Peter Atkinson, do Knac.com, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista do SLAYER, Kerry King. Trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
Dada a cirurgia no pescoço, como Tom (Araya, baixista/vocalista do SLAYER) tem lidado com a agenda lotada que vocês tiveram e irão ter?
King: Ele está indo bem, até agora. Ele não está batendo cabeça. Não pode. Estive falando com ele que assim que ele estiver se sentindo bem, ele vai ultrapassar a nós todos, porque estamos nos esfolando todos os dias.
Pelo fato de Tom não poder se esforçar o quanto ele está acostumado, você e Jeff (Hanneman, guitarrista) sentem a necessidade de compensar, se esforçar um pouco mais no palco para fazer a diferença?
King: Eu acho que sempre fazemos o mesmo show, mais ou menos. Não somos o tipo de banda que fica correndo, subindo em rampas ou tem aquele monte de movimentos no palco, ou qualquer tipo de coisa como essa. Nós focamos em tocar o mais pesado e sermos o mais precisos possível. Acho que não há nada mais que fazemos, mas eu sei que ele (Tom) não pode, então talvez eu tente aparecer um pouco mais, sem parecer retardado. Se acontecer de nós precisarmos fazer algo mais, acho que não há nada mais a ser feito (risadas). Entendeu?
Talvez seja hora de usar uns lasers ou algo do tipo?
King: Provavelmente não (risadas), porque o METALLICA acabou de fazer isso e não queremos nenhuma comparação, “Oh, eles estão fazendo isso só porque eles viram o METALLICA fazer.”
Acho que isso levaria à próxima pergunta óbvia: o que você acha dos shows que vocês fizeram como eles e com o “Big Four” (METALLICA, SLAYER, MEGADETH e ANTHRAX)?
King: Eles foram excepcionais, foi incrível. O engraçado é que nós chegamos lá achando que vamos ser todos nós juntos no mesmo palco e houve alguns shows em que MEGADETH e ANTHRAX estavam em palcos diferentes de nós e METALLICA, o que acaba minando o propósito de chamar de “Big Four”. Mas os que foram ANTHRAX, MEGADETH, nós e METALLICA, foram ótimos.
Eu perguntei para Joey Belladonna, do ANTHRAX, sobre a possibilidade de mais shows nos EUA e ele disse que as bandas estavam pensando nisso. Você também pensa dessa forma?
King: É difícil dizer, porque há tantas coisas no âmbito logístico que têm que acontecer. Já é bastante difícil juntar duas bandas, imagine quatro bandas que estão acostumadas a serem as bandas principais individualmente. Então fazer a coisa toda acontecer será difícil. Mas quando a turnê “American Carnage” se iniciou em San Francisco há mais ou menos uma semana atrás, nós vimos Lars (Ulrich) e James (Hetfield, do METALLICA). As bandas definitivamente estão se entendendo e, até onde tenho conhecimento, todo mundo está pensando nisso.
Todas as notícias que eu li sobre os shows do “Big Four” os fizeram parecer um antigo e adorado festival.
King: Eu não sei se eu chamaria assim (risadas). Mas apesar de todos os problemas que aconteceram entre as pessoas, entre as diferentes bandas com o passar dos anos, especialmente na impressa, é engraçado o que acontece quando você junta todo mundo no mesmo lugar. Eu acho que todo mundo queria se dar bem um com o outro, então foi legal.
Posto que no ano que será o trigésimo aniversário da banda, vocês têm algo especial em andamento?
King: Ainda não temos planos, mas isso não significa que nada irá acontecer. Parece que tudo o que fizemos nos últimos anos tem sido especial por algum motivo: o “Reign (in Blood)”, shows com os chuveiros de sangue foram muito legais, fazer uma turnê com o (Marylin) Manson algumas vezes foi legal, os shows do “Big Four”, a turnê que está para acontecer. Então está cada vez mais difícil ultrapassar o que já fizemos. Talvez pensemos em algo.
Visto que você mencionou os pontos altos, quais você diria que foram os pontos mais baixos de sua longa carreira?
King: Mudar de baterista cinco ou seis vezes não foi muito divertido. Provavelmente o pior foi esperar o Tom melhorar da cirurgia. Nós tínhamos o novo álbum pronto, estávamos prontos para sair, todo mundo louco para ver o SLAYER em turnê ao redor do mundo e de repente lá estamos nós parados por seis ou sete meses. Mas você tem que fazer o que tem que fazer, e o Tom tinha que fazer a cirurgia para poder continuar a fazer música. Então, agora estamos compensando isso tudo.
Leia a entrevista na íntegra no Knac.com.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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