Em 14/02/2011 | Comitiva do Rock: Metal, sertanejo e muito bom humor

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Comitiva do Rock: Metal, sertanejo e muito bom humor


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A improvável mistura do metal pesado com a música sertaneja tem o seu primeiro expoente aqui no Brasil. Com pouco mais de dois anos de carreira, a COMITIVA DO ROCK chamou a atenção por onde passou – seja em programas de televisão da grande mídia ou em apresentações ao vivo – antes mesmo de divulgar o seu primeiro álbum. Pouco antes de lançar o ‘debut’ “Vaca é a Mãe!”, conversamos com o carismático vocalista da banda, Zezé Cavaleira. Ele nos contou,de modo muito descontraído e bem humorado, mais sobre a história do grupo e a sua inusitada trajetória pessoal do interior de Goiás ao centro de São Paulo.

Em primeiro lugar acredito que muitos querem saber como surgiu a COMITIVA DO ROCK.

Zezé Cavaleira: Antes de mais nada, quero dizer que é um orgulho ser entrevistado pelo Whiplash! e como esta é a primeira vez, vou aproveitar a oportunidade e falar para caralho! (risos) Então, podem colocar o DREAM THEATER para rolar aí, e senta que lá vem história! Sou natural de Anápolis (GO) e me mudei com a família para Goiânia, onde durante o dia eu trabalhava como peão numa fazenda de tomate e cantava sertanejo à noite nos botecos da cidade. Numa tarde de sábado, minha mãe me pegou fazendo bobagem com uma cabra no curral e me expulsou de casa. No dia seguinte viajei pra São Paulo para tentar a vida por aqui. Para sobreviver, fiz muitos bicos. Desde pedreiro, dançarino do Clube das Mulheres, até faxineiro do extinto Black Jack Rock Bar. Foi quando tive o primeiro contato com o heavy metal, e imediatamente virei fã de bandas como MANOWAR, IRON MAIDEN, JUDAS PRIEST e HELLOWEEN. Mas eu nunca abandonei minhas raízes sertanejas.

E como foi que surgiu a ideia de unir o metal com a música sertaneja?

Zezé Cavaleira: Certo dia, o veado do dono do Black Jack me ouviu cantando Chitãozinho & Xororó e me expulsou do bar. Chateado, um amigo me levou pra afogar as mágoas em um puteiro na “zona” leste da cidade. Avisados que eu era cantor sertanejo, os músicos da “casa” me intimaram para subir ao palco, para cantar “Evidências”, que por sinal era justamente a música que eu cantava quando fui expulso do Black Jack. Por conta do ocorrido, coloquei todo meu coração na hora de cantar. Percebendo minha pegada metal, o guitarrista, que era muito fã de YNGWIE MALMSTEEN e STRATOVARIUS, fez um sinal para o baterista e começaram a acelerar o andamento. Assim nasceu a “Heavydências”! Dois dias depois, fui até o apê do guitarrista e gravamos, bem toscamente e sem qualquer pretensão, esse que foi o primeiro registro metal sertanejo da história e também o embrião do que hoje é a Comitiva. Isso foi em meados de 2004 e em poucos dias a música vazou na internet e teve uma repercussão instantânea.

É verdade que o projeto COMITIVA DO ROCK se consolidou de vez quando você e os demais músicos da banda se encontraram, praticamente sem querer, em um puteiro?

Zezé Cavaleira: Passaram-se quase quatro anos, e numa certa tarde, depois de beber muito, acabei caindo no sono enquanto eu assistia o filme “Dois Filhos de Francisco”. Foi quando uma Vaca Metaleira apareceu para mim, e me disse para e correr atrás dos meus sonhos. No dia seguinte, comprei uma passagem e voltei para terra dos paulistas. À noite, fui visitar uns conterrâneos que cantavam num barzinho sertanejo chamado Biroska, onde conheci o guitarrista Hudson Vai, que tinha visual caubói, mas dizia curtir metal. Um amigo em comum nos chamou para conhecer o Love Story, que não é exatamente um puteiro, mas uma balada frequentada pelas “primas” e simpatizantes, que vão lá pra curtir após o “trabalho”. Chegando lá, esse amigo em comum nos apresentou uns metaleiros que diziam gostar de sertanejo raiz. Todos eles já tinham escutado a “Heavydências” adoraram a mistura. Achamos tudo aquilo curioso, e começamos a falar sobre as bandas e duplas preferidas. Conversa vai, cerveja vem, descobrimos que além de mim, todos ali haviam recebido a misteriosa visita da Vaca Metaleira. Entendemos aquilo como um sinal e decidimos montar uma banda, ali mesmo naquele ambiente repleto de bebida e meninas de boa família (risos).

