Carlos Zema: carreira como frontman na terra do Tio Sam

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Carlos Zema: carreira como frontman na terra do Tio Sam


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Carlos Zema é o vocalista goiano, que teve passagens por importantes bandas do metal no centro-oeste, como Heaven’s Guardian e Vougan. Mas a quatro anos tenta a carreira em solos norte-americanos, desde de que fora chamado para cantar na banda de Prog Metal americana, Outworld. Nessa entrevista ele nos conta como está sua carreira como frontman na terra do ‘Tio Sam’.

De início Carlos, gostaria de saber como anda sua carreira como frontman nos EUA?

Carlos Zema: A minha carreira nos Estados Unidos tem sido muito produtiva ultimamente. Tenho concretizado excelentes trabalhos com diversos artistas, especialmente depois da minha saída do VOUGAN.

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Carlos Zema: Até o presente momento, apenas nesse ano, já gravei três discos e estou trabalhando em outros dois até dezembro; basicamente estou aproveitando ao máximo os convites recebidos por alguns amigos no meio musical e, a medida do possível, sendo bastante produtivo e tentando lançar o maior número de materiais esse ano de 2010. Dentre essas pessoas o destaque é o guitarrista MIKE CHLSCLAK, mais conhecido como “Metal” Mike. Além disso faço alguns trabalhos extras; estou em uma situação meio complicada em termos de disponibilidade. O que, diga-se de passagem é excelente! (risos)

Como o Metal Mike te conheceu e te chamou para cantar na banda dele?

Carlos Zema: Nos conhecemos através do Roy Z, que é um grande amigo meu. Em uma das ocasiões em que ele esteve hospedado em minha casa aqui em Austin, no Texas, ele me falou de um projeto no qual ele estava planejando produzir juntamente com o Mike, então ele me convidou para participar como vocalista. O que foi um tanto inesperado, levando em consideração que eles naquele momento estavam trabalhando juntos em um novo trabalho com Rob Halford. Portanto naquele exato momento, me lembro perfeitamente, em estar completamente perdido em termos de planejamento na minha carreira musical. Sendo mais exato, isso aconteceu dois dias depois da minha saída do VOUGAN.

Carlos Zema: O projeto paralelo com Roy e o Mike foi adiado por tempo indeterminado, mas o Mike me falou a respeito de um álbum, no qual ele tinha gravado a pré-produção e ainda não tinha terminado. Ele me disse que estava pensando em algumas músicas instrumentais e outras com vocal, nas quais foram as que ele me convidou para escrever (compor) e gravar com ele; um disco que por sinal, é bem variado em estilos de composição.

Carlos Zema: Ao mesmo tempo, começamos a colocar um planejamento para um aproveitamento de tempo em um intervalo de duas semanas, quando eu fui gravar com ele em New Jersey. Decidimos reunir alguns amigos e fazer uma pequena tour com a banda Primal Fear, que no momento estava entrando em tour norte-americana. Fomos a banda de abertura em 16 shows da tour em algumas datas nos estados da Virginia, New York e New Jersey. A banda era formada por mim, pelo guitarrista Metal Mike (HALFORD, SEBASTIAN BACH, TESTAMENT, PAINMUSEUM), o baterista John Macaluso (YNGWIE MALMSTEEN, TNT, RIOT, ARK) e o baixista Clint Arent (PAINMUSEUM). O CD deve ser lançado em breve, assim que Mike completar a tour com Halford e voltar em negociações com as gravadoras. Diga-se de passagem, o disco está muito legal! (risos)

Gostaria de saber por que você não ficou por mais tempo no vocal do Outworld?

