Em 22/01/2011 | Sodom: "queríamos ser mais rápidos que o Metallica"

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Sodom: "queríamos ser mais rápidos que o Metallica"

Traduzido por Francisco Silva Júnior | Fonte: About.com

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O último disco da lendária banda de thrash metal alemão SODOM se chama "In War and Pieces". Após quase 30 anos, a banda continua forte. Chad Bowar, do site About.com, conversou com o vocalista/baixista Tom Angelripper sobre o novo CD, sua experiência com o produtor Waldemar Sorychta, seus DVDs lançados recentemente, a possibilidade de uma turnê do "Big 3" do thrash metal alemão e outros assuntos.

Chad Bowar: Recentemente, vocês mudaram o baterista da banda. Como isso aconteceu?

Tom Angelripper: Bobby (Schottkowski) deixou a banda por causa de alguns problemas pessoais. O novo baterista (Makka Freiwald) é um amigo meu. Ele tocou no DESPAIR e no VOODOO CULT. Tocou também no KREATOR, quando Ventor deixou a banda nos anos 90. Ele é um baterista muito bom, um bom rapaz, um grande amigo nosso.

Chad: Waldemar Sorychta (Grip Inc., Enemy Of The Sun) produziu o CD mais recente da banda, "In War And Pieces". Como vocês decidiram trabalhar com ele?

Tom: Eu conheci Waldemar no "Hard Rock Festival", na Alemanha. Nós conversamos sobre o novo álbum do SODOM e ele disse que estava muito interessado em produzir uma banda de thrash metal. Ele é um músico e produtor muito bom e já produziu um monte de outras bandas. Foi muito importante para nós gastar o dinheiro com um produtor em vez de alugar um estúdio, fazendo nós mesmos e tendo feito tudo em duas semanas. Waldemar disse que poderíamos gravar até que todos ficassem satisfeitos em seu estúdio. Foi incrível. Ele é o melhor produtor que já tivemos. Fizemos a pré-produção e ele pode aprender mais sobre as músicas. Foi fantástico.

Chad: Ele deu muitos palpites, tanto para alterar como para ajustar o material?

Tom: Ele tinha muitas boas ideias. Ele nos ajudou a organizar as músicas, colocando um refrão aqui ou um solo de guitarra ali. Ele tinha um monte de palpites para as músicas. Eu fiquei muito satisfeito com isso. Quando eu fiz os vocais, ele me disse para cantar de diferentes maneiras. Dessa forma, quando ele fosse mixar, ele poderia escolher o que ele queria para obter os melhores resultados possíveis. Para mim, isto foi importante para obter um som melhor. Eu quero ter as guitarras mais perto das orelhas, eu quero ter um vocal mais agressivo. Nós não mudamos o nosso som, mas nós temos uma produção melhor.

Chad: Que tipo de temas foram abordados neste álbum?

Tom: Há muita coisa no mundo sobre o qual se pode escrever. Ao assistir o noticiário ou ler o jornal, vemos que existem muitas coisas ruins acontecendo. Eu acho que uma banda de thrash metal tem que escrever sobre essas coisas ruins. Às vezes, eu acordo no meio da noite e escrevo as ideias para as letras. Mas não podemos mudar nada. Nós podemos apenas descrever o quão ruim as coisas podem ser como as guerras. Eu quero escrever letras sobre a vida. Meu sonho é viver em um mundo pacífico. Eu não posso mudar as coisas, mas eu posso escrever as coisas e gritar sobre isso no palco.

Chad: O álbum foi lançado na Europa um pouco antes. Como tem sido a resposta?

Tom: É fantástico. Nós temos muitas boas críticas de revistas. As pessoas gostaram dele. É importante para mim que os fãs gostem. Você não quer deixar os fãs desapontados com um álbum novo do SODOM. Alguns críticos dizem que é o melhor álbum do SODOM. Alguns o comparam ao "Agent Orange", coisa que eu não faço. Eu nunca comparo álbuns. Estamos satisfeitos e a gravadora está satisfeita também. A SPV é uma marca nova atualmente. Um monte de bandas foram para outras gravadoras, e queremos dar a ela uma chance. O SODOM é a maior banda da SPV e agora temos mais atividade promocional.

Chad: Quais são suas expectativas do álbum nos EUA?

Tom: Espero que os fãs americanos gostem dele. Meu sonho é fazer uma turnê nos Estados Unidos. Nós nunca tivemos uma chance real. A última vez que tínhamos de ir, tivemos problemas com vistos e papeis. Vamos tentar este ano fazer uma turnê lá.

Chad: Você está fazendo a "70,000 tons of Metal Cruise". Você já tocou em um navio antes?