As influências da COMITIVA DO ROCK são as mais variadas possíveis: do sertanejo ao metal, passando por ícones da música brasileira como Hélio dos Passos e Tetê Spíndola. Como é na hora unir tudo isso para compor o repertório próprio da banda?

Zezé Cavaleira: Na verdade estas são apenas algumas de minhas influências pessoais, que vão muito além. Mas falando na Comitiva, nossa influência principal vem das duplas sertanejas mais tradicionais e os grandes nomes do heavy metal e rock n’ roll. Para nós essa mistura é muito natural, pois metade da banda acompanha uma cantora sertaneja chamada Zoraide e tocam semanalmente um repertório com cerca de oitenta músicas sertanejas, entre clássicos e novos sucessos. Então, apesar de todos virem da escola metal, todos adoram e são muito familiarizados com a música sertaneja. A outra parte da banda, que assim como eu veio do sertanejo, escuta heavy metal o tempo todo. Mas existe um consenso: todos nós adoramos Chaves, a clássica redublagem do filme do Batman (“Bátima - Feira da Fruta”) e a saudosa TV Pirata.

De qualquer forma, a primeira empreitada de vocês – o “CD Promo” – trazia uma formação diferente da atual. Além da entrada de um terceiro guitarrista, o que mais a banda precisou modificar do ano passado para cá?

Zezé Cavaleira: Na verdade, esse “CD Promo” foi totalmente composto e gravado por apenas três pessoas! Eu, nosso guitarrista Hudson Vai, que ao meu lado é co-fundador da Comitiva, e nosso produtor Paulo Anhaia, que além de ajudar nos arranjos, também foi responsável por todos baixos e segundas vozes. Sobre a mudança na formação: em um primeiro momento, a banda foi formada por amigos, que pareciam ter os mesmos gostos e objetivos em comum. Com o tempo, percebemos que aquela não era a formação ideal, seja por limitação técnica ou diferença de interesses. Quando não se tem uma gravadora, patrocínio e nem empresário ricaço colocando você na mídia, as coisas podem demorar muito para acontecer. E se você não gosta realmente do que faz, e ainda não consegue viver disso, fica difícil encontrar motivação. Isso acaba sobrecarregando e atrapalhando os outros que realmente fazem aquilo por amor e trabalham de fato pela banda. Nesse ponto, por questão de sobrevivência, acabou rolando a mudança de formação, mas foi tudo numa boa. Felizmente, a coisa só melhorou de lá pra cá. Fizemos nossos primeiros shows fora de São Paulo e hoje podemos dizer que somos uma banda de verdade, onde todos ajudam a compor, todos gravam e o mais importante: todos gostam do som que fazemos e tem orgulho de estar na Comitiva!

Como foi a repercussão do “CD Promo”, sobretudo em meio ao público?

Zezé Cavaleira: A repercussão tem sido ótima! Desde a mídia especializada, as duplas “homenageadas” (risos), o “povão” e até no público headbanger, conquistamos muitos fãs e admiradores. Claro que sempre tem aqueles mais radicais que não curtem a mistura. A parte boa é que indiretamente estamos fazendo até as crianças e donas de casa curtirem heavy metal! (risos) Graças a essa promo, fizemos hilárias participações no Programa Raul Gil, onde pude reencontrar meu grande amigo Carlão, que é assistente de palco, e muitos anos atrás havia trabalhado comigo no Clube das Mulheres. Também fomos entrevistados pela galera do Pânico! (Jovem Pan) e participamos de muitos outros programas bacanas, todos sempre elogiando as músicas e a qualidade da produção. E o mais legal de tudo é que tivemos essa repercussão toda na grande mídia sendo uma banda totalmente independente, sem recursos e sem ter um CD lançado! Isso sem mencionar que já atingimos quase 400 mil acessos na nossa página do Myspace, que comparado com bandas já consagradas e que estão direto na mídia, é um número bastante expressivo, modéstia à parte. Mas a maior repercussão mesmo sempre veio depois dos shows! A Comitiva é muito visual, então a proposta da banda se torna muito mais completa e atrativa no palco. Em outras palavras, o áudio mostra apenas 50% do que somos. É importante deixar claro que a Comitiva é formada por caras que amam metal, mas que fazem esse som para quem tem senso de humor e mente aberta.

