O lendário guitarrista Rudolf Schenker cedeu uma entrevista exclusiva ao Scorpions Brazil na última quinta-feira (20/09). Rudolf nos recebeu no hotel em que a banda está hospedada em São Paulo e numa conversa descontraída comentou sobre a turnê na América Latina, seu livro, e os planos futuros do SCORPIONS. Confira a entrevista completa abaixo.
SB: Estamos aqui com o Rudolf Schenker do SCORPIONS para uma entrevista com ele. Primeiramente, oi Rudolf, como vai?
RS: Tudo bem, e você?
SB: Estou bem.
RS: Que bom.
SB: Como tem sido essa turnê Sul-Americana?
RS: Tem sido interessante....talvez estejamos azarados, ou o produtor, ou o Paulo [N.do E. Paulo Baron, da Top Link] estejam azarados porque tivemos alguns problemas com o transporte do nosso equipamento, a empresa aérea não nos entregou o equipamento a tempo então tivemos que adiar o show [em Belo Horizonte] para o dia seguinte, mas tudo deu certo. Foi um pouco difícil o transporte porque o nosso equipamento é muito grande. E no Paraguai, estávamos esperando 16,000 pessoas. Nós passamos três dias lá, com um clima quente e ensolarado. No momento em que chegamos ao local do show, estava chovendo demais. Era tanto chuva que ouvi dizer que pessoas chegaram a morrer, não no local do show, mas na região, então não podíamos tocar. A banda de apoio chegou a tocar duas músicas mas tiveram que parar porque a situação estava muito perigosa. Espero que tudo corra bem hoje. Nós adoramos tocar na América Latina principalmente no Brasil.
SB: Vocês já tocaram em Belo Horizonte.
RS: Sim
SB: Nós vimos alguns vídeos daquele show e o público foi incrível!
RS: Podemos dizer que é o público mais incrível do mundo!
SB: É difícil encontrar públicos assim julgando pelos vídeos do Youtube.
RS: É incrível, de verdade. Eles curtiram tanto, estou feliz que tocamos lá de novo. O Paulo que nos convenceu, ele disse que a demanda era tão forte que tínhamos que voltar. Dissemos que tudo bem, ainda estamos em boa forma, vamos lá!
SB: Amanhã haverá alguns itens de merchandising oficial da banda à venda no show, você trouxe alguns exemplares do seu livro, Rock Your Life?
RS: Eu não sei se o livro estará à venda ou não. Tivemos a ideia de vender o livro aqui pois ele já foi lançado em Portugal há três ou quatro anos. O que eu sei é que o responsável pela loja de Portugal não conseguiu entregar os livros ainda. Eu não sei ainda hoje ou amanhã de manhã os livros cheguem. A ideia veio de uma conversa com o Paulo Baron, no apartamento dele em South Beach, Miami. Eu estava andando pela Lincoln Street e o Paulo estava lá. Falamos sobre a guitarra que o [Romero] Britto pintou para mim. O problema é que foi tudo em cima da hora. A empresa é grande e demora muito tempo para preparar tudo.
SB: Existe a chance de o livro ser lançado em Português do Brasil?
RS: Sim, porque eu estou esperando até que o contrato com os outros países termine, porque existem cláusulas que dizem que após cinco anos eu terei os direitos de volta. Então esperarei esse tempo terminar e falarei com o Lars Amend, o cara que c-escreveu o livro comigo, e faremos um novo trabalho sobre a experiência Rock Your Life, e será uma grande oportunidade. O Paulo Coelho disse que se eu precisar de ajuda ele fará com que esse livro chegue às pessoas certas.
SB: Que boa notícia. Pois os fãs sempre perguntam onde podem encontrar o livro...
RS: Acho que o Brasil será de grande ajuda, tem tanta coisa acontecendo aqui agora, o Brasil é a sexta maior economia no mundo e isso significa que para muitos jovens eles terão a oportunidade de fazer algo sobre isso, e não deixar essa oportunidade escapar. Acho que Rock Your ife é o livro que dá às pessoas a oportunidade de usar as regras da natureza. Essa é a ideia.
SB: Eu tenho o livro.
RS: Em Português?
SB: Um amigo de Portugal comprou pra mim e você autografou, não sei se você lembra.
RS: Haviam tantas pessoas lá, até uma emissora de TV brasileira, que na verdade eu não me lembro.
