos longe dos holofotes também porque nosso baterista Mika "Kaasu" Karppinen - Gás para os íntimos - teve problemas nos braços. Ele toca bateria desde que tinha cinco anos e já esta com mais de 40 anos, ele ficou com dores nas canelas, só que nos braços, o que é bastante raro, mas já ouvi isso acontecer. Isso foi o que atrasou as coisas. Primeiro, esperamos por dois meses, depois para três e, no final, tivemos que esperar oito meses até ele ficar bem novamente. Então, na primavera passada começamos a fazer material novo. As coisas boas vêm para aqueles que esperam, por assim dizer.

Vocês estão juntos como banda há 20 anos. O que você lembra do início?

Ville: O mesmo entusiasmo que temos agora. No início, quando eu e Migé, nosso baixista, tocavámos no porão da casa da mãe dele em Tuusula, nosso desejo era que poderíamos fazer um show. E então, quando as coisas evoluíram um pouco com a banda nosso desejo era que poderíamos fazer um show fora de Helsinki, ou fazer um segundo show. Pouco a pouco. Como dizem, apetite vem com a fome. Eu tenho um monte de lembranças, mas ao mesmo tempo um monte de coisas não mudaram. Nós ainda temos o mesmo brilho travesso em nossos olhos. Eu acho isso muito importante, quer dizer que ainda não estamos desanimados..

Mas alguma coisa mudou?

Ville: É claro que um monte de coisas mudaram. Mas você tem que lembrar que falamos de coisas de 20 anos atrás, tenho 35 agora, então eu tinha uns 15 anos na época. É claro que às vezes se sente um pouco estranho, porque eu cresci com a banda, tive a puberdade, pós-puberdade, primeiras namoradas, perder a virgindade, coisas que foram bonitas e pessoais e coisas grandes, e tudo aconteceu paralelamente à música. Eu acho isso realmente único e maravilhoso e ao mesmo tempo um pouco assustador. É difícil manter essas coisas separadas. É claro que muita coisa aconteceu. Eu comecei com a música quando tinha uns sete: com um gravador na escola primária Oulunkylä. Tem sido uma longa estrada.

Então, o que você mais lembra nesses 20 anos?

Ville: Hum. O que lembro melhor? Vinte anos é muito tempo ... Meninas, meninos, amigos, coisas fodas, coisas não-fodas e sucesso. É uma combinação. Uma tragicomédia. Pode ser que as coisas estão indo muito bem com a banda e os álbuns estão em alta nas paradas etc, mas as coisas em casa estarem ruins. Nada acontece como nos filmes. Bem, depende do filme, é claro. Vamos dizer que não há tantos arrependimentos e eu acho que isso é o que conta.

Qual foi a maior conquista do HIM até agora?

Ville: Pessoalmente, acho que a maior conquista da nossa banda é que meu pai não tem que me ajudar mais com o aluguel. Essa tem sido importante. É que comecei a passar mais tempo em alguns ônibus estranhos no meio do deserto, como o do Arizona, isso é incrível. Eu não acho que há algo que seria a maior ou a menor. Há uma bagunça grande. Boa e má.

Como é que o negócio da música mudou nesses 20 anos?

Ville: Graças a Deus não somos homens de negócios do tipo que não sei muito sobre os negócios sabendo apenas sobre fazer música. Vamos dizer que tivemos o prazer e a honra de gravar nosso primeiro álbum com Hiili Hiilesmaa analogicamente em fita, porque todas essas coisas de computador ainda não existia. Assim, temos visto os avanços tecnológicos quando estamos produzindo música e, em seguida, através do iTunes em MP3 ou AAC ou em qualquer show. É interessante, mas isso não muda o fato de que quando o seu coração está sangrando, a melodia não é afetada seja o formato que for.

E para o presente?

