A jornalista Jessica VanZalen, do jornal The Arizona Republic, conduziu uma entrevista com o vocalista, guitarrista e principal compositor do MEGADETH, Dave Mustaine, sobre sua recém-lançada autobiografia, "Mustaine: a Heavy Metal Memoir". Confira abaixo alguns trechos da conversa.
The Arizona Republic: Como você tem equilibrado a turnê de divulgação do livro com a turnê de shows ao vivo?
Mustaine: "Tem consumido muito tempo, mas também é realmente divertido. É simplesmente uma benção ser capaz de fazer algo diferente e ser aceito por isso."
The Arizona Republic: Por que você decidiu escrever o livro?
Mustaine: "Há uma diferença entre alguém escrever uma história sobre você e você escrever uma sobre si mesmo. Eu queria que fosse a verdade e eu queria que fosse uma espécie de testemunho da minha vida e como eu me tornei vitorioso sobre todos os obstáculos que tive enquanto crescia."
The Arizona Republic: Por que você quis fazer isso agora?
Mustaine: "Eu tenho quase 50 anos, e, daqui a alguns anos, os jovens não vão se importar comigo, e eu quero me certificar de que eu possa compartilhar todas essas vitórias pessoais que tive com esses garotos antes que o que eu diga ou faça não importe mais. Independentemente se sou eu ou não, é uma provação humana e é vitória pessoal e eu amo dividir isso com as pessoas. Eu sou exatamente como qualquer um. Eu fico feliz, fico triste, rio, choro, fico puto. No meu caso, o problema foi por causa de todas as drogas e álcool e abuso, você toma muitas decisões ruins e decisões ruins são seguidas de pessoas ruins, e você começa a realmente afundar na sua mente, e humor, e atitudes."
The Arizona Republic: Você esperava que isso esclarecesse algumas conclusões equivocadas sobre você?
Mustaine: "As disputas. Aquilo era uma coisa que já acabou há tanto tempo. Nós vínhamos dizendo, 'Não há disputa', 'Não há disputa'. E aí alguém diria algo antagônico ou provocativo na imprensa e isso puxava um de nós para isso, e trazia tudo à tona novamente. Não era nenhum de nós porque nós todos nos amamos. E é um testemunho disso o fato de que fizemos esses shows juntos e estamos fazendo esse fantástico DVD ao vivo e o fato de que todos subimos no palco e tocamos juntos."
The Arizona Republic: Como foi isso?
Mustaine: "A coisa fantástica foi que, quando a canção acabou, eu abracei o Kirk [Hammett, guitarra] e o Lars [Ulrich, bateria], e quando eu abracei o James [Hetfield, guitarra e vocal, todos do METALLICA], a multidão explodiu em aprovação e aplausos mais altos do que quando tocamos a música [Am I Evil?, do Diamond Head]. Eles estavam esperando para nos ver tendo algum tipo de demonstração pública de reconciliação."
Leia a entrevista na íntegra, em inglês, no Arizona Republic.
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Carioca, jornalista por profissão e roqueiro de nascença, Gabriel teve o primeiro contato direto com o rock and roll ao ouvir o álbum de estreia do Black Sabbath em um velho vinil de seu pai. Garoto do século 20, nascido em 1984, é absolutamente fascinado por tudo o que envolve o estilo, da música à mitologia. Canta na banda Six Pack Wonder, escuta de Backyard Babies a Strapping Young Lad, ama The Wildhearts e segue fielmente os ensinamentos de Lemmy e Danko Jones. Escreve no Twitter em http://twitter.com/gabrielccosta.
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