Julian Marszalek, do Spinner, recentemente realizou uma entrevista com o vocalista OZZY OSBOURNE; confira abaixo alguns trechos da conversa.
Spinner: É bom tê-lo de volta musicalmente. Você tem uma nova formação para o álbum - você e Zakk foram em caminhos diferentes após três anos.
Ozzy: "Ele tem sua própria banda, BLACK LABEL, e ele está se saindo muito bem sozinho, um grande guitarrista, mas eu sabia que teria que seguir em frente eventualmente, mas ficava inventando desculpas porque quando você faz audições você não diz, 'oh, é você, vamos lá', você tem que ouvir 500 guitarristas, a maioria deles loucos, então você tem uma lista menor e menor, e então não tem muitas pessoas mais".
Spinner: Faz 40 anos desde que seu primeiro álbum foi lançado. Me ocorreu que você é parte de uma geração que não fez escola de artes, você fez?
Ozzy: "Oh, não - escola da arte? Eu não ia à escola, sempre matava aula".
Spinner: O quão importante você acha que isso foi para o que você fez? Tem pessoas como Pete Townshend, Keith Richards - todos esses caras estiveram em escolas de arte.
Ozzy: "Quando começamos o BLACK SABBATH era tudo, 'Se você for à São Francisco certifique-se de usar uma flor...' e nós pensávamos que diabos isso tudo significava? Nós queríamos algumas bebidas, mulheres e dar risada, entende? Então Tony [Iommi] disse um dia, acho que foi o Tony, ele disse, 'Se essas pessoas pagam dinheiro para assistir filmes de terror, então vamos escrever música de terror', e foi assim. Nós nunca praticamos magia negra; a única black magic que tínhamos eram chocolates" [nota: Ozzy se refere provavelmente ao clássico chocolate Black Magic, da Nestlé inglesa].
Spinner: Outra coisa é que você vai participar deste ano do iTunes festival em Roundhouse em Londres.
Ozzy: "Oh sim".
Spinner: Como você se sente sobre isso? Você não é conhecido por tocar em shows intimistas, é?
Ozzy: "Eu sempre... por exemplo na turnê de reunião do Black Sabbath nós tocamos em Oxford ou algo do tipo, um local pequeno, e foi ótimo. Eu amo a proximidade, é disso que o metal se trata pra mim. Os garotos, e você pode tocá-los e levar um deles pro palco. Eu amo isso. Quero dizer, quanto maior o show, é bom para seu ego, mas... eu posso fazer um show, pequeno, grande, tanto faz, mas eu gosto de fazer um show pequeno".
Spinner: Você já pensou em fazer uma turnê pequena, de volta ao básico?
Ozzy: "Absolutamente, eu amaria".
Spinner: Você já considerou a idéia de fazer um projeto mais calmo, sem utilizar o nome Ozzy?
Ozzy: "Oh, absolutamente".
Spinner: Como seria?
Ozzy: "Eu já pensei mas sendo eu não consigo diversificar. 'Oh, você não pode fazer isso, o tempo não espera, você é o Ozzy'. Quero dizer, eu não quero cantar 'Iron Man' pro resto da minha vida. Não é ruim, mas, eu já tentei parar com 'Paranoid' mas as pessoas ficam, 'Oh, por que você não cantou 'Paranoid'"? É meu hino. É como o The Kinks e 'You Really Got Me'; eles tocam ela o tempo todo, mas, sim, eu gostaria de fazer algo como [Paul] McCartney fez - 'Fireman', é um ótimo, ótimo álbum. Eu amei, amei aquele álbum. É realmente um álbum muito bom".
A entrevista completa (em inglês) pode ser conferida aqui, ou no vídeo abaixo.
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Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.
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