A plateia costuma se identificar com as composições da COMITIVA DO ROCK como, por exemplo, “Amigo Ensaboado (Live in Pelotas)”?

Zezé Cavaleira: Vamos lá: eu conheci um cara em Campinas há muitos “ânus” atrás, que e se dizia meu amigo e certa vez me chamou para beber. Eu paguei pra ele uma garrafa com um litro de 51 e ele me prometeu um “litraço de quatro”! O cara me embebedou e depois me convidou pra tomar um banho frio, alegando que iria me fazer bem. O sabão caiu no chão, ele me pediu para pegar e o resto você já imagina... Conhece aquele ditado, “cu de bêbado não tem dono”? Pois é! O pior de tudo é que na seqüência o tratante se mudou para Pelotas e nem me deixou o telefone! É muito fácil as pessoas contarem vantagem, mas a maioria tem vergonha de admitir quando é passada para trás, leva a pior, ou melhor, toma no cu. Eu preferi transformar o trauma em poesia, até por uma questão de desabafo e superação. Mas sem dúvida, a galera se identifica com as músicas sim, pois sempre vai ter alguém que broxou, um que sofre com a balança, outro que pega ônibus todo dia, o que levou calote de um picareta, aquele que se apaixonou por uma mulher da vida e assim por diante!

Por falar em “Amigo Ensaboado”: como surgiu a oportunidade de gravá-la ao vivo em Pelotas? Os gaúchos se identificaram a temática da composição?

Zezé Cavaleira: Pois bem! Como mencionei, logo após a currada, ou melhor, o “corrido”, o meu amigo se mudou para Pelotas e nunca mais tive notícias dele. Alguns anos depois, a Comitiva foi tocar numa festa universitária em Horizontina (RS). Na volta, eu pedi para o motorista da van fazer uma parada em Pelotas, para eu ver se conseguia localizar meu amigo fujão. Fiquei o dia todo lá e não achei o safado. Já estava escurecendo, e como estávamos muito cansados, resolvermos passar a noite por lá. Para pagar nossa estadia, acabamos fazendo uma jam no principal barzinho local, que por uma incrível “coincidência”, era um point GLS, tchê! Aproveitando que todo nosso equipamento estava na van, gravamos a “Amigo Ensaboado” ao vivo. Afinal, não poderia haver ocasião mais perfeita! Se os gaúchos da cidade se identificaram? Bah! A gravação diz tudo! Enquanto eu cantava, eu via muitos com olhos cheios de lágrimas, cantando a letra comigo. Outros simplesmente se abraçavam e até mesmo se beijavam, provavelmente por distração ou pela emoção do momento. A letra é triste, mas ao mesmo tempo muito romântica, e isso acaba tocando fundo em muita gente.

Como nasceu a chance de contar com a participação especial do Falcão em “Vida de Pedreiro”?

