Andralls: encarando a estrada de peito aberto

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Andralls: encarando a estrada de peito aberto


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Entre as inúmeras bandas que vão liberando discos de impacto e saindo em constantes turnês, temos o paulistano Andralls que acabou voltar de uma excursão pela Europa e Rússia para divulgar seu quinto álbum, “Breakneck”, lançado pela Distro Rock Records. O Whiplash.Net conversou com Xandão (bateria) e Cleber (voz e guitarra), que deram uma geral no novo disco e contou muitas histórias bacanas do que rolou no exterior. Confiram aí e se preparem, pois o trio estará disparando seu Thrash Metal pelos palcos do Brasil logo a seguir!

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Whiplash.Net: Olá pessoal, é um prazer conversar novamente com vocês! O Andralls vem trabalhando muito nos últimos anos... Que tal começarmos com um balanço dos frutos colhidos a partir do disco anterior, “Andralls” (09)?

Xandão: Olá Ben, o prazer é todo nosso. Vamos lá então. Desde o lançamento do álbum “Andralls” em 2009, que marcou a entrada do Cleber na banda, a gente vem trabalhando pesado na divulgação do grupo, fazendo intermináveis turnês, tanto pelo território nacional como no Velho Mundo também. Acho que depois da entrada do Cleber a banda ficou mais compacta, e isso vem se mostrando no trabalho que temos realizado nesses últimos anos. Após o lançamento do “Andralls” a gente fez cerca de 100 shows de divulgação do mesmo e já entramos em outra tour para promover o “Breakneck”.

Cleber: Sem contar que, ainda divulgando o disco “Andralls”, tocamos pela primeira vez em vários países da Europa, como a Espanha e Portugal, abrindo ainda mais as portas para a banda nestes lugares, onde os grupos brasileiros são muito bem vistos. Houve também a prensagem européia e americana (sul-americana e central) do “Andralls”, que rendeu bons frutos em relação a contatos e divulgação. Com certeza colhemos bons frutos nestes últimos anos devido a nossa correria e determinação.

Whiplash.Net: O novo álbum, “Breakneck”, possui faixas muito fortes como “Under The Insanity” e “Eye For An Eye”. A agressividade do Thrash permanece inabalável, mas com uma diversidade que não era tão latente anteriormente. A que atribuem isso?

Xandão: Acho que o fato de já termos lançado quatro álbuns antes do “Breakneck”, a entrada do Cleber e as inúmeras turnês que fizemos durante todos esses anos fizeram com que a gente meio que aprendesse na marra o que funciona e o que não funciona. O Eddie e o Cleber trabalharam pesado nas composições no que se diz respeito à parte melódica do disco; é claro que a gente nunca deixou de pensar na pancadaria, pois é esse o nosso lance no Thrash Metal, a gente gosta de música rápida e com força, a união desses elementos culminou em um disco um pouco mais diversificado do que o anterior, mas sem nunca deixar de lado as nossas raízes ‘fasthrashianas’, ahahahahaha!

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Xandão: Acho que acertamos na maneira de compor, esse processo foi mais prazeroso do que nos discos anteriores, pois tendo um guitarrista só a banda ficou um pouco mais livre para construir os riffs sem haver disputa de guitarristas, ahahahahah. Mas creio que, no geral, o disco está bem compacto e com a nossa cara, Fasthrash puro e agressivo.

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Whiplash.Net: A participação da banda espanhola Rato Raro foi uma boa surpresa! Considerando que “Policia Asesina” é cantada em espanhol, até que ponto o Toño e Raul participaram do processo criativo?

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Xandão: O Toño e o Raul são dois irmãos espanhóis que são fundadores da banda de grind “Rato Raro” e eles sempre nos apoiaram muito lá na Espanha, fazendo shows nossos e dividindo palcos também. Eu particularmente tenho uma relação com o Toño meio que de pai para filho, ele é meu mentor em muitas coisas que faço, ehehehe. Uma vez estávamos lá em Palencia festejando e pintou a idéia de ele cantar uma música no disco novo, e como eles são fanáticos pelos Ratos de Porão, a gente (Andralls) fez uma música bem na linha do Ratos para que eles colocassem a voz. Depois que fizemos a música, entrei em contato com eles e falei que a letra seria com eles e que a nossa única exigência era que falasse mal da polícia, ahahahahahaha!

