O baterista Mike Portnoy, do gigante do metal progressivo DREAM THEATER, recentemente respondeu a uma série de perguntas de fãs para o site MusicRadar.com. Alguns trechos da sessão de perguntas e respostas seguem abaixo.
MusicRadar.com: Roberto Campos pergunta: você ou o resto do DREAM THEATER já têm idéias para o próximo disco? Algum direcionamento musical, ou mesmo um conceito?
Mike Portnoy: "Nada, nada, nada. Nunca trabalhamos em idéias separadamente ou em turnê. Sempre fazemos isso uma vez que nós nos reunimos no estúdio. Assim, até chegar a hora de trabalhar em um novo álbum, nos concentramos na turnê. Depois é hora de realmente começar a trabalhar num disco, que é quando vamos começar a deixar as idéias fluírem. "
MusicRadar.com: Sami Jaber quer saber o que você e os outros caras pensam sobre compartilhamento de arquivos. Ele diz que é da Arábia Saudita, e embora não seja impossível, por as mãos sobre sua música é muito difícil.
Mike Portnoy: "Eu não posso falar em nome dos outros caras. Somos cinco personalidades diferentes com cinco opiniões diferentes. Falando por mim, no entanto, eu não me importo, o que deixa as gravadoras ao redor do mundo em pânico. Eu quero que a música seja ouvida, e se ouvir a música através do compartilhamento de arquivos é o que faz as pessoas interessadas na nossa banda e se eles vêm aos nossos shows, então que assim seja".
"Finalmente, não se trata de dinheiro, pelo menos para nós não. O DREAM THEATER não ganha dinheiro com a venda de discos. O selo ganha, mas nós não. Compartilhamento de arquivos afeta artistas que vendem milhões e milhões de CDs em todo o mundo. Vendemos na casa dos centenas de milhares de cópias, de modo que a realidade é muito diferente. Pessoas que compartilham arquivos e baixam as coisas de qualquer lugar, eles não estão tirando dinheiro dos nossos bolsos; eles estão apenas tirando dinheiro da gravadora".
"A única ocasião em que eu crio caso com o compartilhamento de arquivos, e talvez eu esteja me contradizendo aqui, é quando se trata de material novo. Sou muito zeloso em relação a um novo álbum, e eu fico realmente chateado se algo vaza antes da hora".
"Quando você lança um novo disco, é um grande negócio, ou pelo menos deveria ser. Você quer que o mundo inteiro compartilhe ao mesmo tempo e viva a experiência. Além disso, quero ter certeza de que a qualidade do som não fica comprometida, o que de fato acontece. Portanto, não é questão de dinheiro, é uma coisa criativa. Quero que as pessoas experimentem o álbum em conjunto, com as letras, a arte, a fidelidade total, o negócio todo. Depois que um álbum é lançado, há tantas coisas que você pode controlar, e eu entendo disso".
MusicRadar.com: Akhil Pa pergunta: tem algum baterista cujo estilo você sinta mas não consiga emular?
Mike Portnoy: "Hmmm. Essa foi boa. Eu não sei. Qualquer baterista que foi uma grande influência sobre mim, eu sempre fui capaz de replicar o que ele faz e trabalhar até uma imitação de seu estilo - até certo ponto. John Bonham, Keith Moon, Ringo, Neil Peart - toquei suas músicas em todas as minhas bandas-tributo. Eu os sinto, eu conheço seu estilo, e quando eu tocava suas músicas naquelas bandas eu o fazia de maneira respeitosa e de certo modo autêntica".
"Há outros bateristas: Terry Bozzio é um dos meus favoritos, e eu sinto uma forte presença de seu estilo dentro de mim. Por mais que as pessoas gostem de bater nele e odiá-lo, Lars Ulrich é ótimo - há muito dele no que eu faço. Stewart Copeland, também - eu adoro imitar o que ele faz".
"Alguém que não posso reproduzir? Eu não sei. Talvez alguns dos caras super, super técnicos como Thomas Lang e Virgil Donati e Mike Mangini - eles fazem coisas que eu fisicamente não posso fazer. Mas os bateristas que me influenciaram, eles estão todos em mim, e eles acabam saindo, gostando ou não."
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Mineiro de Juiz de Fora, nascido em 1985, graduando em Administração de Empresas, leitor do Whiplash! desde 2001, guitarrista mediano. Teve seus primeiros contatos com o Rock na infância, com Legião Urbana, Raul e Pink Floyd. Porém foi somente aos 14 anos que teve os cabelos da nuca arrepiados ao ouvir uma bolachinha chamada Appetite for Destruction, de um tal Guns N´Roses. Desde então, o hard rock e o heavy metal são parte integrante e indispensável de sua vida. Mas como sabe que só existem dois tipos de música (a boa e a ruim), curte também progressivo, rock nacional, blues e até um punk rock de vez em quando.
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