Carlos Zema: Foi um lance muito complicado com o OUTWORLD... (risos). Brincadeiras a parte, foi um projeto muito legal, que felizmente me colocou em um lugar ao sol, musicalmente falando. Fui o vocalista da banda por um ano e meio, quase dois anos. Período não tão produtivo em se tratando de concretização de planejamento, mas foi muito legal. Chegamos a vencer o primeiro lugar de melhor banda e melhor vocalista, nos Estados Unidos em um concurso de bandas internacionais chamado FAMECAST, concurso muito importante e muito bem premiado internacionalmente. Gravamos juntos o “Weltschmerz” que foi um álbum que não chegou a ser lançado, infelizmente, mas em minha opinião foi um dos melhores trabalhos que já gravei como vocalista, até aquele momento. Fizemos uma curta turnê norte-americana, onde tocamos em alguns eventos muito importantes para nossos patrocinadores, alguns desses shows em eventos da NAMM (Maior convenção da indústria da música nos Estados Unidos). Na época estávamos negociando com duas grandes bandas, que estavam entrando em turnê sul-americana e européia, para sermos a banda de suporte durante toda a tour. Rusty Cooley se colocou em uma posição irredutível em material de negociação. E Bobby Williamson, que era o dono do nome da banda, principal compositor, manager, book agent e líder da banda, decidiu não participar mais das atividades da mesma. Eu e o Bobby acabamos participando de alguns projetos juntos depois do fim da banda OUTWORLD. Alguns deles foram realizados também por grandes amigos como: projeto tributo a Stevie Wonder, com Vernon Neily e Bill Hudson (CIRCLE e CIRCLE II), Também participamos juntos do projeto australiano EMPIRES OF EDEN, com o guitarrista e amigo Stu Marshall. Eu e Shawn Kascak (baixista do OUTWORLD), tocamos em alguns outros projetos juntos também; um deles foi a banda de Austin e projeto eventualmente paralelo, chamado IZRAFEL, onde gravamos algumas músicas com Sterling Winfield, nada mais nada menos que o produtor e técnico de áudio de grandes bandas como: BLACK SABBATH, OZZY OSBOURNE, BLACK LABEL SOCIETY, METALLICA, SLAYER, WHITE ZOMBIE, SEPULTURA, SOUFLY, BIO-HAZARD, DEFTONES, MARILYN MANSON, ANTHRAX, SEVENDUST, TYPE O’ NEGATIVE, PANTERA, HELLYEAH, KING DIAMOND, MERCYFUL FATE, B.B. KING, e tantos outros…(risos); Enquanto isso, nada foi resolvido entre Bobby e Rusty e eu não quis me meter no assunto.

Carlos Zema: Mesmo querendo continuar a banda sem Bobby, Rusty me ofereceu a vaga de vocalista, porém não achei justo continuar sem o fundador da banda, não fazia sentido pra mim. Contudo, tomei a decisão de seguir em frente sozinho, até mesmo para não causar um atrito ainda maior.”

E Como foi trabalhar com o ex-guitarrista do Manowar David Shankle, no projeto DSG?

Carlos Zema: David e eu nos encontramos pela primeira vez na NAMM de 2007 em Los Angeles. Desde então nos tornamos muito amigos, algo que é impossível de não acontecer, David é uma figura, um individuo muito simpático e carismático. Depois de um certo tempo em contato, ele começou a enfrentar problemas com um de seus vocalistas, e ao mesmo tempo eu acompanhava a inércia do grupo OUTWORLD. Ele me convidou para algumas participações em algumas gravações que assim como as do OUTWORLD, não vieram a ser lançadas, infelizmente. Naquele momento eu ainda estava me estabelecendo no estado do Texas, mais especificamente em Houston. Foi quando David e eu estávamos negociando uma realocação minha para Chicago, no estado de Illinois. Mas acabou não se concretizando. David e eu ainda nos falamos de vez em quando e espero poder ter oportunidade de trabalhar com ele no futuro; as suas composições são muito legais.

Como é a aceitação do público americano com o seu trabalho como vocalista?

Carlos Zema: Para ser mais do que sincero, não tenho como reclamar. Especialmente sendo um vocalista de um país sul-americano.

Carlos Zema: Principalmente nos últimos dois anos, tenho trabalhado muito com artistas internacionais, especialmente norte-americanos. Recentemente fui convidado para inúmeras entrevistas e participei de muitas Jam Sessions importantes para a cena musical no território Estado Unidense. Mais do que nunca tenho sido requisitado por promotores de eventos locais e a nível nacional para participar de turnês com bandas e projetos nos quais estou trabalhando em conjunto. Ainda possuo várias musicas que tocam nas rádios Rock n’ Roll regionalmente e o público tem abraçado a causa com muito entusiasmo. Nas ultimas tours com o VOUGAN e com Metal Mike tivemos o prazer de ter todo nosso material de merchandising vendido. Completamente vendido. Muito legal mesmo. Mas vou desabafar… estou com muita saudade do Brasil! Muita mesmo!(risos)”

E como está a questão das gravações? Você vai gravar um CD com a nova banda?

