Philip Anselmo: mais decisões ruins que boas na minha vida

    

Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Michael Christopher do The Boston Phoenix entrevistou recentemente o ex-frontman do PANTERA, atualmente no DOWN, Philip Anselmo.

Falando das memórias que tem dos tempos no PANTERA:

Anselmo: "Eu sinto falta, anseio por esses dias, às vezes, e sinto muita, muita saudade do Dimebag [falecido guitarrista do PANTERA]. Há emoções em excesso, e viver do passado não me parece saudável, quando eu penso nesses dias. Não é que eu tente pensar em todas as coisas boas; isso meio que vem naturalmente, especialmente o 'Vulgar Display Of Power' e todo aquele ciclo de turnê e a mudança no público e a percepção dele de nós. Quando fizemos a turnê do 'Cowboys From Hell', houve uma reação muito indiferente, senão péssima. Mas quando você dá suporte com um disco como o 'Vulgar Display', foi aí que a maré mudou – rapidamente, pra dizer o mínimo. Houve momentos extremamente educativos e que trazem boas lembranças na minha vida".

Sobre uma faixa cover do VAN HALEN que foi gravada pelo PANTERA mas que nunca foi lançada:

Anselmo: "Nós costumávamos mexer com todos tipos de músicas. Obviamente fizemos aquela versão ridícula da 'Cat Scratch Fever' para a trilha sonora de um filme ['Detroit, a Cidade do Rock'], daquele cara de bunda do Ted Nugent. Porra, cara, a gente mandava KANSAS e todo tipo de merda. O que você disse me fez lembrar; acho que foi algo como a 'Outta Love Again', fico imaginando onde essa porcaria está. E tem outra: eu nunca cantei essa coisa daquele velho filho da puta, o Phil Collins [ele começa a cantar a 'I Don't Care Anymore'], nós fizemos uma versão dela, e está aí em algum lugar. Mas provavelmente não há nenhum material original que tenha restado, além covers e porcarias assim. Se procurarmos direito, podemos encontrar todo tipo de porcaria".

Falando sobre o constante retrato que a mída faz dos fãs do metal como sendo cabeças duras sem educação:

Anselmo: "Nós não colaboramos. Houve um monte de coisa que não nos ajudou. Lembro de ser levado de avião para Nova Iorque quando a MTV estava passando por um tipo de mudança no início dos anos 2000, e eles queriam que eu fosse o apresentador do 'Headbangers Ball'. Antes de mais nada, o nome do show é terrível – é terrível, brega pra caralho. Por que não chamar de 'Extreme Music Hour' ou coisa assim e dar alguma credibilidade – porque, honestamente, há grandes músicos no heavy metal. Veja alguns dos grandes guitarristas... Mas o heavy metal sempre foi mal interpretado, e quer saber, ei, honestamente, eu não ajudei em nada. Eu tomei mais decisões ruins do que boas na minha vida, e me arrependo de um monte de coisas que disse no palco, muitas atitudes que tomei no palco e do tanto de confusão em que me meti, porque isso tudo faz uma propaganda ruim do heavy metal. Isso meio que faz de nós, metaleiros, soberanos em vários aspectos. Podemos não receber tantos elogios da mídia popular, mas deixe-os nos chamar de meatheads, deixe-os achar que somos ignorantes e deixe-os continuar compondo péssima música – e eu continuarei chamando essa música de péssima e daí estaremos quites".

Leia a entrevista na íntegra no The Boston Phoenix
http://thephoenix.com/boston/music/142259-phil-anselmo-pulls...

    

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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