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Dave Mustaine: "eu não sou um bom mentiroso"

Traduzido por Nathália Paccelly | Fonte: ChartAttack |

Matt Blair, do site ChartAttack.com, entrevistou Dave Mustaine recentemente. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

ChartAttack.com: Você está equilibrando uma turnê e o lançamento do seu livro. E você mencionou no livro que você tem um foco renovado em sua família, mas você faz um trabalho que o mantém na estrada devido à sua natureza. Que tipo de mudanças você teve que fazer para manter sua família em foco?

Mustaine: Bem, muito disso foi - você sabe, apenas através de minha fé e resolvendo a minha vida - isto me fez parecer mais agradável para minha família. Eles querem estar mais perto de mim agora. Há um monte de coisas que transpareceram depois desse processo de recuperação que fez de mim um marido melhor e um pai melhor. A resposta para a sua pergunta é que eles querem estar perto de mim agora e já demonstraram isso ao ingressar na turnê comigo. Nós temos passado mais tempo juntos na estrada esse ano do que passei com a minha esposa em qualquer ano anterior, sabe? Uma família é como ter os quatro pneus indo na mesma direção. Quando um se desloca um pouco para a direção errada, e está fora de alinhamento, impede o progresso da família. Então todos nós temos que trabalhar juntos, e eu acho que pelo fato de eu ter estado fora por um bom tempo, isso obrigou a minha mulher a ser um pai também. E esse não é o papel para o qual as mulheres foram criadas.

ChartAttack.com: Uma coisa que define o livro, além das memórias típicas do rock n' roll é que, enquanto ele começa dando dicas de “como ser uma estrela do rock”, no fim, você se aproxima do “como ser um pai e viver uma vida em família”. Você espera que outras pessoas, como os seus fãs à medida que crescem, possam seguir o exemplo?

Mustaine: Eu realmente não estava fazendo um livro "Dave Mustaine para Iniciantes”. Mas sim, se ele ajuda as pessoas, isso é ótimo. Eu acho que é da natureza humana querermos ajudar as pessoas, faz com que nos sintamos melhor. Isso me ajudou muito em muitas situações como quando sentia pressão da indústria da música e ao falar com um fã sobre o que está acontecendo com a sua vida. Falar com alguém do mundo da música que é menos sortudo que você. Tirar um minuto para falar com uma banda, sabe, uma banda iniciante e compartilhar algo com eles. Agora, fatidicamente, a probabilidade de dar certo no meio da música ainda é baixa, porque é um negócio difícil de decifrar. É engraçado, eu alcancei um espaço na indústria da música em que tudo me parece tão normal e natural para mim que eu meio que esqueci o quão difícil é para alcançar isto. E eu estou muito, muito grato por isso.

ChartAttack.com: No livro, você não fala sobre a maneira como você lidou com seus vícios como um modelo que vá funcionar para todos. E com a sua religião, você disse que é o que funciona para você, mas não necessariamente funciona para todo mundo. Você basicamente disse que não vai dizer a ninguém como viver a sua vida, mas é desta forma que está vivendo a sua. É apenas um produto de...

Mustaine: [Risos] O que, ser capaz de ser real?

ChartAttack.com: Bem, vivendo de acordo com suas próprias regras, com certeza.

Mustaine: Eu só acho que, você sabe, você merece o melhor. Quero dizer, olho no olho, neste exato momento? Eu não sou um bom mentiroso. Eu não gosto de mentir. Eu já menti, eu não sou bom nisso, como eu disse, eu simplesmente não gosto disso. Então, fazer um livro baseado em mentiras teria comprometido a minha integridade. E eu sei que com a minha carreira eu cometi um monte de erros, e acredito que os fãs foram bastante compreensivos, porque eu aprendi com isso. E eu disse: "Olhe, você sabe, é por isso que nós somos muito parecidos, porque eu sou humano. E é por isso que eu nunca vou desistir de vocês, porque você porque vocês são compreensíveis. E isso por isso que eu espero que vocês nunca desistam de mim, porque eu sou honesto".

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Sobre Nathália Paccelly

Nathália Paccelly é brasiliense e jornalista. Nascida em 1989, foi apresentada ao Rock ainda no colégio por intermédio dos colegas que formavam bandas. Isso a estimulou a aprofundar seu conhecimento a respeito da música, possibilitando que adquirisse um gosto próprio. "Metal, Power Metal, Hard Rock, Heavy Metal, Trash Metal, Progressive Metal... gosto de todos, aprendi a ser eclética dentro do rock!" Ainda adolescente, escrevia sobre bandas iniciantes e divulgava em seu fotolog. A prática da escrita motivada pela música a ajudou a escolher sua profissão, e é agregando as duas paixões que decidiu colaborar com o site. "A ideia de ter minhas matérias publicadas neste veículo, para este público, é incrivelmente gratificante". A autora também está no twitter: @NatchyPaccelly.

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