Clutch: nunca nos curvamos ao que as gravadoras queriam

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Clutch: nunca nos curvamos ao que as gravadoras queriam

Traduzido por Nathália Plá | Fonte: Blabbermouth.net

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Charlie Doherty, do Blogcritics.org, entrevistou recentemente o cantor/guitarrista Neil Fallon do CLUTCH. Seguem alguns trechos da conversa.

Blogcritics.org: Queria fazer uma pergunta genérica sobre o processo de composição. Como ele evoluiu ao longo dos anos entre vocês quatro desde o quando vocês começara até o "Strange Cousins From The West" [último álbum]? Vocês fazem algo diferente quando estão em uma Jam session ou em um estúdio?

Fallon: Não, é bem parecido ao que era quando começamos a fazer som juntos nas bandas de escola em 88/89. A única coisa que mudou realmente é o local e a tecnologia. Nós vamos para o porão do Jean-Paul [baterista] onde a bateria está e mandamos alguns riffs. Então esses caras esperam pacientemente eu escrever as letras. Eu sou terrivelmente lento nisso. Sabe, uma coisa que aprendemos é que sempre é melhor testar a música no palco porque algumas vezes uma coisa soa muito bem no estúdio e depois não fica tão boa da forma como você acha que deveria. Mas é só uma parte do processo de aprendizagem.

Blogcritics.org: Vocês tem seu próprio selo agora [Weathermaker Music]. Isso dá um maior controle criativo quando se trata de gravar um álbum de estúdio como o "Strange Cousins", ou ao menos um pouco mais do que vocês teriam com o DRT ou outro selo?

Fallon: Bem, acho que uma das razões pelas quais sempre fomos meio que habitualmente largados pelos selos é porque nunca os deixamos ditar o que fazíamos. Então eu não acho que temos mais controle criativo porque acho que sempre tivemos esse controle total. Mas o que é diferente é que podemos ditar a sequencia dos eventos, deixá-la a nosso gosto, enquanto selos de gravadoras acreditam religiosamente em algo chamado ciclo de um álbum, o que acho que é uma grande bobagem. Então ao invés de dar um tempo de dois anos entre discos nós podemos lançá-los o quão rápido quisermos. Não é difícil na verdade, é só que quanto menas pessoas envolvidas, melhor parece encaminhar.

Blogcritics.org: Vocês conseguiram agora com a Weathermaker os direitos sobre "Blast Tyrant", "From Beale Street To Oblivion" and "Robot Hive/Exodus" [álbuns do CLUTCH] e todos eles estão sendo relançados nesse ano sendo que o "Beale St." já saiu. Vocês tiveram de lutar muito com a DRT para conseguirem esses discos de volta ou foi uma transição tranqüila.

Fallon: Não, foi bem complicado por mais ou menos um ano e meio. Nós já tínhamos completado nosso contrato mas a coisa foi que a DRT parou de pagar nossos royalties porque eles eram péssimos negociantes. Então nós os processamos. Eles não podiam nos pagar o que nos deviam, então, para encurtar a história, o juiz nos devolveu os direitos desses álbuns no lugar do dinheiro que eles nos deviam e que não veríamos de qualquer forma. Então, por mais que quisesse ter recebido o que era devido, eu acho que é meio que uma benção disfarçada, porque esses discos não estão nas lojas há anos.

Blogcritics.org: Vendo que vocês quase sempre estão compondo e gravando, há alguma música nova ou talvez sobras do "Strange Cousins" que vocês tocarão na turnê que está por vir?

Fallon: Bem, estivemos compondo, mas o que acontece é que nós meio que estamos tocando algumas músicas no estilo acústico por causa do acústico que fizemos em Bonnaroo nesse verão. E decidimos gravar isso. Não é puramente acústico porque eu toquei numa guitarra elétrica. Então podemos soltar isso nessa turnê. É difícil dizer, mas assim que terminarmos essa turnê (ele se corrige), provavelmente nessa turnê, nós realmente vamos começar a compor material novo.

Blogcritics.org: Uma das coisas que adoro no "Blast Tyrant" são os acústicos no disco. Vocês se vêem no futuro fazendo uma turnê ou gravando um disco só de canções acústicas?

Fallon: É uma idéia legal, mas é algo com que lutamos, se você faz um acústico e põe baixo elétrico, isto abre a possibilidade de outras coisas elétricas. E acho que para nós é uma filosofia mais maleável. Acho que esse EP vai ser assim [um lançamento com base acústica]. Gravamos nove músicas. Não acho que todas vão passar, mas quem sabe, talvez seja o começo de um novo disco e nós não sabemos ainda.

Leia a entrevista completa (em inglês) no Blogcritics.org.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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