Carlos Zema: Bem, eu estou atualmente envolvido com projetos paralelos de músicos consagrados ou não, um tanto quanto lado B. Portanto tenho sido um filho bastardo, um patinho feio na história (risos).

Carlos Zema: Estou quase ganhando uma fama de não conseguir seguir algo preestabelecido durante muito tempo. Mas ao mesmo tempo tenho tido a oportunidade de trabalhar com muitos projetos e músicos interessantes, no qual me permitiu ganhar muita experiência na parte técnica, administrativa e musical da minha carreira. Ainda não estou completamente satisfeito, eu diria. Mas estou quase lá.

Carlos Zema: Bem recentemente estou com um projeto com alguns amigos para uma turnê norte-americana em muito pouco tempo, vamos ouvir falar disso em breve...(risos) espero que não se assustem… e mais ainda espero que gostem.

Carlos Zema: Metal Mike e eu gravamos recentemente o disco novo e temos perspectiva para uma tour maior, possivelmente em 2011, tomara que no Brasil, finalmente.

Carlos Zema: EMPIRES OF EDEN, excelente projeto que está sendo lançado no mês que vem, além do IZRAFEL, assim como outros projetos, acabou sendo estagnado como meras gravações aleatórias.

Carlos Zema: VIRUS FORM HELL, projeto com fantásticos músicos brasileiros como Murilo Rassi (ex-HEAVEN’S GUARDIAN), Luis Maldonalle (VERSUS A.D., INBLEEDING) e Fábio Afonso (BRASA), no qual estou participando, e com certeza previsto para lançamento ainda em 2010; está em processo de gravação comigo nos vocais.

Carlos Zema: COLDERA, ainda é um projeto adormecido sem hora determinada de acontecer, sendo ainda mais sincero não sei se vai acontecer comigo, mas de qualquer forma, gosto muito do Bill Hudson e do John Slaugther, eles são um dos meus melhores amigos, tomara que nos encontremos ainda em breve para futuros debates sobre o assunto, mas eles estão muito ocupados no momento com o WRITTEN IN BLOOD.”

E sobre as bandas que você já passou, como você as define?

Carlos Zema: VOUGAN: Adeus! Nunca mais quero cantar com eles; OUTWORLD: Nem se fala mais no assunto; HEAVEN’S GUARDIAN: Mora no meu coração. Melhor banda do mundo!

A banda ou mesmo você tem alguma previsão para virem ao Brasil (e claro Goiânia) tocar?

Carlos Zema: Espero, em breve, poder confirmar algumas datas no Brasil e em Goiânia, claro! Mas no momento ainda estou muito ocupado por aqui mesmo, finalizando todos meus compromissos já assumidos. Tomara que tenhamos algumas surpresas para o ano de 2011.

Carlos, muito obrigado pela entrevista! Tudo de bom pra você e a nova banda. Este espaço é seu pra deixar uma mensagem final aos leitores.

Carlos Zema: Gostaria de agradecer muito a todos vocês e a todos que estão lendo essa entrevista. Especialmente aos verdadeiros fãs de rock e metal!

Carlos Zema: E é sempre bom lembrar que precisamos fomentar a cena musical goiana e brasileira, não podendo deixá-la se esvair a mercê do tempo!

Carlos Zema: Muito obrigado pelo espaço!

Carlos Zema: Um grande abraço a todos vocês. Z.

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Sobre Paulo Henrique de Assis Faria

Paulo Henrique tem 26 anos, é jornalista e mora em Goiânia. Suas especialidades são o jornalismo cultural, sobretudo o jornalismo de rock. É atualmente repórter do programa de televisão "Tribos do Rock". Fã assíduo de rock é vocalista de duas bandas goianienses, Opus Hominis (Power Metal) e Omega Hard (Hard Rock e Heavy Metal).

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