Zezé Cavaleira: Em primeiro lugar, vale deixar claro que o Falcão sempre foi meu grande ídolo e uma de minhas três maiores influências. Quando escrevi a letra de “Vida de Pedreiro”, imediatamente eu visualizei que o Falcão seria o cara perfeito para cantar essa música, representando o papel do trabalhador nordestino, no caso, o pedreiro. Eu até uso um timbre nordestino em trechos de algumas músicas por conta da minha influência. Então eu gravei um demo da música comigo cantando meu “nordestino goiano” (risos) e enviei para o escritório do Falcão, solicitando a contribuição de seu genuíno “nordestino cearense”. No dia seguinte, a empresária dele me retornou, dizendo que o Falcão adorou a música e que topava gravá-la! Foi quando pude conhecer meu grande ídolo Marcondes “Falcão” Maia, que rendeu não só a gravação do áudio desta música como o videoclipe de “Vida de Pedreiro”! Depois de conhecê-lo, me tornei ainda mais fã dele, pois além de um artista genial e muito inteligente, ele é uma pessoa muito humilde e bacana. Inclusive, ele vai participar do nosso show de lançamento do CD, dia 26 de fevereiro no Kazebre!

Outro artista do mesmo tamanho pode aparecer novamente em alguma outra faixa da COMITIVA DO ROCK?

Zezé Cavaleira: Só se for o Sergio Reis, que está pau a pau com ele de tamanho! (risos) Falando sério, o Serjão é outro cara que tenho grande admiração e gostaria de conhecer. Quem sabe, né? Até porque, segundo minha mãezinha, minhas primeiras palavras foram “Menino da Porteira” e “Pinga ni mim!”! (risos) Aliás, você sabia que os filhos do Serjão são roqueiros?! Pois é! Mas sem dúvidas, no próximo CD da Comitiva vai haver novas participações sim, sejam “à altura” do Falcão, ou até um cara bem baixinho (risos).

Para mim, “Jeito de Boneca” é uma das principais composições do repertório da banda. A história da música, digamos que um tanto quanto inusitada, foi baseada em alguma experiência tragicamente verídica?

Zezé Cavaleira: Poxa, você tinha mesmo que tocar nesse assunto né? (risos) Lá em Anápolis não existia esse lance de traveco! Eu via pela televisão a Roberta Close, a Rogéria, mas eu achava que não existiam de verdade. Eu achava que era apenas um personagem, entende? Enfim, eu achava que não existia essa história de mulher com pinto, que era tudo invenção da TV para ganhar audiência. Coisa de caipira cabaço! No dia que montamos a Comitiva, lá no Love Story, chegou uma mina muito gata e me perguntou se eu não queria conhecer o apê dela numa tal de Rua Major Sertório. Eu até tinha estranhado que quando ela me beijava eu sentia uma coisa pressionando minha coxa direita, mas ela disse que era a fivela do “cinto” dela. Não vou ficar entrando em detalhes, mas ela não me deixava apalpar ela direito. Na hora H ela disse que estava “naqueles dias” e me ofereceu a outra entrada. Eu achei vantagem e fiz meu papel como qualquer outro cabra macho faria. O problema é que ficamos namorando por quase três meses e toda vez era a mesma desculpa: “estou naqueles dias”. Até um dia que eu acordei mais cedo para ir ao banheiro e peguei-a mijando de pé! Foi um grande choque, principalmente por descobrir que a ferramenta dela, em repouso, era pelo menos o dobro da minha em ação! Mesmo assim, eu estava apaixonado, e não eram meros 22 cm que iriam fazer diferença nos meus sentimentos. Hoje eu sou muito mais esperto e jamais cairia numa dessas novamente! Apesar de que se for uma Bianca Soares ou uma Patrícia Araújo, acho que eu ia dar uma balançada... Literalmente (risos).

De outro lado, “Leitão” mostra o cotidiano do baixista Ozzy Menotti?

