Dammaj: "Os caras do Metallica eram antigos fãs da gente"

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Dammaj: "Os caras do Metallica eram antigos fãs da gente"

Postado por Victor Kataóka | Fonte: H2R

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Nos anos 80 existiram várias bandas que tinham tudo para se tornarem grandes, mas que não conseguiram passar do 1º disco. A lendária Dammaj é um exemplo perfeito. Vinda da Flórida, no seu auge chegaram a tocar com nomes como Krokus, Y&T, Girlschool, Vandenberg, Quiet Riot, Motörhead, Ratt, Queensryche, Nazareth, Riot, Armored Saint, Saxon e mais recentemente na sua volta, o Dokken.

O seu único disco lançado, o seminal "Mutiny" é considerado uma das "pérolas" entre os colecionadores do chamado "Heavy Metal Obscuro dos anos 80".

Com a "explosão" dos blogs de downloads na metade dos anos 2000, a banda voltou a ser evidencia no meio underground.

O membro fundador Mike Gilbert revelou tudo (só se esquivou de responder o motivo do fim do grupo) sobre a história da banda, contando vários detalhes sobre a mesma, além de curiosidades da cena daquela época, que só quem presenciou poderia dizer com tantos detalhes.

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Mais que uma entrevista, um verdadeiro documento sobre a história dos "anos de ouro do metal".

A seguir, o H2R presenteia aqueles apaixonados pelo Metal Tradicional Oitentista, com a maior entrevista da história da banda.

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A DEMO DE 1984 E O BOOTLEG DE 1983

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H2R – É conhecida na internet uma demo do Dammaj de 1984, com três músicas (Metal Rules, Smuggler e Leather Master). Conte-nos um pouco sobre essa demo e nos tire algumas dúvidas: Você tem alguma idéia de quem colocou a demo na internet? Existe mais alguma demo da banda ou material antigo ainda inédito? Por que a música “Metal Rules” não entrou no Mutiny?

Mike Gilbert – Essa demo de 84 a que você está se referindo na verdade foi gravada em 83, provavelmente antes ou depois do verão e foi vendida nos shows. Nós também a chamamos de “The Red Tape (a fita vermelha)” e foi vendida em uma cassete com um selo vermelho. Ela foi gravada no Aire Studios em San Jose, Califórnia, de forma rápida em um estúdio “24 track recording”. Foi feito em uma ou duas sessões e nós ficamos satisfeitos, visto que a fizemos de forma rápida e barata, além de termos tirado o dinheiro dos nossos bolsos.

Nós vendemos algumas unidades nos nossos shows, mas naqueles tempos era muito difícil de chegar a grandes audiências, se a banda fazia a sua própria divulgação. Eu nem mesmo acho que a enviamos para fora de nossa área, mas obviamente, isso acabou acontecendo de alguma forma, visto que naqueles dias, sempre existiam fãs fervorosos que trocavam as fitas pelos correios, então, é notável que nossa música tenha chegado ao Brasil e à Europa, e ainda seja lembrada após tantos anos, levando em conta que essas fitas sejam frágeis, temos muita sorte de ainda existirem.

Eu ainda tenho uma cópia da “Red Tape” e pretendo escutá-la amanhã, e será ótimo ouvir aquela gravação novamente.

“Metal Rules” foi uma música muito recente na época da gravação do nosso álbum, mas “Smuggler” e “Leather Master” eram músicas antigas que estavam no Set List que tocávamos ao vivo há alguns anos.

Atualmente estamos tocando “Smuggler”, e a versão que tocávamos em 79 não era tão boa quanto à versão que estamos tocando agora.

Essa foi à única demo que nós fizemos, e nós tínhamos algumas músicas muito boas que nunca foram gravadas, como “Air Raid “Witchmaker” e “Requiem”, mas agora estamos tocando elas nos shows. Seria maravilhoso algum dia ressuscitar essas músicas, visto que elas eram muito melódicas e bem estruturadas.

Eu tenho certeza que “Metal Rules” não fez parte do álbum porque a gravadora e o produtor queria guarda-la para um segundo lançamento, visto que nós já tínhamos material suficiente para o “Mutiny”, mas infelizmente isso nunca aconteceu, assim como uma turnê na Europa para promover o disco.

H2R – Também foi recentemente colocado para download um Bootleg (Live at The Stone 07-01-1983), você sabe qual foi à formação desse show? E, vocês (a banda) tem alguma gravação ao vivo daquela época? Será que um dia o Dammaj lançará algum disco ao vivo de forma oficial?

