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Nikki Sixx: Os Stones estão envelhecendo graciosamente

Traduzido por Nathália Plá | Em 20/04/11 | Fonte: Blabbermouth.net
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Amy Harris do CityBeat de Cincinnati, Ohio, entrevistou recentemente o baixista do MÖTLEY CRÜE/SIXX: A.M. Nikki Sixx. Seguem trechos da conversa.

CityBeat: você disse no livro «"This Is Gonna Hurt: Music, Photography And Life Through The Distorted Lens Of Nikki Sixx"» que você queria inspirar as pessoas. O que te inspira a fazer isso?

Nikki: O que me inspira? Eu sou tão inspirado, todos os dias. Eu sou inspirado pelos pensadores. Eu sou inspirado pela rebelião. Eu sou inspirado pelas crianças. Eu fui inspirado pelo amor. Eu às vezes penso na vida "Eu sou meio que novo nisso". Então há vezes na minha vida que eu não lido com as coisas... Eu não fui muito... Eu não lidei com as coisas direito. E mesmo que você cometa deslizes, você ainda supera isso. E uma coisa para mim é quando as pessoas me dizem não e dizem não às pessoas e dizem a artistas que eles criticam e julgas as coisas e as pessoas. E você sente que todos merecem uma chance de tentar fazer o que quiserem.

CityBeat: Eu tenho te acompanhado no Facebook há algumas semanadas e eu fico impressionada que todos os dias quando eu acordo você está mencionando pessoas que escrevem para você todos os dias. E isso parece muito inspirador. Você é obviamente muito inspirador para as pessoas. Isso cria alguma espécie de fardo para você? Você sente alguma responsabilidade ou peso sobre você porque as pessoas te olham dessa forma?

Nikki: Não, eu acho que seria um fardo se não fosse uma coisa honesta. E eu posso te dizer honestamente que eu tenho sido realmente honesto com meus sentimentos e seja o que o MÖTLEY CRÜE tenha sido para as pessoas e através delas tem sido sempre realmente honesto. E é a mesma coisa para mim independentemente e com o SIXX: A.M. e também como escritor, você simplesmente escreve o que sente e isso é o que eu faço todos os dias. Eu escrevo todos os dias e mostro isso. Você nem sempre é eloqüente. Eu não acho que exista uma etiqueta quanto ao que faço com a minha vida. A única coisa que posso fazer é ser o mais transparente possível. Eu tenho muitos poucos limites com as coisas. E realmente é isso. Eu não vou deixar ninguém entrar na minha casa ou na minha vida familiar ou deixar você se aprofundar nisso. Ou até mesmo nos meus relacionamentos pessoais e ver o quão fundo isso vai. Mas de outra forma, eu não sindo uma responsabilidade mas parece natural e eu simplesmente faço. Se você voltar e olhar as letras no nosso primeiro disco ou segundo, ou o quarto, leia as letras e veja as letras do SIXX: A.M.. Você vai dizer "Existe um elo. Está aí."

CityBeat: Eu peguei o "The Heroin Diaries" provavelmente há uns nove meses atrás e o li numa viagem de avião. Foi difícil acreditar que essa pessoa que você era com as meninas fazendo fila no backstage era a mesma que escreveu aquilo no diário no dia 21 de maio para a Kat Von D nesse seu novo livro. Simplesmente essa visão em relação às mulheres e relacionamentos evoluiu muito. Tenho certeza que as drogas e o álcool tiveram um grande papel naquele primeiro livro mas foi interessante para mim como que os relacionamentos com as mulheres nos dois livros pareceu mudar.

Nikki: Estou em um relacionamento agora. E minha namorada disse para mim recentemente que um dos sentimentos mais legais que ela tem é que eu sou totalmente honesto com ela. Eu não vou traí-la e não vou mentir para ela porque eu tive a experiência de fazer a coisa errada. Então está tudo bem claro como você disse "Como pode ser a mesma pessoa?" Bem, é a experiência. Eu acho se você for e conversar com a maioria das pessoas que estavam na adolescência, 20, 30, 40 anos, etc você vai entrevistá-las e dizer "Uau. Eu fui capaz de entrar na sua vida familiar e descobri que nos seus 20 você não é a mesma pessoa que é agora". É quando as pessoas são a mesma pessoa ou alegam ser a mesma pessoa, eu me decepciono. Eu vou falar desses artistas e músicos que ficam dizendo "Sim, é tudo igual". Eu simplesmente perdi o respeito porque mentiram para mim. Você não pode mentir para seu público. Você não pode mentir para seus fãs. Você tem de envelhecer graciosamente. E é isso o que eu gosto no Keith Richards. É isso que eu amo nos THE ROLLING STONES. Eles estão envelhecendo graciosamente. Eles estão decaindo diante dos seus olhos e estão fazendo isso graciosamente. E isso é a coisa mais bela que podemos fazer.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no CityBeat.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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