Zezé Cavaleira: Na verdade, retrata o drama de muita gente, inclusive o dele. Há cerca de dois anos atrás, eu estava pesando 114 kg e minha esposa não queria mais fazer papai-e-mamãe comigo, pois disse que ficava com falta de ar. Para piorar, ela reclamava que meu pipi estava ficando cada vez menor. Então juntei uma grana numas lutas de sumô e me internei no famoso SPA 7 Voltas, no interior de São Paulo. No segundo dia, na sala de ginástica, eu avistei um gordinho simpático com 1,90 m de altura. O cara usava uma saia kilt igualzinha do Axl Rose e uma camisa do GRAVE DIGGER. Aquilo me chamou a atenção e, ao me aproximar, percebi que ele estava cantando a música “Leilão” da dupla César Menotti & Fabiano. Descobri que ele curtia metal, era baixista, mas também acompanhava uma cantora sertaneja. Começamos a conversar sobre o SPA e dizer o quanto era complicado deixar de comer tudo que tinha vontade para se adequar aos padrões estéticos de uma sociedade cruel e preconceituosa. Ele desabafou comigo que a mina dele falava todo dia que ele tinha que emagrecer, pois ela já estava ficando achatada. Assim nasceu a “Leitão”. Uma homenagem aos gordinhos, e ao mesmo tempo, um grito de protesto. Há pouco tempo, tive o prazer de conhecer pessoalmente a dupla e Fabiano me disse que já conhecia a “Leitão” e morreu de rir com nossa versão! O cara foi maneiro, tiramos fotos e disse que quer ir num show nosso! Por ironia do destino, dois anos mais tarde aquele mesmo gordinho que conheci no SPA e me ajudou a inspirar essa música se tornou o baixista da Comitiva! Assim como o nome do SPA, o mundo dá voltas! (risos)

Depois do sucesso do clipe para “Jeito de Boneca”, a banda recentemente disponibilizou um vídeo para a nova faixa, “Troca o Óleo”. Como está a repercussão da banda através do audiovisual?

Zezé Cavaleira: A repercussão está fantástica! Para você ter uma idéia, no dia seguinte que colocamos no ar já fomos destaque no jornal nLeitura Dinâmica (RedeTV!), no site Porteira Brasil, que é o maior e mais importante site sertanejo que existe, e até no site da revista Contigo! O retorno dos internautas que ainda não nos conheciam também foi legal demais! Em apenas uma semana, foram dez mil acessos. Este termômetro foi muito importante para a gente, pois este foi o primeiro clipe com a nova formação da Comitiva e a aprovação da galera foi total. Estamos muito felizes e animados com o resultado. E outra, não é todo dia que se mistura OZZY OSBOURNE e Luan Santana, né? (risos) Minha mãezinha lá em Goiás deve estar muito orgulhosa de mim (risos).

A COMITIVA DO ROCK fez uma bonita homenagem aos Emos, que está disponível no Myspace da banda. O que vocês pensam sobre esse movimento tão sinistro e, ao mesmo tempo, tão tocante?

Zezé Cavaleira: Nós achamos todos eles muito fofos e a homenagem foi mais que sincera! (risos) O mais irônico é que nosso produtor é o cara que gravou todas essas bandas. Pena que na época que gravamos ainda não existia o RESTART, que é o ápice desse movimento! Mas isso não atrapalha em nada, pois adaptamos alguns trechos da “Sentei” ao vivo para honrar a memória do RESTART! (risos) Na verdade, eu até gosto deles, pois eu adorava assistir o Teletubbies, então quando soube que aquelas criaturinhas fofas e coloridas montaram uma banda, achei do caralho! (risos) Para você ter uma noção, a montagem que colocamos no Youtube em apenas dois dias já tinha ultrapassado nove mil acessos. Não durou nem mais um dia no ar! Os emos ficaram tão magoadinhos conosco que entupiram a central do Youtube com centenas de denuncias de conteúdo ofensivo e inadequado (risos). Ah, e tem outro lance irônico que preciso contar! A base da “Sentei” é inspirada na “Heman” e o próprio Luciano Nassyn, que gravou a versão original quando criança no Trem da Alegria, é um grande fã da Comitiva e adorou a nossa versão. E acredite, o cara está usando cabelo emo! Bem naquele estilo “calopsita molhada”, manja?

De qualquer forma, essa música se distancia um pouco da proposta da banda. Correto?

Zezé Cavaleira: Apesar da “Sentei” fazer muito sucesso na internet e nos nossos shows, ela foge do nosso contexto metal sertanejo. Então consideramos essa ”EMOnagem” como um lado B do repertório da Comitiva. Além dela, temos outras músicas que pertencem a esse nosso lado B, mas que adoramos tocar. Por exemplo, nossa versão para o tema do Cavaleiros do Zodíaco, que fizemos para nosso público Anime. E também uma versão para “Rebellion”, do GRAVE DIGGER, que tocamos desde nosso primeiro show, mas só agora gravamos em estúdio, e muito em breve estará no ar!