Mike Gilbert – Nós não sabemos quem o colocou na internet, mas estamos satisfeitos por saber que existem pessoas que curtam esse bootleg. É fascinante que a nova geração seja fã de uma música que é 25-30 anos mais velha, então nos sentimos pessoas de sorte por ainda curtir esse tipo de música, o que mostra o quão relevante à música Heavy Metal ainda continua sendo.

Na verdade, nós sequer sabíamos que esse show de 83 que virou Bootleg estava sendo gravado. Eu não sei se ele foi gravado por um fã ou pelo cara da mesa de som do clube, assim como isso aconteceu algumas vezes, e nós escutamos que em 84 uma fita ao vivo estava circulando, pois um amigo no Canadá encontrou uma sendo vendida por lá.

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Eu fiz o download dele mês passado, e fiquei muito surpreso com o que escutei. Eu não sabia que estávamos tocando algumas músicas antigas do Dammaj como “Red Fire Engine”, “Mother Funker” e “Another Lonely Night” em 83. Os membros da banda eram os mesmos de agora, o que eu considero ser o verdadeiro Dammaj, já que o som e estilo do Dammaj mudou em 81, quando meu irmão mais novo, Rich se juntou a banda. Ele tinha apenas 17 anos na época, e seu primeiro show foi abrindo para o Y&T no Keystone Palo Alto, e a casa estava lotada.

Nada mau para uma criança né? Rsrs. O nosso baterista Bob Newkirk não se juntou a banda até 82. Essa formação trouxe um som muito melhor e mais pesado que o Dammaj antigo.

Nós começamos a tocar e escrever músicas focando em sermos mais melódicos nas harmonias da dupla de guitarras, o que acabou dando a banda um som único que nos diferenciou de todas as outras bandas locais da nossa área.

Rich e eu também começamos a revezar nos solos de guitarra, dando um som mais dimensional para as músicas.

Nós (os irmãos Gilbert) crescemos na Inglaterra, e Bob é um baterista com uma sonoridade bem europeia. Por causa das nossas influencias musicais, e estilo de tocar, eu acho que o Dammaj tem um som mais Europeu que Americano.

Era interessante pra mim, enquanto ouvia o bootleg “Live at The Stone 1983″ ver como era diferente o jeito que tocávamos as músicas comparando com agora, como a harmonia do solo de guitarra no fim de “Clashes of Steel” comparada à versão do álbum “Mutiny”. Nós rearranjamos no estúdio de gravação na época e alongamos para ficar um pouco maior. A música “Mutiny” provavelmente não tinha sido escrita ainda, caso contrário estaria no set list daquele bootleg.

A maioria das gravações que eu ouvi daquela época de áudio ou vídeo tinha uma qualidade muito ruim, e essa não soa tão ruim considerando as outras. Eu tenho um antigo vídeo VHS que eu não vejo há muito tempo, mas irei assistir em breve, mas eu tenho certeza que a qualidade é ruim. Apesar de tudo, infelizmente não existem muitos registros daquela época.

Nós gostaríamos de lançar oficialmente algum CD ou DVD ao vivo algum dia, isso seria legal. Quem sabe 2012 possa ser o ano?

O DISCO

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H2R – Conte um pouco sobre como foi o processo de criação do disco Mutiny e o que acharam da gravação no estúdio.

Mike Gilbert – O processo de gravação do LP “Mutiny” foi uma ótima experiência. Ele foi gravado no R.O. Studios em Concord, Califórnia, que era um “automated 32 track”, um dos melhores equipamentos na época.

Nós gravamos entre 83 e 84, na semana do ano novo. Steve foi o primeiro, indo direto a mesa de som, junto com a guitarra e uma marcação de tempo da bateria. Depois Bob gravou sua parte da bateria.

Na verdade, nós colocamos o set da batera em um corredor durante a música “Mutiny”, que deu a ela um som poderoso, parecido com canhões, especialmente no meio da música.

Inclusive, o mix do CD é muito melhor.

Rich e eu usamos os nossos próprios amplificadores Marshall 50w amps sendo gravados separadamente.

Teria sido legal ter tido mais tempo para gravar, o que não aconteceu.

Então, basicamente, a gravação foi feita de forma espontânea, mas nós ficamos muito satisfeitos com o resultado.

Foi uma época muito boa, festejando e fazendo acontecer na virada do ano!

Greg finalmente gravou os seus vocais depois de todos os instrumentos terem sido gravados e todos nós gostamos do seu trabalho. Foi ótimo escutar as faixas que gravamos, na sala de controle!

