Cory Graves do Dallas Observer entrevistou recentemente o vocalista Chris Cornell, SOUNDGARDEN/ex-AUDIOSLAVE. Seguem alguns trechos da conversa.
Dallas Observer: Um de seus tweets mais recentes mencionou o fato de você e os outros membros do SOUNDGARDEN estarem fazendo um som para um novo álbum. Como tem sido essas sessões, ou como você faria uma comparação desse novo som?
Cornell: É diferente das outras músicas que fizemos, e o que as torna semelhantes a nossos outros álbuns é que sempre estamos tentando seguir adiante. Nunca fomos uma banda que tem aquele aspecto confortável de fazer o que é do "nosso estilo" e então se fixar nisso. Nós sempre meio que fizemos o oposto, e, potencialmente, ainda estamos fazendo isso. Temos muitas sensações musicais diferentes. É parecido «com nosso material anterior» porque somos nós quatro – é quem somos e como soamos – mas eu não posso pensar em uma música sequer que eu diria que me lembra diretamente de alguma outra música do SOUNDGARDEN. Então, nesse aspecto, é o SOUNDGARDEN que eu conheço. Está simplesmente seguindo em frente e partindo de onde paramos.
Dallas Observer: Você está achando que tocar juntos agora está mais agradável do que foi há 12 anos atrás?
Cornell: Em alguns sentidos acho que sim. Há menos stress envolvido em termos de sentir uma leveza. Estamos nesse ciclo interminável de composição e gravação de álbuns, e turnês para divulgá-los. O ciclo «do álbum» realmente começa com a composição e daí com a gravação, então com a mixagem e masterização, e enquanto o processo de composição e gravação está acontecendo, as turnês vão sendo agendadas para datas próximas ao lançamento, o que significa que então haverá uma data de lançamento, que significa que você marcou no calendário a data em que estará pronto e você nem sequer terminou de compor ainda. Muita música é criada dessa forma, mas, como uma banda que acabou de começar, estamos só compondo música. Não temos aonde lançar – o que é tipo que o problema oposto. Agora é mais como uma reminiscência de como era no período inicial, onde o importante é a composição das músicas e não temos nenhuma data de lançamento e sem uma temporada na qual o CD sairá. Então, enquanto estamos compondo e gravando, estamos simplesmente focando na música e nas gravações. Não tem stress do tipo "isso tem de ser assim!" e "tem que ter tal significado!" e tem de estar pronto até quinta-feira.
Dallas Observer: Você acha que essa turnê solo acústica – e em um menor grau que o material do SOUNDGARDEN – ajudará a ganhar de volta a aprovação de fãs que talvez não tenham recebido bem seu álbum electro-pop produzido pelo Timbaland, "Scream", tanto quanto seu material anterior.
Cornell: Eu não me importo com isso, na verdade. Eu nunca fiz nada preocupado sobre a "aprovação", e realmente acho que há muitas pessoas que me vêem quando eu faço shows solo e que adoram aquele disco. Eu tenho pedidos de fãs de músicas daquele disco para essa turnê em um monte de sites. Novamente, é claro, eu não presto muita atenção «na internet», então eu não sei se vou tocar as músicas que estão lá. No mais, «fazer shows acústicos solo» une todos meus diferentes discos e todos meus diferentes períodos com artista solo e como membro de bandas porque você tem de interpretar tudo através da guitarra acústica e dos vocais. Deixa cada música em um ponto similar.
Leia a entrevista na íntegra no Dallas Observer.
Todas as matérias da seção Entrevistas
Todas as matérias sobre Soundgarden
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
Mais matérias de Nathália Plá no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.