Ville: O nosso próximo álbum, "Tears on Tape". Esperamos que saia por volta de fevereiro, março ou abril. Neste momento, há voz, backing vocals, alguns sintetizadores, baterias e violões para ser feito em seis faixas e, em seguida, finalizamos. Então, iremos para Londres no final de novembro para mixar. Hiili Hiilesmaa produz este álbum e Tim Palmer, que trabalhamos antes, vai mixá-lo e decidimos fazê-lo em Londres porque dessa forma temos uma mudança de cenário e é mais fácil para ver as florestas e começarmos a ficar em hotéis mais caros. Nós iremos, e esperamos que até 12 de dezembro esteja pronto. Então é só esperar e torcer para que nós encontremos um parceiro ou uma gravadora que tenha fé suficiente em nós para passar pela dificuldade de fazer as pessoas em todo o mundo compreender que também há boa música vindo da Finlândia.

Que tipo de música podemos esperar?

Ville: Toivo Karki, Kari Tapio e Tapio Rautavaara encontram Andy McCoy. Esse é o nosso objetivo. É arrogante, farto e cheira a suor. Mas ainda tem a profundidade e a melancolia que os finlandeses apreciam. Tipo o que temos feito até agora só que ainda mais distante um do outro. O material pesado é ainda mais pesado e as coisas bonitas são ainda mais bonitas e quando você combiná-los você terá algo semelhante ao efeito "David Lynch". Chega como se fosse um sonho e você realmente não sabe onde está, você está com dor, mas ao mesmo tempo alguém está tocando você e isso é tão bom.

E o público ainda está interessado no HIM?

Vile: O que é mais importante do que estar interessado no HIM. Ainda podemos ser interessantes para o público, bem... Eu suspeitava que quando os bilhetes para os nossos quatro shows nesse final do ano no Helldone em Tavastia - é uma tradição que nós tivemos que fazer uma pausa, devido aos problemas do Gas - esgotassem tão rápidos, fosse porque Seppo Vesterinen, nosso querido empressário, tinha usado todo o dinheiro dele para comprar os ingressos, para que não nos sentíssemos mal. Mas eu acho que ainda há algumas pessoas que gostam do que fazemos e temos que lembrar que precisamos somente continuar fazendo músicas melhores, esse é o único caminho. Isso é tudo que podemos fazer.

Você ainda tem metas distantes para os planos da banda?

Ville: O HIM é algo concedido, realmente, o alvo não é realização sexual ou artística. Estamos juntos o tempo todo, mas não precisamos de algemas. Portanto, não há tanta variação, o que significa que é uma estrada sem fim. Se você considerar um escritor ou um pintor - e não fazer arte - você sempre aprenderá mais fazendo e nós sempre tivemos motivação suficiente para ir além e descobrir alguns truques novos. Se alguém não acha que eles são novos, bem, isso é muito ruim. Tudo o que podemos fazer é acreditar em nós mesmos e escutar as nossas mães e pais.

A banda se encontra em fase adiantada de produção do novo CD de inéditas intitulado "Tears On Tape" que será gravado em Londres com mixagem do renomado Tim Palmer (The Cure, Disturbed) saindo no começo de 2013.

Para fechar o ano os finlandeses se preparam para 4 apresentações no Festival Helldone no Club Tavastia em Helsinki, Finlândia. Será a primeira apresentação ao vivo depois de 2 anos longe dos palcos.

Para mais informações acesse: HIM Brasil (link: https://www.facebook.com/himbrasil) - O maior conteúdo sobre HIM em português!

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Sobre John Wins

John Winston (John Wins) nascido no ano de 199? no estado do RS, é um desconhecido jornalista, escritor, desenhista e jedi. Viciado em Séries, Cinema, HQ's, Livros e Música. Colecionador de CD's, sabe cantar mais de 40 músicas da Legião Urbana e colaborador do HIM Brasil. Ouvinte do metal brasileiro/finlândes. Para mais informaçõe acesse twitter.com/johnwins.

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