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Slayer: "Nunca tentamos ser algo que não somos"

Traduzido por Guilherme Luiz Monteiro Ribeiro | Fonte: Blabbermouth |

A revista Metal Hammer da Inglaterra fez recentemente uma entrevista com o guitarrista do SLAYER, Kerry King. Abaixo seguem algumas partes da entrevista.

Metal Hammer: “O álbum Reign In Blood” foi obviamente um momento marcante para o SLAYER. Quando vocês escreveram o álbum perceberam que ele seria um marco?

King: "Eram apenas as próximas 10 músicas. Simples assim, eram somente as músicas que a gente escreveu. Tínhamos acabado de fazer um monte de riffs rápidos naquela época. Dave [Lombardo, baterista Slayer] sempre foi um fã de punk rock, e eu acho que é de onde vem muita coisa rápida. Os riffs vieram do lado do metal. Acho que uma melhor descrição para o que fazíamos seria metal-punk, e eu acho que o thrash é isso. No principio punks iam para shows de punk e metalheads iam para shows de metal, e eu acho que nós somos uma dessas bandas, se não a única, que mudou isso".

Metal Hammer: “Angel Of Death” causou muita controvérsia. Foi algo que você passou por cima ou incomodou?

King: "Me deu combustível suficiente para escrever música para o resto da minha vida. Ver algo assim ter tanto impacto e ver as pessoas se sentirem ofendidas, me fez perceber o quanto elas são hipócritas. Todos nós somos hipócritas. Era pra gente ter liberdade de falar, e você vai se sentir ofendido por estarmos tocando uma música com este tema? Isso é errado, eu acho que no seu conjunto a humanidade esta cheia de uns idiotas de merda. Em poucas palavras, nossas letras apenas dizem 'pensem', só isso".

Metal Hammer: Você parece ter sobrevivido aos anos 90 com mais dignidade que a maioria. Qual o seu segredo?

King: "Eu não sei cara. Foi a porra da era LIMP BISKIT. Eu me lembro que foi a única vez que eu deixei alguma coisa me influenciar no que eu estava escrevendo. Quando fizemos o 'Diabolous In Musica', eu não escrevia música por que estava ofendido com aquela merda. Eu não conseguia entender o motivo pelo qual alguém faria uma música como aquela, muito menos gostar daquilo. Aquele foi definitivamente o meu pior momento como músico e aquilo realmente apareceu no álbum, a minha falta de envolvimento".

Metal Hammer: Por que voce acha que os fãs ficaram com vocês durante esse período?

King: "Nunca tentamos ser algo que não somos, os fãs percebem isso. Eu me lembro que gostava de algumas bandas e quando eles fizeram mudanças dramáticas eu odiei. Então como banda e sendo capaz de fazer essas escolhas, isso foi algo que nunca fizemos. Ainda somos o SLAYER, aquela só não foi uma boa época pra gente".

Metal Hammer: Quando vocês perceberam que o metal estava voltando?

King: "Acredite ou nao, eu previ isso quando o GODSMACK e o DISTURBED começaram a ficar grandes. Os garotos estavam gostando de uma música mais pesada e eles iam ficar cansados disso e iam passar pro próximo nível, e viriam bem aqui pra nossa área. Eu disse isso há 10 anos atrás, e foi exatamente o que aconteceu. SLIPKNOT foi definitivamente uma coisa nova e o primeiro álbum deles foi ótimo".

Metal Hammer: Já se passaram quase 25 anos do seu primeiro álbum. Qual o segredo para tanta longevidade?

King: "Primeiro, começar cedo. Durante os primeiros álbuns ainda estávamos vivendo em casa, entao ao invés de ficar com a porra da nossa família íamos tocar guitarra, então éramos muito mais produtivos. Não excursionávamos muito e ainda estávamos nesta só pra fazer nossa musica. Agora temos que sair em turnê e todas as outras merdas. Eu nunca tive um problema em ser um Slayer. Me reconhecem com maior frequência agora. É difícil de me esquecerem!

Leia a entrevista na integra (em inglês) no link abaixo:

http://www.metalhammer.co.uk/uncategorized/international-slayer-day-kerry-king-m...

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