Behavior: Lutando pelo Metal nacional

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Behavior: Lutando pelo Metal nacional


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O Behavior é uma peça importante no Death Metal do Nordeste e nacional, tendo lançado um grande primeiro álbum, “The Awakening the Madness”. Mesmo recente, a banda tem tudo para alçar vôos mais altos. Formada por Dan Loureiro (Guitarra), Marcelo Almeida (Baixo), Ricardo Agatte (Bateria) e Fabrício Pazelli (Vocal), que concedeu essa entrevista, como uma ode ao estilo que está no sangue, nunca se prendendo a modismos. Com vocês, o Behavior...

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Vicente - Inicialmente, conte-nos um pouco sobre os quatro anos de trajetória do Behavior?

Fabrício Pazelli: O Behavior nasceu como um projeto de nosso antigo guitarrista (Leonardo Pinheiro), e logo a banda foi começando a tomar forma. Muita coisa aconteceu nos primeiros meses. Assim que gravamos a primeira Demo, intitulada “Walking For A Rotten Destiny”, a banda passou por várias formações, na verdade nem sei como chegamos até aqui e conseguimos manter uma estabilidade. Da formação da Demo só tem eu, o resto do pessoal tomou outros rumos e resolveu priorizar outras coisas na vida. Mas foi com essa formação atual que mantivemos maior tempo, que foi a formação que gravou o disco (Apenas Leonardo Pinheiro que não está mais da época da gravação). Hoje a formação é: Fabrício Pazelli – vocal/ Dan Loureiro-guitarra/ Macelo Almeida-baixo e Ricardo Agatte-bateria.

Fizemos muitos shows marcantes nesses quatro anos. Tocamos com o Master da Alemanha, com Torture Squad, e em festivais de nome como o Palco do Rock, agora vamos tocar com o Assassin também da Alemanha e em novembro no Under Metal Festival.

Vicente - Vocês lançaram no início deste ano seu primeiro disco completo “The Awakening the Madness”. Como foi a gravação do mesmo, rolou tudo como esperavam?

Fabrício Pazelli: Cara, se eu for destrinchar os problemas e contratempos que tivemos com essa gravação vamos ficar aqui o dia inteiro e ainda assim vai ter pano pra manga. (risos) Foi uma avalanche de problemas e burocracias que não estávamos acostumados, mas no final o resultado ficou legal. É claro que sempre fica aquele sentimento de que você poderia ter mudado algo, mas Godin e Marcão do Revolusom Estúdio fizeram um trabalho sensacional e esperamos no segundo disco repetir a dose e tentar sanar os erros do primeiro.

Vicente - E o retorno do pessoal com relação ao disco, foi o imaginado por vocês?

Fabrício Pazelli: Nós nunca tivemos sonhos mirabolantes em querer ser uma banda famosa ou coisas desse tipo, sempre fizemos nosso som e buscamos fazer shows insanos pra um público insano, essa é nossa meta. Então posso te afirmar que foi sim o que esperávamos, fizemos uma prensagem e sabíamos que ia ser suado vendê-los, mas a saída está boa e esperamos não ver mais a cara desses discos por aqui (risos). Pelo menos não nessa prensagem (risos)

Vicente - Vocês disponibilizaram como bônus as três faixas que compunham a Demo “Walking For A Rotten Destiny”, de 2008. Algum motivo especial para a inclusão destas músicas?

Fabrício Pazelli: O motivo é simples, a divulgação da Demo foi fraca, e como não queríamos fazer lançamentos isolados, decidimos lançar junto com o disco para que as pessoas que não tiveram acesso a Demo pudessem tê-las também.

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Vicente - O Som do Behavior é um Death Metal “old school”, inclusive com os vocais, guturais e ao mesmo tempo “gritados”, como muitas das grandes bandas dos anos 80 e 90. Como você vê o estilo nos dias de hoje?

Fabrício Pazelli: Nós temos uma base de influência bem diversificada, até porque acima de tudo nós somos Headbangers. O Death Metal hoje está cheio de esquisitices, mas ainda existem bandas que honram a velha escola. Nós passeamos por outros estilos, mas sempre predominando a raiz do Metal da Morte. Eu nem gosto muito de entrar nesses méritos de que o som hoje está assim, ou está assado, isso pra mim é perda de tempo, faço minha música e quem não gostar que se foda. Os ditos “posers” são excluídos do cenário de uma forma natural. Quem não dá o sangue pelo Metal, um dia irá abandoná-lo, é simples, é uma seleção natural.

Vicente - Como está a cena metálica ai no nordeste, mais especificamente na Bahia.

Fabrício Pazelli: Nossa cena é forte cara. Existem muitas bandas aqui que dão sangue pelo cenário, muita gente reclama, mas fazem isso de barriga cheia, pois mesmo Salvador não estando na rota de grandes shows internacionais, não temos muito do que reclamar, já que temos grandes bandas, que sinceramente não devem nada pra gringo nenhum.

Vicente - Quais são as suas maiores influências?

Fabrício Pazelli: Cara, minha base de influências é bem tradicional, mas Darkthrone, Mayhem, Cannibal Corpse, Immortal, Morbid Angel, Celtic Frost, Death e Sodom têm uma importância primordial na minha vida. Tirando é claro a maior de todas que é o Pink Floyd. Essa banda me acompanha desde quando eu me entendo por gente, ela é o meu principal pontapé em tudo que sou hoje musicalmente.

Vicente - Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Fabrício Pazelli:

Morbid Angel: Inspiração devastadora!

Deicide: Ótima banda, mas nunca fui um grande fã.

Death: Uma das bandas mais importantes do Death Metal.

Cannibal Corpse: Grande influência. Uma das minhas grandes inspirações.

Carcass: Não acho nada sobre eles.

Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Behavior e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Fabrício Pazelli: Nós jamais descansaremos, estaremos lutando pelo Metal Brasileiro a ferro e fogo. Um grande abraço a quem admira nosso trabalho, vocês não fazem idéia o quanto isso é importante pra nós. As composições de nosso segundo disco já estão prontas, estaremos entrando em estúdio no final do ano. As músicas estão cada vez mais violentas e insanas. Acreditamos no Metal Nacional e morreremos apostando que somos o país mais rico em termos de Metal no mundo.

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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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