Nós gravamos as guitarras de “Smuggler” um pouco mais tarde no Starlight Studios em Berkeley, Califórnia, que era um estúdio muito conhecido, usado por vários músicos de nome.

O mix final foi feito no Morris Sound, em Tampa, Florida.

H2R – Quem teve a idéia de fazer a capa e o que acham dela hoje em dia, mais de 25 anos depois?

Mike Gilbert – Nós também ficamos desapontados com a capa, pois o produtor sabia que queríamos um tema relacionado a navios, para combinar com a história, mas ele não nos deu ouvidos. Teria sido legal ter pelo menos alguns navios aparecendo na capa, e nós ainda não acreditamos que ele é um pirata de verdade! Hahaha. Poderia ter sido melhor. E ele também citou apenas uma guitarra, enquanto nós éramos conhecidos por ser uma banda com uma dupla de guitarras.

H2R – Mutiny é um álbum conceitual? Do que falam suas músicas? Você tem alguma idéia sobre quantas cópias ele vendeu?

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Mike Gilbert – A música Mutiny é baseada na história “Mutiny on the Bounty” (história verídica, ocorrida em 1789, em que Fletcher Christian comandou um motim no navio inglês Bounty, por não concordar com a forma severa com que seu capitão, William Blight, os comandava. Este acontecimento provocou uma reformulação na forma como os capitães da marinha britânica passaram a comandar seus navios). Nós gostamos de escrever músicas seguindo pelo menos a linha de uma história ou evento, como ” March of the Gladiators ” ou ” Smuggler ” com a música mudando o seu ritmo, e contando a história do mesmo jeito que as letras.

Não, nós não temos ideia de quantas cópias vendeu, o que seria interessante saber. É ótimo saber que novos fãs estão descobrindo a banda depois de todos esses anos, e nós achamos que esse disco ainda detona e tem um lugar na história, assim como o movimento no qual o Metal estava envolvido.

H2R – Você já notou uma grande semelhança no final da música Smuggler e uma parte no meio de “My Friend Of Misery” (Metallica, 1991)? Muitos bangers que escutam “Smuggler” acabam fazendo a inevitável conexão, sempre lembrada.

Mike Gilbert – Sim, eu acredito que exista uma pequena singularidade entre “Smuggler” e ” My friend of Misery “.

Nós vamos tomar isso como um elogio, visto que o Metallica é uma grande banda, e eram antigos fãs do Dammaj, que inclusive foram a alguns de nossos antigos shows.

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A CENA

H2R – Contem um pouco sobre como era à cena do Heavy Metal e do Rock em geral no ano de 1984, quando vocês lançaram o Mutiny.

Mike Gilbert – A cena era muito boa em 83-84. Nós tocamos no “The Old Waldorf” em San Francisco que foi colocado no “Heavy Metal Mondays “, sempre lotado de Headbangers fanáticos.

Existiam alguns clubes na Bay Area que eram muito populares com esse tipo de cena. São Francisco tinha o “Wolfgangs”, “The Stone San Francisco” & “On Broadway”, “The Omni” in Oakland”, The Keystone Berkeley” e o ” Keystone Palo Alto” também era muito popular. Existiam mais bandas de Heavy Metal começando a aprecer e a cena Metal estava indo muito bem com bons públicos em todos os clubes.

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Era muito excitante porque era novo, e mais e mais fãs estavam não apenas aceitando a música, mas também o visual metal, incluindo as garotas. Infelizmente nesse país a moda parece mudar o que as pessoas gostam, e o Glam mudou a cena musical local. Mais bandas estavam fazendo aquela coisa Glam que tinha muitos seguidores e a cena Metal foi ficando menor.

Eu acho que agora é mais aceitável e mainstream, mas tinha algo de especial nos anos 80 porque era um movimento novo.

H2R – O Dammaj é uma banda underground, que muitas pessoas tomaram conhecimento baixando as músicas na internet, e mídias sociais como o Facebook deram a possibilidade das pessoas ficarem mais próximas da banda, pessoas que nunca sequer tinham qualquer informação sobre o Dammaj. O que você acha dos downloads e as mídias sociais dentro do Heavy Metal? Vocês acham que era mais fácil viver de Heavy Metal naquela época ou hoje em dia?

Mike Gilbert – As mídias sociais são uma ferramenta incrível para conectar as pessoas na música e nas bandas em geral, especialmente em músicas novas. É muito mais fácil hoje em dia para as bandas e fãs se conectarem e se espalharem no mundo, comparado com antigamente.