Tom: Sim, nós tocamos em um pequeno barco na Escandinávia. Este é um grande navio. Será o primeiro show com o nosso novo baterista, e nós estamos focando no futuro. Estaremos a bordo do navio por 4 ou 5 dias, por isso é também uma espécie de férias para nós. Nós podemos relaxar um pouco e sair com outras bandas. Eu sou um fã de metal e estou ansioso para ver outras bandas.

Chad: Quando vocês estão em turnê, é difícil montar um setlist?

Chad: Sim, é um problema. Agora vamos tocar três ou quatro músicas do novo álbum. Temos também os clássicos que temos que tocar e colocar algumas raridades do repertório também. Há sempre músicas que não podemos tocar, mas o que podemos fazer? Tentamos escolher um setlist bom para todos. É uma coisa difícil de fazer.

Chad: No ano passado, vocês lançaram o DVD "Lords Of Depravity II", que é uma extensa história da banda. Como foi o trabalho de juntar tudo?

Tom: Foi muito trabalho. Eu tive que fazer telefonemas a ex-membros, obter fotos, etc. Tínhamos muito vídeo para ver e decidir o que usar para o DVD. Foi um trabalho duro. Levou meio ano para produzir tudo. Eu gostaria que mais bandas fizessem esse tipo de documentário. Estou muito feliz, pois fomos capazes de terminar ambas as partes em três anos.

Chad: Foi difícil encontrar alguns desses ex-membros?

Tom: Sim. Foi um problema encontrar Chris Witchhunter, porque ele ainda estava chateado por eu tê-lo dispensado da banda em 1992. Ele disse que se nós lhe déssemos algum dinheiro, ele ia fazer a entrevista para o DVD. Então eu lhe dei 500 euros para uma entrevista de 20 minutos. Eu fiquei feliz por ele ter feito a entrevista, porque ele foi um dos primeiros membros, um dos ex-membros mais importantes (Witchhunter faleceu em 2008). Aproveitar essas entrevistas com ex-membros foi uma parte importante do DVD, e o tornou muito mais interessante.

Chad: Será que o Sodom daqui a 10 ou 15 anos será capaz de fazer um terceiro DVD?

Tom: Eu não sei. Eu não posso parar de coletar material. Quando estamos fazendo shows eu sempre estou com minha câmara gravando tudo. Mas para fazer um terceiro DVD, teria que ser algo especial. Estou ansioso para tocar o novo álbum na turnê. Vamos ver o que acontece.

Chad: O "Big 4" dos thrash metal americano percorreu a Europa no ano passado. Quando foi a última vez que o "Big 3" do thrash metal alemão (SODOM, KREATOR, DESTRUCTION) fez uma turnê juntos?

Tom: Nós tocamos em 2000 e 2001. Foi uma grande turnê. Eu sempre falo sobre isso com Schmier do Destruction e Mille do Kreator. O problema não é com as bandas, é que todos nós temos gravadoras diferentes, diferentes empresas e agentes de viagens que seguem seus próprios interesses. Coordenar os horários é difícil também. É definitivamente um sonho. Nós não precisamos de seis semanas, apenas alguns shows na Europa, América do Norte, América do Sul, em qualquer lugar. Estamos todos envelhecendo. Precisamos fazer isso agora.

Chad: Como você começou na música?

Tom: Nós começamos a banda em 1982. O único que tocava um instrumento era Chris Witchhunter. Agressor disse que queria tocar guitarra, então eu tinha que tocar baixo. Eu nunca tinha tocado baixo. Eu fui à loja, comprei um baixo barato e nós começamos a tocar. Cerca de um ano depois, fizemos a primeira demo chamada "Witching Metal". Nós estávamos muito inspirados em VENOM, MOTORHEAD e coisas antigas. Queríamos ser mais pesados que o VENOM e mais rápidos que o METALLICA. Esse era o nosso objetivo. Nós nunca desistimos.

Chad: Quanto tempo você levou para se sentir confortável como baixista?

Tom: Pelo menos uns dois anos. Os primeiros shows foram terríveis. Em 1986, quando tocamos na turnê do "Obsessed By Cruelty", me senti confortável. Eu podia tocar baixo, eu podia cantar e não esquecer as letras. Leva anos para aprender um instrumento, mas pelo menos podemos tocar nossas canções.

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Sobre Francisco Silva Júnior

Francisco nasceu e mora em Natal/RN. Escuta rock desde 1996, quando ouviu o disco “Dois” da Legião Urbana. A partir daí, não parou mais. Ouvia bastante Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains, Silverchair e outras, quando mais jovem. É engenheiro de computação e trabalha como professor do serviço público federal. Atualmente, dedica algumas horas de seu tempo como vocalista e guitarrista de uma banda. Curte todos os estilos e sub-estilos do rock e do metal, mas hoje em dia, tem preferência por jovens bandas britânicas como Oasis, Radiohead, Muse, Keane e Arctic Monkeys.

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