Tyler Crooks do site "Metal Assault" entrevistou Varg Vikernes, membro único e fundador da banda BURZUM. Confira um resumo da entrevista abaixo.
Tyler Crooks: Seu novo álbum "Fallen", pelo que eu ouvi até agora, parece ser uma mudança drástica do som tradicional do BURZUM. A mixagem está muito mais limpa em "Fallen" do que em álbuns anteriores, e a música em si parece ser um som mais maduro, mantendo estilo clássico do BURZUM. O que causou essa mudança enorme em suas composições e no seu estilo de tocar?
Varg Vikernes: Bem, eu não sei se eu concordo com você. Para mim, este é apenas mais um álbum do BURZUM, feito e gravado da mesma forma que os outros (exceto os álbuns de música ambiente). É mais melódico e variado do que os álbuns mais antigos, e eu uso vários estilos vocais desta vez, mas fora isso...
Tyler: Qual é o tema geral ou mensagem do álbum "Fallen"? Ele trata de alguma coisa em particular?
Varg: Ele trata da queda... E você é livre para interpretar da maneira que quiser, ou ignorar qualquer significado que eu coloquei nele ou o que você ou outras pessoas podem encontrar e apenas apreciar a música. Não vou tentar empurrar uma mensagem original goela abaixo de ninguém.
Tyler: Analisando todo o seu catálogo, encontramos um equilíbrio muito grande entre o black metal puro e escuro e a música ambiente. Quando começou seu interesse por música ambiente?
Varg: Provavelmente em algum período nos anos 80, com Jean-Michelle Jarre e uma banda alemã chamada "Software".
Tyler: Você tem um estilo único de tocar e um som exclusivo que realmente ajudaram a definir o black metal verdadeiro. Conte-nos um pouco sobre seu processo de composição, de onde vem sua inspiração, e, basicamente, como você consegue o seu som clássico.
Varg: Não há muito para contar. Eu sou um indivíduo diferente de todos os outros indivíduos. Nós todos somos. Quando eu faço música, ela é a minha marca. Outras bandas sofrem (e algumas vezes se beneficiam) por ter vários membros na banda, pois todos fornecem uma cor para a música. E sou sozinho, então eu acho que o produto é muitas vezes mais... De coração. Alguns gostam disso. Outros não. Está tudo bem.
Tyler: Você tem sido um músico chave no black metal praticamente desde a sua criação. Nos mais de vinte anos de existência do black metal, ele tem visto algumas mudanças drásticas. Como você vê o estado atual do black metal, supondo que você já ouviu algumas das novas bandas?
Varg: Desculpe, mas eu não ouvi nenhuma das novas bandas de black metal. Quando eu tenho tempo para ouvir outras músicas, eu ouço THE CURE principalmente. A boa música nunca envelhece... O álbum "Disintegration" deles é fantástico!
Tyler: Deixando o BURZUM de lado, o que você gosta de fazer no seu tempo livre? Você disse em 2009 que iria ficar em uma pequena fazenda em Telemark com sua família. Você gosta de agricultura ou é simplesmente uma forma de você ter o seu próprio tempo longe dos olhos do público para estar com seus entes queridos?
Varg: É apenas uma casa para mim, e eu não sou agricultor. Privacidade é igual a liberdade para mim. Eu prefiro ser um nômade caçador do que um agricultor, a propósito... No meu tempo livre? Eu não sei. O mesmo que a maioria dos outros, eu acho, assistir a um DVD que acho que seja bom, mas que sem sempre é, fazer alguma pesquisa sobre um assunto utilizando a Internet, malhar, dirigir minha 4x4 pela floresta... coisas assim.
Tyler: A fim de não ocupar mais o seu tempo, eu vou fazer a última pergunta. Há algo que você gostaria de dizer aos seus fãs que permaneceram fiéis ao nome do BURZUM?
Varg: Bem, eu acho que eu deveria dizer muito obrigado a todos eles, sem eles eu estaria roubando bancos para viver agora, ou algo parecido (risos). Espero ter dado a eles algo de positivo com o BURZUM, e eu espero que eu seja capaz de fazer isso no futuro também. Um artista, ou um simples músico como eu, cresce quando recebe um feedback positivo, e embora ele tenda a se transformar em um filho da puta egocêntrico, como o Bono do U2, usando o exemplo mais óbvio, isto o ajuda a criar mais e melhores músicas.
Para conferir a entrevista completa (em inglês), clique aqui.
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Francisco nasceu e mora em Natal/RN. Escuta rock desde 1996, quando ouviu o disco “Dois” da Legião Urbana. A partir daí, não parou mais. Ouvia bastante Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains, Silverchair e outras, quando mais jovem. É engenheiro de computação e trabalha como professor do serviço público federal. Atualmente, dedica algumas horas de seu tempo como vocalista e guitarrista de uma banda. Curte todos os estilos e sub-estilos do rock e do metal, mas hoje em dia, tem preferência por jovens bandas britânicas como Oasis, Radiohead, Muse, Keane e Arctic Monkeys.
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