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Xandão: Como eles odeiam os tais ‘Picoletas’, ficou muito fácil de compor a letra. Enviamos a música pra eles e eles gravaram na própria sala de ensaio, lá em Palencia. E, segundo o Toño e Raul, a música foi gravada de primeira, sem cortes, sem mentiras, e eu, conhecendo bem os dois, acredito nisso, pois eles são dois guerreiros da cena espanhola e estão na ativa há 25 anos. Pra gente foi um prazer enorme tê-los em nosso disco. E nessa nossa última tour na Europa o Toño fez duas participações essenciais cantando a referida música, uma no Festival Brutologos (fest idealizado por ele que aconteceu em Palencia/ES) e a outra no OEF (Obscene Extreme Festival) que aconteceu na República Tcheca. Nos dois casos a galera foi à loucura e nos divertimos muito.

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Whiplash.Net: A arte que ilustra “Breakneck” é repleta de detalhes e está entre as melhores de sua discografia. Como foi trabalhar com o francês Remy C (Arch Enemy, Agathocles) e como foi acontecendo o desenvolvimento de todo o conceito visual?

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Cleber: Cara, chegamos ao Remy por acaso. Quando estávamos resolvendo os últimos detalhes antes da gravação, eu encontrei a página dele na net e lembrei que ele já tinha trabalhado com duas bandas amigas lá da Itália (Tsubo e Buffalo Grillz). Perguntei aos nossos amigos como o cara era, se era profissional e tal, e só tive boas referências. Após um primeiro contato, vi que iria ser tranqüilo trampar com ele e demos apenas a coordenada de que queríamos algo agressivo visualmente e passamos os nomes das músicas que estariam no álbum. Com base nisso, ele apresentou de primeira a idéia final, caótica e cheia de ossos e esqueletos. Pode reparar que na capa tem três caveiras em destaque, e a formação atual da banda é em power trio... Se foi intencional da parte dele vincular a relação dos esqueletos com a banda eu não sei, mas pra mim funcionou bem pra caralho, hahaha.

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Whiplash.Net: Achei legal que o áudio de “Breakneck” tenha passado pelas mãos do Denis Di Lallo e do Fabiano Penna, que, de uma forma ou outra, estão ligados à história do Andralls. A coisa meio que ficou em família... Como rolou a coisa toda nos estúdios, afinal?

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Xandão: Acho que a nossa escolha não poderia ter sido melhor em colocar o Penna e o Denis para produzir o disco. Há algum tempo o Penna vem assinando as produções do Andralls e sempre esteve muito envolvido com a banda, seja tocando ou produzindo. Já o Denis fez parte da história da banda e ambos, mais do que ninguém, tinham autoridade para se meter no meio desse trabalho, né?

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Xandão: Logo que começamos a pensar onde e com quem gravar o álbum, me encontrei com o Denis aqui na rua de casa (o estúdio dele é na minha rua, pois somos amigos de infância, antes de termos bandas, e crescemos jogando bola e arrancando a tampa dos dedos aqui na vila, eheheheheh) e falei com ele que estávamos procurando um estúdio pra gravar e coisa e tal, e ele me falou que adoraria participar desse processo. Sendo assim, conversei com o resto da banda e com o Penna, que aprovaram de cara a idéia.

Xandão: Nada melhor do que ter dois caras que já passaram pela banda e que conheciam o nosso potencial em estúdio mais do que ninguém. E, além de gravarmos no estúdio dele, ensaiamos durante um mês lá, todos os dias, para deixar tudo redondinho, com o Penna e o Denis acompanhando o processo, aí na hora de gravar ficou moleza, acho que foi o disco que gravamos de forma mais descontraída e sabendo em que ponto queríamos chegar. Sem dúvida, essa parceria foi certeira e creio que vai se estender para outros projetos da banda.

