Rob Laing, da revista Guitarist, do Reino Unido, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista/vocalista Mikael Åkerfeldt, da banda de metal extremo progressivo OPETH. Alguns trechos da conversa podem ser vistos abaixo.
Guitarist: Uma pergunta difícil, mas, passados 20 anos, quais são suas maiores realizações?
Åkerfeldt: Realmente é uma pergunta difícil. Eu não me sinto especificamente orgulhoso no sentido de, “Ei, olhe para mim. Eu fiz isso e aquilo”. Fico feliz com cada álbum novo que lançamos.
Guitarist: E tudo sem comprometimentos...
Åkerfeldt: Sim, definitivamente. Musicalmente, não me comprometo com ninguém. Se você me pedir pra fazer de um jeito, pode ir plantar batata, se é que você me entende. Uma vez que as músicas e letras estão prontas, eu sou igual a uma prostituta. Se for o que a gravadora quer que eu faça – farei as entrevistas, farei o que for necessário para a promoção do álbum, do nosso trabalho. Mas com relação à música, isso é da minha conta. Viro o diabo quando as pessoas chegam querendo interferir nas músicas. Não a banda – isso não é nenhum problema – mas se um executivo da gravadora chegasse e me dissesse: “Esse riff não está bom”, eu provavelmente daria uma cabeçada nele. “Cala a boca e venda o álbum!”
Guitarist: Você mencionou recentemente que há a possibilidade de você gravar um álbum solo acústico – ainda pensa nisso?
Åkerfeldt: Sim, claro. Na verdade estou trabalhando em uma música para esse álbum agora. Estou trabalhando numa música para o OPETH e uma música para o solo. Mas fiz uma linha vocal que ficou horrível! Tenho que fazer algo melhor. Essa coisa com o “álbum solo” pode nem acontecer, mas é algo que quero fazer para mim – produzir um álbum do zero em meu home studio sem ajuda de ninguém.
Guitarist: O OPETH está crescendo com o passar do tempo. As pressões da parte dos negócios aumentaram sobre você pessoalmente?
Åkerfeldt: Sim, há muita pressão. Quando o álbum fica pronto, acaba o sossego. Eu imediatamente passo por quatro semanas de viagens para coletivas de imprensa e mais outras duas semanas de ligações telefônicas também para imprensa. Então começa a turnê, e há entrevistas todos os dias da turnê. E um monte de gente quer falar comigo porque eu componho a maioria das músicas e escrevo as letras; sou o vocalista. Então eu entendo, mas é entediante demais. Então, pessoalmente, há uma pressão gigantesca sobre mim o tempo todo. Mas estou tentando envolver mais os caras – especialmente nas entrevistas, me ajudando e acho que importante para eles porque eu tenho a tendência de ser centralizador sobre a música e é importante para eles ter uma opinião. Quero que eles participem mais das entrevistas. Eles não querem necessariamente, mas eu quero participar menos! Quando o OPETH aparece numa revista, não quero que seja apenas eu na capa, quero que seja a banda.
Leia a entrevista na íntegra na Guitarist Magazine.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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