Innocence Lost: em entrevista para o Polêmico Rock

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Innocence Lost: em entrevista para o Polêmico Rock

Postado por Plínio Alves | Fonte: Polêmico Rock

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O Polêmico Rock conversou com os integrantes do Innocence Lost, e alguns dos assuntos abordados foram sobre a constante evulução da banda ao longo dos anos, lançamento do primeiro EP e como rola todo o processo de composição das canções. Enfim, confiram o bate papo logo abaixo.

Polêmico Rock - Fala pessoal! É um prazer estar aqui entrevistando mais uma banda do underground carioca, o Innocence Lost. Para começar, conte um pouco da história de vocês.

Mariana Torres (Vocalista) - A Innocence Lost sempre foi um projeto de banda desejado por mim e pelo Aloysio. Sempre conversamos muito sobre, e já tivemos outras bandas juntos. Quando conhecemos Juan, Rodrigo e Heron, diria que o ‘sonho’ foi possível de ser colocado em prática, visto que tínhamos idéias e gostos muito parecidos. Inicialmente fazíamos alguns covers, principalmente de Symphony X, pois era a banda que os cinco integrantes apreciavam. O tempo passou e hoje temos quatro anos de banda, sem nunca ter mudado a formação, e prezamos muito isso, pois somos acima de tudo amigos, e apesar dos gostos de todos serem bem diferenciados hoje em dia, conseguimos usar deste artifício para construir harmonia nas composições.

Polêmico Rock - As músicas de vocês traçam uma característica bem melódica, e aproveitando o ensejo, gostaria de parabenizá-los pela boa produção das canções. Comente um pouco sobre as influências da banda.

Aloysio (Tecladista) - Bom, os caras da banda tem influências bem diversas, mas é engraçado como chegamos a um consenso. Temos aqui integrantes que curte Tecnical Death, Thrash, Metal Progressivo, Prog Rock, até mesmo Metal Sinfônico e Hard Rock. No fim das contas, embora cada componente tenha seu background e influências diversas, isso acaba servindo no enriquecimento das músicas. Depois de algum tempo juntos já definimos a “cara” que queremos para a nossa música, então acabamos sendo guiados mais por isso do que pelas bandas ou músicos que nós curtimos.

Polêmico Rock - Eu já me esbarrei em redes sociais com alguns flyers envolvendo o nome do Innocence Lost, sobre divulgação de shows. Como têm sido a aceitação do público com relação ao som de vocês?

Aloysio (Tecladista) - Primeiramente o pessoal fica surpreso pelo vocal. Eles esperam que a Mariana cante algo lírico como a Tarja Turunen ou Floor Jansen, mas pelo contrário, a nossa vocalista prefere um direcionamento mais “metal”, com drive e técnicas de metal aberto, embora ela tenha estudado canto lírico. Desde o início a idéia foi não se limitar ao que bandas com vocal feminino costumam fazer. Ficamos felizes porque a aceitação tem sido muito boa!

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Polêmico Rock - Como acontece o processo de composição das músicas do Innocence Lost no âmbito instrumental?

Aloysio (Tecladista) - Muitas músicas do nosso EP surgiram de Jams. Normalmente alguém vem com uma idéia ou riff, (normalmente o Juan, nosso guitarrista) e a gente começa a trabalhar em cima até gerar um esqueleto do que queremos para a música, aí cada um trabalha sua parte e depois nos ensaios agente retoca. Algumas outras são composições de algum componente, que depois recebem alguns toques do resto do grupo. Eu penso que nós somos bem democráticos. No momento em que a música é levada para o estúdio, ela deixa de ser do cara e passa a ser da banda.

Polêmico Rock - E no âmbito das letras? Algum integrante em específico é responsável em escrevê-las, ou cada um contribui de alguma forma?

Rodrigo (Baixista) - Grandes partes das nossas músicas vieram das idéias da Mariana (vocal) e eu e o Aloysio demos algumas idéias aqui e ali. Mas todos os integrantes, de uma forma geral participam do processo. Das nossas cinco músicas, por exemplo, três foram letras da Mariana (Innocence Silence, Nameless Hunter e Human Reason), uma minha (Burning Empire) e uma do Aloysio (Falling Down).