Cleber: O legal é que ambos, além de serem nossos amigos e estarem envolvidos até os dentes na história da banda, são baitas profissionais, o que agregou pra caralho na qualidade do nosso novo CD. O Penna ajudou muito na hora de trabalhar os sons, na forma de explorar idéias diferentes, além de ser bastante exigente com todos dentro da banda. Isso foi fundamental para que déssemos o melhor na hora da gravação. Como sou guitarrista, ele ficou no pé mesmo, querendo que tudo soasse bem e que tudo se encaixasse o melhor possível no som, principalmente nos solos, para que não soassem apenas um ‘sobe e desce’ ou uma ‘corrida de perus’, hahaha.

Whiplash.Net: Di Lallo também se envolveu na produção do vídeo de “Under The Insanity”. Ficou bem simples, mas passa a mensagem. Poderiam falar um pouco de sua concepção? Os tons amarelados foram propositais, em função da ilustração da capa do disco?

Xandão: A gente optou por fazer com o Denis, pois já estava tudo na mão; ele já estava envolvido no projeto do disco e, sendo assim, facilitou tudo na hora de gravarmos o videoclipe. A locação que escolhemos foi próxima a nossa vila, um lugar que remetia um pouco àquele lance amarelado de deserto e com umas obras acontecendo. Isso encaixou muito bem na intro do disco que acompanha a música no clip.

Xandão: Quanto à concepção, não nos preocupamos muito com isso não, a idéia era ter cenas da banda tocando com ângulos estranhos e rápidos, ahahahaha. No final das contas, calhou de ficar com a mesma textura da capa, o que pareceu ser proposital. Eu particularmente gosto muito dos trabalhos do Denis, ele é um cara bem perfeccionista e isso, agregado ao entendimento dele com a nossa música, caiu como uma luva. Logo mais iremos soltar mais um clip e creio que ele novamente irá produzi-lo. Ainda não decidimos qual música iremos fazer, mas logo, logo, vai ter material novo na área.

Whiplash.Net: O Andralls está construindo sua reputação sobre os palcos. Suas turnês estão cada vez mais extensas e alcançando novos países. Quais os melhores momentos nesta sua passagem pela Europa e Rússia? E a comida e bebida da excursão?

Xandão: É até um pouco difícil de escolher os melhores momentos, pois fizemos tantos shows bons que complica um pouco na hora de escolher. Eu particularmente gostei muito do show de Ponferrada na Espanha, o de Ieper na Bélgica, o Obscene Extreme (que foi fodão), o Branisovice na República Tcheca, o de Veliko Tarnovo na Bulgária, mais uns dois ou três da Rússia. Enfim, tivemos ótimos momentos nessa última tour por lá. Sobre comida e bebida, cara, comemos tanta coisa estranha e bebemos tanto que fica impossível lembrar, mas não vou deixar de falar das ótimas vodcas russas que bebemos e também uma bebida búlgara, fortíssima, que fiquei tomando depois do show com a galera e que por pouco não me deu uma PT, ahahahahahahaha!

Cleber: Pra mim, a melhor experiência foram os shows da Rússia. O público lá é insano, é quase impossível achar alguém que conseguisse se comunicar em inglês com a gente, mas apenas pela empolgação que eles demonstravam durante os nossos shows já valeu todo o desgastes de viajar de trem, ônibus, van, e com todo o ‘equipo’ nas costas, hahaha. Pra mim, o show de Samara (Rússia) foi um dos melhores, junto com o do Obscene Extreme (República Tcheca), o de Sibiu (na Romênia) e o de Veliko Tarnovo na Bulgária. Sobre o rango e bebida, é como o Xandão falou, comemos de tudo, sem frescura, e as vodcas russas representam, hehehe.

