Jon Wiederhorn, do AOL Noisecreep, recentemente entrevistou o vocalista dos metaleiros de Richmond, Virginia, LAMB OF GOD. Seguem alguns trechos da conversa.
Noisecreep: Quem foram suas maiores inspirações como músico?
Blythe: Eu adorava Henry Rollins e Nick Cave. David Yow do JESUS LIZARD foi uma enorme influência para mim porque ele é simplesmente louco. Eu os vi tantas vezes. Ele é uma aberração e é perturbador assistir. Ele é um cara velho agora e ainda manda ver. Eu adoro o jeito como ele lida com as pessoas impertinentes. Ele totalmente os destrói quando mexem com ele. No último show que eu vi, um cara tava mexendo com ele na primeira fila, e o Yow pegou o microfone e acertou bem na testa do cara. E ele estava repreendendo ele igual um professor. Ele disse, 'Isso vai ensiná-lo uma lição, seu abusado'. E o cara ficou lá sentado e sangrando pela cabeça. Ele é um cara incrível.
Noisecreep: Ser imprevisível deixa as apresentações diferente para você?
Blythe: Bem, fazer sempre a mesma coisa de novo e de novo, é difícil não cair na rotina. Eu certamente gosto de me divertir, e ser imprevisível é muito mais divertido para mim do que fazer a mesma coisa de novo e de novo. Eu gosto quando você nunca sabe o que vai acontecer quando vê essas bandas, e você pode ter alguma história pra contar ao invés de, 'Ah, eu fui lá e machuquei meu pescoço de tanto bater cabeça'. Eu quero ver um cara fazer alguma coisa maluca. Mas eu não tenho muita emoção – uma joelhada no meio de trombadas com pessoas – quando como eu tinha 16 anos e provocava todo mundo e usava um moicano idiota. Eu entrava numa loja e as pessoas ficavam me olhando. E eu tipo, 'Por que eles tão me encarando?!!' 'Dã, porque você tem um moicano verde de 60 cm de altura, seu cuzão'. Mas isso parece muito infantil agora. Todos nós passamos por essa fase, mas ainda há um diabinho em mim que ri quando alguém fica perturbado".
Noisecreep: Você costumava falar o que pensa no palco sobre a guerra no Iraque e a administração do Bush. Você acha que ser politizado no palco pode impactar o público?
Blythe: Eu não sei. Agora, eu prefiro fazer isso de forma lírica. Ninguém vai a um show de heavy metal para ouvir um cara lá pregando. Eu não serei um bom líder enquanto essa coisa de falar com o povo continuar, de qualquer forma. É algo que eu tive de aprender a fazer. É tipo doloroso pra mim. Mas como nosso público aumentou isso foi algo que minha banda conversou comigo a respeito. Eu sinto falta dos velhos tempos quando você simplesmente pulava no palco e jogava garrafas de cerveja nas pessoas, na maioria das vezes. Mas eu não quero realmente escutar ninguém pregando, então eu tento não pregar. Eu vou dizer algumas coisas, uma vez ou outra, mas principalmente eu tento transmitir o que me preocupa, aflige ou irrita através das minhas letras. O mundo não deixou de ser maluco, caótico, irado e na verdade está só piorando. Talvez é uma das razões pelas quais eu continuo fazendo isso.
Leia a entrevista inteira (em inglês) no link abaixo.
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Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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