Polêmico Rock - Quando podemos esperar o lançamento de um EP ou mesmo de um álbum completo do Innocence Lost?

Aloysio (Tecladista) - Primeiro Trimestre de 2012 está chegando o EP, com divulgação e muitos shows pelo Brasil a fora! E já estamos em processo de composição do nosso primeiro álbum.

Polêmico Rock - Você tem alguma coisa a dizer sobre a dificuldade de ser músico no Brasil?

Aloysio (Tecladista) - Viver de metal no Brasil é muito difícil, mais difícil que ganhar na loteria. Na loteria todo mês tem um cara se dando bem, isso daria uns 12 por ano, isso é muito mais do que o número de bandas novas que despontam no Brasil. Dá pra contar nos dedos o número de bandas de metal que vivem bem exclusivamente de música no nosso país, mesmo as bandas grandes tem que se desdobrar: seus componentes fazer workshops, dão aula etc. Não vivemos num país onde a cultura é valorizada, onde o conhecimento e o estudo tem espaço, a maioria da população não tem visão crítica sobre nada, muito menos sobre a música. Num país onde existe Vinícius de Morais e Chico Buarque é triste escutar que “ai se eu te pego” é a visão atual que o mundo tem da nossa música... No fim das contas a gente acaba fazendo por amor.

Polêmico Rock - Algo que eu sempre gosto de perguntar, e pretendo levantar alguns dados futuramente, é sobre a influência da internet. A internet para os músicos torna-se uma pedra no sapato, ou vocês acham que é uma ferramenta muito válida?

Aloysio (Tecladista) - A humanidade existe há muitos séculos e vem tendo problemas com roubo, trapaças e ilegalidade desde que Cain matou Abel. A Internet, por outro lado, é algo muito novo, de algumas décadas, e veio pra anunciar uma nova época. É muita ignorância, ou comodidade, dizer que a culpa da queda das vendas de CD é da internet ou da pirataria. A culpa não é de ninguém, o mundo está apenas mudando. Precisamos nos adaptar a essas mudanças e encontrar o nosso novo lugar como músicos. Pense assim: a música existe há muito tempo antes de existir disco de vinil ou vitrola, emissora de rádio ou gravadora. Vivaldi não reclamava da venda dos seus discos, nem de que não estavam pagando seus direitos de execução nas rádios, ou seja, isso não existia! Em cada época da nossa história a música ocupou um papel de importância, porém uma diferente das demais. Temos que descobrir qual será esse papel nessa "Nova Era". A internet é uma ferramenta maravilhosa. Enviamos nossas waves pela net, escutamos novas composições dos outros integrantes sem nos encontrarmos, trocamos todo tipo de informação em tempo real. Se não fosse a internet, essa entrevista não tinha rolado.

Polêmico Rock - Por favor, deixe uma mensagem para quem curte o som de vocês, ou mesmo para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer, e deixe também contato para shows, etc.

Aloysio (Tecladista) - Não deixem de acessar nosso myspace, facebook, reverbnation e em breve nosso site oficial. Deixem seu feedbacks para produzirmos algo de melhor qualidade cada vez mais!

Polêmico Rock - Gostaria de agradecer muito a presença de vocês aqui nas páginas do Polêmico Rock, é realmente um prazer enorme, e como sempre digo, a casa é sempre de vocês.

Innocence Lost - Agradecemos a oportunidade, que seja a primeira de muitas conversas!

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Sobre Plínio Alves

Plínio Alves, formado em Administração de Empresas, blogueiro nas horas vagas. O primeiro contato com o Heavy Metal se oficializou aos 11 anos de idade com um um CD do Nirvana, "Nevermind". Depois deste marco, a paixão pela música pesada se desencadeou de forma bem natural e prazerosa. Dois anos depois, estarrecido com o som pesado e provocador de bandas de Death e Black Metal, se tornou um fã de carteirinha do estilo. Embora seja fã de estilos específicos, declara ter afinidade com qualquer rótulo musical dentro do Heavy Metal, sem preconceito algum. Duas bandas que resumem sua vida: Alice in Chains e Deicide. Os demais textos do autor podem ser vistos no blog Polêmico Rock.

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