O fato de ter me tomado quase 29 anos para finalmente escutar o bootleg do Dammaj diz muito sobre isso, e obrigado a internet, por ser possível fazer download das músicas, o que é ótimo.

A quantidade de novos fãs que estão não apenas descobrindo a nossa música mas todas as músicas novas porcausa do youtube é fantástico. Nos tempos antigos eram através de revistas, na base do boca a boca, ou se a capa do disco parecia legal.

O Facebook é um ótimo método de conhecer novos fãs e promover os nossos shows. Nós conseguimos alcançar muitos fãs e amigos instantaneamente. A tecnologia também fez as coisas ficarem muito mais fáceis para as bandas gravarem, sem precisarem de uma gravadora, de gastar muito dinheiro, e podendo se promover através das redes sociais e downloads.

A BANDA

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H2R – Algum membro da banda trabalha com música? Vocês tem outros projetos musicais?

Mike Gilbert – Todos nós temos trabalhos normais, mas a música sempre será a nossa paixão. Rich gosta de gravar a sua própria música em seu estúdio caseiro, que é uma música mais suave, mas ele gosta do processo de criação e gravação, que ele tem feito desde os anos 80.

Eu gosto de praticar o máximo possível e trabalhar na minha técnica, assim como tentar gravar novas ideias para músicas novas. Todos nós tentamos e praticamos o máximo que conseguimos por conta própria e tentamos ficar juntos como banda quando conseguimos.

Quando um show está se aproximando nós ensaiamos por algumas semanas no set list, e trabalhamos nas partes das músicas, aprimorando elas também. Steve, Bob e Rich tem outros projetos musicais, e Greg canta ocasionalmente em bandas de amigos.

H2R – Qual a verdadeira história por trás da formação da banda?

Mike Gilbert – O Dammaj foi formado no início de 1978 por Greg Hill (vocal) Steve Gilbert (baixo) Bill Terwilliger (guitarra) e John Apel (bateria). Eles tocaram um show, que eu estava na platéia, e então eu me juntei à banda no verão de 78, adicionando assim um Segundo guitarrista para a banda.

Nós tocamos em várias casas e festas privadas, clubes e shows em finais de semana tocando um mix de músicas originais e covers, com um repertório muito grande. Era muito divertido aquele tempo e temos ótimas memórias.

Em 1981 nos começamos a tocar um set totalmente original e abrir para bandas em turnê pela Europa e Estados Unidos. Nós conquistamos uma ótima reputação em vários clubes na área, incluindo o “The Keystone Palo Alto”, “The Stone San Francisco” e “The Keystone Berkeley”.

H2R – Qual foi a importância da Par Records e Roadrunner para o lançamento do Mutiny, e, como foi a experiência de ter três irmãos na mesma banda?

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Mike Gilbert – Ter a Roadrunner distribuindo o “Mutiny” foi provavelmente bom, já que eles conseguiam chegar a países e lojas que as gravadoras menores não conseguiam, além do que com a sua reputação nós conseguimos atingir um público maior.

Foi uma ótima experiência ter os três irmãos na mesma banda, eu acho que isso nos conectou e proporcionou que tocássemos melhor.

H2R – O Dammaj tocou com algumas bandas famosas como Krokus, Y&T, Girlschool, Vandenberg, Quiet Riot, Motörhead, Ratt, Queensryche, Nazareth, Riot, Armored Saint, Saxon e mais recentemente o Dokken, que lembranças você tem de tere tocado com essas bandas? Alguma em especial surpreendeu você positivamente ou negativamente? Que histórias você tem para contar daquela época e dos shows com essas grandes bandas?

Mike Gilbert – Nós tocamos alguns ótimos shows com grandes bandas. Foi uma grande exposição para a nossa banda tocar para fãs dessas bandas que sempre lotavam os shows. Nós conhecemos várias pessoas e músicos muito legais ao longo dos anos. Todos nos dávamos muito bem.

Eu acho que Adrian Vandenberg era muito legal, eu nunca conheci um homem tão alto vestido com estampa de leopardo. hahaha.

Os caras do Y&T que nós tocamos provavelmente com 15 anos eram ótimos de se trabalhar, e Joey Vera e David Pritchard do Armored Saint também eram muito legais. Eu sempre apreciei quando alguém popular ou famoso desce do seu “pedestal” e é gentil. Esse tipo de coisa eu sempre lembrarei.

