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Vivian Campbell: "Me orgulho dos discos que fiz com o Dio"

Traduzido por Nathália Plá | Fonte: Blabbermouth.net |

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O guitarrista Vivian Campbell, DEF LEPPARD/ex-DIO, foi entrevistado no início do mês no programa "Hines' Side Show" da rádio US 97 de Springfield, Missouri. Seguem alguns trechos da entrevista (transcritos pelo BLABBERMOUTH.NET).

Falando sobre como foi subir no palco com o STEEL PANTHER e fazer uma jam de faixas do DEF LEPPARD e DIO:

Vivian: "Foi muito inspirador tocar aqueles solos das músicas do DIO de novo. Eu fico realmente inspirado com isso. Na verdade eu chamei os outros caras da formação original do DIO [Vinny Appice (bateria), Jimmy Bain (baixo) e Claude Schnell (teclado)] e nos encontramos algumas vezes e tocamos. Encontramos um vocalista [Andrew Freeman, que anteriormente esteve à frente do HURRICANE e LYNCH MOB] — e ele é um ótimo, ótimo vocalista – então nós vamos realmente sair e fazer alguns shows da próxima vez que o DEF LEPPARD tirar alguns meses de folga".

Falando sobre como tocar as músicas do DIO é diferente da sua abordagem com o material do DEF LEPPARD:

Vivian: "É bem, bem diferente do que eu faço no DEF LEPPARD. Pra ser sincero, eu não toco nem de perto tanta guitarra no DEF LEPPARD quanto eu tocava no DIO, obviamente. Quero dizer, eu era o único guitarrista na banda DIO e no LEPPARD temos Phil Collen. Sim, definitivamente é uma abordagem mais agressiva na forma de tocar. E muito disso veio de... Eu toquei quatro meses com o THIN LIZZY [como guitarrista para turnê da banda] ano passado quando o LEPPARD estava parado, e aquilo foi muito, muito inspirador para mim enquanto instrumentista porque eu cresci ouvindo THIN LIZZY e os guitarristas no LIZZY — Scott Gorham e Brian Robertson e, em particular, o Gary Moore — foram influências gigantescas, gigantescas, na minha forma de tocar. E isso realmente me fez ficar reconectado de verdade com essa coisa de tocar, então isso meio que abriu uma porta e desde então é como se eu tivesse 16 anos de novo – eu simplesmente quero tocar muita guitarra".

Falando sobre como foi tocar músicas do DIO novamente depois de tanto tempo:

Vivian: "Tenho muito orgulho dos discos que fiz com o DIO. Por alguma razão, as pessoas parecem não compreender isso. Mas eu compus aquelas músicas e sinto uma ligação muito apaixonada com elas. Então vai ser muito divertido sair e tocá-las de novo diante de um público".

Falando sobre a escolha de Andrew Freeman para cantar as partes de Ronnie James Dio:

Vivian: "O Andy é um vocalista fantástico. Quero dizer, ele não necessariamente soa como o Ronnie Dio. Ele não tem aquela tonalidade na voz dele, mas eu não sabia se seria a coisa certa. Eu não vou tentar substituir o Ronnie Dio. O Ronnie foi o melhor de seu gênero, então seria totalmente impossível substituí-lo. Gozado, porque desde o anúncio na minha página no Facebook há vários meses, teve gente me mandando vários links de vídeo de diversos vocalistas e há três caras — um da Argentina, acho que um da Suécia e acho que o outro cara é americano — e não sei muito sobre eles, mas eles realmente soam medonhamente como o Ronnie. Mas eu não sei se queria seguir esse caminho. Acho que o mais importante é que são os membros originais da banda e que são as músicas originais; só vamos tocar músicas que compusemos e gravamos na época. Então o Andy traz seu próprio toque pessoal. Como eu disse, ele é um vocalista muito, muito robusto e não estamos tentando clonar o Ronnie. Isso seria piegas demais. O que importa são as músicas e a banda, a banda original".

Falando sobre as dificuldades que ele teve no âmbito pessoal trabalhando com o Ronnie James Dio:

Vivian: "Todo vocalista tem um ego exacerbado, e eles precisam disso. Eu simplesmente tive problemas com o Ronnie no âmbito pessoal porque eu morei na casa dele por muito tempo quando eu estava originalmente na banda. Era estranho porque havia um tamanho choque de gerações. Digo, o Ronnie era bem mais velho do que eu, e isso era como estar numa banda com o seu pai, ou padrasto. Era meio estranho. Então, no que diz respeito aos negócios, o Ronnie e eu não tínhamos a mesma visão da coisa em particular. A ex-esposa dele, ou melhor, viúva dele, a Wendy, era a empresária dele, e ela, a meu ver, não era uma empresária muito boa para a carreira dele e tomou algumas decisões horrendas. E o Ronnie simplesmente não queria lidar de igual pra igual com ela, então ele meio que se rendeu a isso. Mas eu não tenho nada além de respeito pelo Ronnie enquanto músico. Mas tirando isso, sim, foram tempos difíceis para nós dois em temos de conflito de personalidades, mas fizemos grande música juntos, não há como negar".

A formação original do DIO se apresentando ao vivo em 1984:


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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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