O primeiro álbum da COMITIVA DO ROCK, intitulado “Vaca é a Mãe!”, chegará às lojas muito em breve. Como está a expectativa para o lançamento desse disco?

Zezé Cavaleira: A expectativa está das melhores! Afinal, estamos gravando este CD desde 2008 e, por falta de grana, só conseguimos terminar agora! Por conta de toda essa dificuldade, esse lançamento oficial significa muito para a gente. Neste exato momento, estamos negociando o lançamento e distribuição por uma gravadora muito legal, que inclusive tem vários títulos de metal. Estamos bastante animados e vai ser uma parceria bem bacana, que vai permitir que a galera do Brasil todo tenha acesso fácil ao nosso CD.

Os fãs podem (ou devem) esperar alguma surpresa em “Vaca é a Mãe!”?

Zezé Cavaleira: Sem dúvidas! Os fãs terão surpresas sim! O CD traz alguns bônus em relação ao CD promo e, entre eles, uma música que já tocamos nos nossos shows, que mistura ELVIS PRESLEY, METALLICA e Zezé Di Camargo! (risos) Sem falar que possui uma capa inédita assinada pelo artista Walter Jr. e um encarte recheado de fotos insanas e com umas quatorze ilustrações, feitas por Fernando Arcon, desenhista oficial do gibi do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Estamos muito orgulhosos pelo resultado final e tenho certeza que os fãs que comprarem o CD ficarão muito satisfeitos pelo investimento!

O que as pessoas podem esperar dos shows de vocês? A Vaca Metaleira marca presença nas apresentações ao vivo também?

Zezé Cavaleira: Não apenas nos shows, mas nos clipes e em todos os programas que participamos. A maioria das bandas tem como figura central o vocalista, mas no nosso caso é a vaca. Ela não é apenas a principal integrante, como também nossa mascote oficial, nossa guru, e claro, nossa “vaca madrinha”! Afinal, foi ela quem montou esta banda. Não por acaso, o título do nosso CD oficial é “Vaca é a Mãe!”. Nos shows, quando ela entra no palco é sempre o ponto alto, e a galera vai à loucura! Todos amam a vaca! Ela inclusive divide os vocais comigo numa música. Ela canta ELVIS PRESLEY muito bem e apesar de ser uma vaca, ela mexe muito com as mulheres! (risos)

Depois que sair o “Vaca é a Mãe!”, qual será o próximo passo da banda? Vocês pretendem iniciar uma turnê, já pensam em um segundo disco ou irão passar um período de férias no interior de Goiás?

Zezé Cavaleira: Com essa nova formação, estamos em pleno vapor compondo e gravando as demos do material novo! Em breve entraremos em estúdio com nosso produtor Paulo Anhaia. Mas propostas de shows estão surgindo cada vez mais e adoramos tocar. Ver o público agitando e cantando todas suas músicas é a melhor sensação que existe! No que depender de nós, vamos tocar em todas as partes do Brasil, no Raul Gil, no Rock in Rio, e até na puta que pariu! (risos) Mas posso adiantar que as novas músicas estão muito legais, tem muita coisa boa vindo por aí e a Comitiva ainda tem muito metal sertanejo para mostrar.

Zezé, muito obrigado pela entrevista. Deixo esse espaço para as últimas considerações e uma palavra final para os leitores do Whiplash!.

Zezé Cavaleira: Em nome de toda a Comitiva, sou eu quem deve agradecer a você e ao JPA pelo espaço no site de rock/metal mais importante e respeitado do Brasil! Aos leitores, muito obrigado pela paciência em ler tudo! (risos) Peço que continuem apoiando o metal e a união das tribos! Digam não ao radicalismo e procurem se divertir e levar a vida mais na esportiva, pois ela passa muito rápido! E claro, comprem nosso CD “Vaca é a Mãe!” e apareçam no nosso show de lançamento, dia 26 de fevereiro no Kazebre! Vocês não irão se arrepender! Prometemos muito metal e diversão garantida! Valeu galera!

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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