Whiplash.Net: Com todas as mudanças na forma de consumir música, atualmente é difícil vislumbrar alguma nova banda se tornando um gigante como o Black Sabbath, Iron Maiden ou Metallica. Com base em suas viagens, quais poderiam ser as alternativas comerciais para as bandas emergentes conseguirem viver dignamente?

Xandão: Eu sempre achei que uma banda que queira viver de sua arte tem que encarar a estrada de peito aberto. Acho que, hoje, mais do que nunca, as bandas que irão se sobressair serão as que estão na estrada tocando, assim irá se vender mais CDs e atingir um público que, se estivesse em casa, não atingiria. Com certeza será a lei onde somente os mais fortes agüentarão por mais tempo, e o tempo vai mostrar quem é forte ou não.

Whiplash.Net: Uma das maiores dificuldades das bandas emergentes do Brasil em mostrar sua música é o ‘pay to play’. Considerando a experiência do Andralls em tantos países, como isso poderia ser solucionado? O ‘pay to play’ existe lá fora, afinal?

Xandão: Eu acho que cada um é livre para fazer o que quiser de suas vidas e não vejo nenhum problema nisso. Se o cara tem grana e acha que investir na banda dele pagando para abrir algum evento ou algo do tipo vai lhe trazer benefícios, que faça. Lá fora essa prática existe sim, sendo que o Andralls está fora desse esquema, pois a gente cobra pra tocar e não pagamos pra tocar. Mas, como disse antes, cada um é livre pra fazer o que achar melhor na hora de promover sua banda. Na minha opinião, o melhor caminho é trabalhar duramente para se conquistar as coisas. Acho que o público Metal já se ligou nisso e irá dar valor aos grupos verdadeiros que estão na batalha há tempos.

Cleber: Penso também que cada um é cada um. Não usando meu dinheiro para se promover, não vejo mal algum, hahaha. O que mais vemos por aí são bandas aparecendo pra caramba na cena, em uns esquemas ‘cabulosos’, mas cada um sabe o que faz para divulgar o seu trabalho. E realmente a galera headbanger é inteligente e sabe ‘quem é quem’ na cena, e só as bandas que trabalham certo e que correm atrás das coisas é que se manterão.

Whiplash.Net: E os planos do Andralls para os próximos meses? Suponho que mais turnês estejam sendo organizadas...

Cleber: Sim. Já para setembro faremos novamente uma turnê que passará pelo Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil. Serão quase 15 shows em 24 dias, onde apresentaremos aos bangers brasileiros o trampo novo, na pegada que todos conhecem. Muita gente aqui do Brasil reclamou que lançamos o CD e já fomos lá pra fora, então essa será a chance da galera daqui prestigiar os shows e ‘quebrar o pescoço’, hehehe.

Cleber: Depois disso daremos uma pausa, pois o Xandão irá para Europa junto com o Astafix no final do ano, na turnê dos caras por lá, através da produtora de shows dele (On Fire Booking Agency) e eu ficarei em casa ajudando a minha mulher e preparando o terreno para o meu primeiro filho que está chegando. Mas, logo mais, ainda no primeiro semestre de 2013, iremos fazer a primeira turnê pelos USA por pelo menos um mês cruzando os ‘States’. Estamos cuidando de toda essa parte agora, mas logo mais teremos novidades. E para setembro do ano que vem tem Europa de novo e talvez mais uma turnê nacional emendada. Somos da estrada e não tem como ser diferente, hehehe.

Whiplash.Net: Pessoal, fica aqui meu agradecimento pela entrevista e felicitações por todo o trabalho duro que estão realizando. Se o Andralls quiser acrescentar algo, a hora é agora!

Cleber: Valeu Ben, pela força e apoio de sempre. Muito obrigado pelo espaço cedido. Agradeço a todos aqueles que vêm acompanhando a história do Andralls e fazendo com que nosso trabalho seja reconhecido. Nos vemos na estrada! STAY FASTHRASH!

Contato:
http://www.andralls.com.br
http://www.myspace.com/andralls

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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