SB: Mas eu tenho o livro, assinado “Para Roberta, de Rudolf”, obrigada! E por falar em livros, o livro de Herman Rarebell foi lançado no Brasil recentemente e eu o li há cerca de uma semana. É um livro bem engraçado, ele tem um ótimo senso de humor e ele conta algumas coisas sobre a saída dele da banda e que isso não afetou a relação de vocês. O que você acha desse livrou, você chegou a ler?
RS: Você leu o livro do Herman mas não leu o meu? ? Que feio! (Risos)
SB: (risos) Mas o livro é tão curto! O seu não é!
RS: Ahh entendi... Tem muitas histórias interessantes no livro.
SB: Eu lerei o seu livro em breve.
RS: Você vai sair do show, ler imediatamente e amanhã você volta e me diz o que achou. Muitos me falaram que quando leram o livro, não o acharam tão interessante, mas conforme continuaram lendo gostaram muito. O livro é muito bem escrito, Lars Amend fez um ótimo trabalho.
SB: Eu li o livro porque eu entrei em contato com o Herman e o pedi para fazer uma entrevista e ele concordou, por isso tive que ler o livro.
RS: O Herman é legal, ele é um grande cara, sem dúvidas. Ele tinha outros planos quando deixou a banda. Foi ele que indicou James Kottak como novo baterista do SCORPIONS, e se tem alguém que pode preencher a vaga de baterista do SCORPIONS, é o James Kottak! Foi uma mudança pacífica.
SB: Vocês falaram sobre gravar um DVD no México.
RS: Nós temos muitas ideias. Nós temos o DVD em 3D Get Your Sting and Blackout que é o melhor que você pode achar no momento. Agora queremos ir além, agora existe a câmera 180 graus e quando você assiste ao show, você vê tudo, como se estivesse lá. E é em 3D, seria incrível. O plano é fazer um DVD 3D em um lugar maravilhoso, como as pirâmides no México.
SB: Sobre a turnê Brasileira, são apenas 3 shows, um em Belo Horizonte e dois em São Paulo. Muitos fãs ficaram chateados pois não podem viajar para ir aos shows e vê-los pela última vez.
RS: Eu sei, mas é por isso que queremos fazer um DVD em 3D, pois poderão nos ver em lugar especial e você terá a sensação de estar em um show. Estamos tentando presentear os fãs, não queremos dizer adeus, nós ainda seremos uma banda, temos projetos em mente e alguns shows aqui e ali serão possíveis.
SB: Eu falei com a Flávia Mendonça recentemente, ela se apresentou com vocês no show em Mônaco, fazendo backing vocals.
RS: Ah, foi fantástico ver ela e as outras meninas de novo, nos divertimos muito.
SB: De onde veio a ideia de convidá-la novamente para um show?
RS: Essas pessoas são tão legais e ótimas cantoras, simplesmente achamos que seria uma boa idéia.
SB: Sobre o último álbum, Comeblack, lançado em 2011, vocês fizeram alguns covers. O álbum inteiro é muito legal mas adorei Tainted Love. Ficou muito melhor que a original.
RS: Essa foi uma ideia minha. Eu sempre gostei muito desta música e achei que uma versão rock dessa música ficaria muito bom. Nós resolvemos tentar e ficou demais.
SB: Eu adoraria escutar essa música ao vivo mas acho que vocês não irão tocar essa.
RS: Nós tocamos essa música uma ou duas vezes ao vivo.
SB: Seria uma boa surpresa se vocês pudessem tocar ela aqui. Com relação ao setlist, será o mesmo?
RS: Sim, porque você muda demais o set list, o público fica confuso. Nós fizemos algumas mudanças desde a última vez que tocamos aqui.
SB: Bom, esperamos que vocês tenham um ótimo show aqui hoje e amanhã. Obrigado pela entrevista e nos vemos em breve!
RS: Obrigado, até mais.
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Sou paulista, apaixonada por rock'n'roll, fotografia e literatura, nascida nos maravilhosos anos 80, funcionária pública, graduada em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo. Especializei-me em fotografia pela Escola Focus em 2008 e, atualmente, estudo Letras na Universidade de São Paulo - USP e atuo como fotógrafa de Rock e Heavy Metal para o Whiplash! quando Chronos permite. Prazer!
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