Pouco mais de um mês depois da repentina saída de Mike Portnoy do Dream Theater, a banda fez três dias de audições na cidade de Nova York. Durante este período produtivo incrível, a banda tocou, fez jam-sessions e conversou abertamente com sete dos maiores bateristas do mundo. Os membros restantes da banda tomaram conhecimento dos candidatos musicalmente, pessoalmente e profissionalmente e assim visualizaram a amplitude das características de cada baterista com a marca registrada da banda, que é a sonoridade prog-rock.
Depois de intensa deliberação, a banda escolheu por unanimidade o baterista Mike Mangini (EXTREME, STEVE VAI, ANNIHILATOR) para preencher a vaga que foi deixada com a saída de Pornoy no ano passado.
O Dream Theater começou a contar sua intensa história em 21 de abril, quando a banda escolheu o Facebook para proporcionar aos fãs uma amostra do processo de audição. Uma ferramenta de vídeo que foi reforçada pela nova tecnologia dava aos fãs a possibilidade de “curtir” a página na intenção de destravar o conteúdo exclusivo. Para alegria dos fãs, um trailer de um documentário em três capítulos sobre o processo de audição foi então revelado. Aqueles que “curtiram” a página assim recebiam updates sobre quando e onde o documentário seria colocado no ar.
A Artisan News Service falou com o guitarrista do Dream Theater, John Petrucci, sobre o processo de audição e sobre a decisão da banda de transformá-lo num documentário. Você pode assistir a reportagem de quatro minutos abaixo.
Sobre o processo de audição:
Petrucci: “Quando nos tocamos que Mike Portnoy realmente havia nos deixado e percebemos que tínhamos que encontrar um novo baterista, começamos a pensar: ‘Bem, como agiremos diante disso?’ e ‘Quem conhecemos que seria alguém no qual consideraríamos para assumir o posto?’ e ‘Há alguém que não conhecemos…?’ Pensamos em várias coisas diferentes – há pessoas desconhecidas que estão em algum lugar nos cantos das salas de ensaios e estúdios ao redor do mundo. E, é claro, há pessoas que conhecemos, com as quais já tocamos antes, ou que conhecemos profissionalmente e eles estariam interessados? E começamos a fazer uma lista, e terminamos com uma pequena lista – não havia poucas pessoas nela. Então começamos a entrar em contato com elas – ‘Você estaria interessado?’ e elas disseram ‘Sim,’ nós fizemos a coisa toda.”
Sobre fazer um documentário da busca por um novo baterista:
Petrucci: “A ideia inicial era, ‘Vamos filmar.’ Esse foi nosso primeiro pensamento. ‘Nâo podemos fazer isso e não gravar. Temos que gravar.’ Então você pensa: ‘Cara, vamos deixar uma câmera com nosso empresário.’ Mas então quando começar realmente a pensar na coisa toda, foi como: ‘É, por que não fazer a coisa direito? Talvez seja algo em que a gravadora estaria interesada.’ E eles ficaram totalmente interessados nisso, e o pessoal da produção deles teve algumas boas ideias, contrataram um incrível diretor e uma companhia de filmagem para fazer o trabalho, e entramos na parada – fizemos a coisa profissionalmente. E acredito que eles fizeram um ótimo trabalho.”
Sobre a especulação de alguns fãs de que a busca/competição foi “armação”:
Petrucci: “Não. É claro que não sabíamos de nada (sobre quem seria o novo baterista). Só que Mike (Mangini) foi o primeiro cara, a primeira audição foi a dele. E ele veio e nos nocauteou. Ele tinha todos os elementos; (todos os elementos) estavam no lugar. Então isso é provavelmente o porquê das coisas terem acontecido dessa forma; houve uma química totalmente natural entre nós. Ele é como um de nós – um cara da costa leste, Berklee… ele é um de nós.”
Sobre Mike Mangini ser o primeiro baterista com que o Dream Theater já tocou diferentemente de Mike Portnoy:
Petrucci: “Até o momento atual, nunca tínhamos tocado com outro baterista, o Dream Theater nunca existiu com outro baterista, nunca tocamos com outro baterista como Dream Theater, então foi como a primeira ver tocando uma música com um estranho – não que Mike Mangini fosse um estranho - e foi incrível para nós. Quer dizer, poderia ter sido diferente. Poderia ter sido outra pessoa… A foi: ‘Cara, podíamos ter tocado essas músicas para um grande público e teria saído perfeito.’”
Com a entrada de Mangini na formação da banda, o Dream Theater deu prosseguimento entrando em estúdio para a gravação de seu terceiro álbum com a Roadrunner Records. O guitarrista John Petrucci repete a função de produtor, e Paul Northfield (RUSH, QUEENSRŸCHE, PORCUPINE TREE) assume novamente a posição de engenheiro de som que tem feito nos dois trabalhos anteriores do Dream Theater com a Roadrunner Records. A banda vai dar início a uma turnê mundial em julho de 2011.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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