Eu fiquei impressionado com o Krokus, com o fato de como o guitarrista ensaiava, nos bastidores ele treinava nos seus amplificadores e treinava nas suas parte, e com o Y&T acontecia a mesma coisa com os vocais.

Abrir para o Motorhead foi ótimo para o DAMMAJ, já que o show lotou e a platéia era mais heavy que o normal, julgando pelo modo que a maioria das pessoas se vestia.

Durante o nosso set, ver todos aqueles “braços ao vento” cobertos de couro e tachinhas foi uma cena linda de ser vista. Nós nos saímos muito bem naquela noite e foi um dos nossos melhores shows.

H2R – Qual a ligação da banda com o Keystone – Palo Alto?

Mike Gilbert – O ” Keystone Palo Alto ” foi um ótimo clube para a gente. Era um local muito popular, que não era longe de onde morávamos. O palco era grande e várias ótimas bandas que estavam em turnê tocavam constantemente por lá. Se a banda era Heavy, com certeza nós estaríamos escalados para tocar.

Nós também conseguíamos trazer muita gente da nossa própria plateia, que foi se tornando cada vez maior, o que fazia as noites ótimas, e constantemente lotadas. Então o Keystone acabou se tornando o nosso principal local para tocar e nós temos grandes lembranças de ótimos shows. Se você andasse pela plateia você poderia encontrar vários amigos, e outras bandas da área, que se tornaram ótimos amigos tocando nos mesmos clubes. Existia uma vibração excelente no ar.

Lá o Dammaj também fez ótimos shows como banda principal, que foram muito bem sucedidos, e em muitas noites nós enchemos o lugar não apenas de pessoas, mas as nossas máquinas de fumaça deixavam uma espessa camada de névoa que ia do palco até a parede do fundo.

H2R – Como aconteceu à volta da banda nos anos 2000?

Mike Gilbert – O nosso retorno depois de uma longa pausa veio em 2005 quando tocamos em um pequeno clube. Nos saímos muito bem, mas como todos da banda estavam muito ocupados na época, foi apenas um único momento. O Dammaj não tocou novamente até abrir para o Dokken no Avalon, Santa Clara, CA em Julho de 2010.

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Com apenas 1 ensaio para se preparar para o show nos tocamos um de nossos melhores shows, e eu acho que nós tínhamos muito a provar não apenas para as centenas de pessoas na plateia, mas também para nós mesmos. Não tinha muito espaço para se mover como nós gostamos de fazer, mas tocamos muito bem, considerando apenas 1 ensaio. Nós gravamos o set e a música “Leather Master” pode ser vista no YouTube. Nos sentimos muito bem tocando novamente e então decidimos tocar em um futuro próximo. Nós decidimos tocar sendo a banda principal, então em Abril nós tocamos novamente no Avalon. Foi um grande sucesso com mais de 700 pessoas na plateia e a banda tocou o seu melhor até então. Pelo fato de ter sido tão satisfatório, nos decidimos tocar de vez em quando, sendo seletivos quando tocarmos e fazendo cada show ser o mais positivo possível com novo material, energia e ótima performance.

Desde então tocamos mais 2 shows e estamos atualmente trabalhando em novas idéias para músicas e tentando adicionar novo material em nosso set list ao vivo.

H2R – Para finalizar, gostaria que você comentasse sobre a atual situação da banda, planos futuros (algum DVD?), e deixasse um recado para os fãs Brasileiros.

Mike Gilbert – Nós temos um grande show vindo em fevereiro. Nós fomos requisitados para abrir o show do MSG. Isso realmente soa como um ótimo show, visto que nós somos fãs do Michael Schenker a muitos anos. Nós estamos nos preparando para essa noite com a possibilidade de gravar a mesma.

Para os nossos fãs brasileiros do Dammaj envolta do mundo, obrigado pelo seu apoio e interesse na nossa música. Obrigado e bem vindo aos novos fãs que recentemente nos descobriram. Nós sabemos que os brasileiros são pessoas muito apaixonadas na vida, futebol e música.

Nós procuramos alcançar novos fãs no Brasil, América do Sul e envolta do mundo. Por favor se mantenham informados sobre o Dammaj na nossa página do Facebook.

Nós esperamos continuar escrevendo novas músicas e esperamos gravar um novo CD. 2012 trará um novo e oficial relançamento do disco Mutiny e nós esperamos lançar um DVD ao vivo no futuro.

P.S: Um dia, a Inglaterra vai vencer o Brasil na Copa do Mundo!

Alguns dos cartazes de shows da época:

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Creditos: Por Victor Kataóka - H2R: Hard & Heavy Reviews

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Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

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