O baterista do STONE TEMPLE PILOTS, Eric Kretz, recentemente conversou com Steve Forstneger, do Illinois Entertainer, sobre a decisão da banda de se reunir em 2008, após um hiato de seis anos.
De acordo com Kretz, ele aproveitou o tempo de separação. “Foi quando eu comecei a construir meu estúdio de gravação”, diz ele. “Bem na hora. É algo que eu sempre quis fazer. Apenas procurei um imóvel para construir nele. Numa oportunidade, era só cair para dentro e trabalhar com diferentes bandas e diferentes projetos. Uma das coisas com que eu estava trabalhando era supervisão musical para o ‘The Henry Rollins Show’, que era ótimo. Trabalhamos com DAMIEN MARLEY, SLAYER, THOM YORK, BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB, RYAN ADAMS, IGGY POP – tantas bandas incríveis vieram ao meu estúdio e foi muito divertido estar no lado criativo de um programa de TV.”
“Nós ainda temos a pegada, nunca deixamos de ter”, ele insiste. “Às vezes é bem terapêutico ficar longe dos outros. Desde 1992, estivemos nos vendo diuturnamente. Quando uma banda sai em turnê, simplesmente você vive com cada um. Em todo lugar. Fazendo a barba. Tomando banho. Tocando. Brigando. Tomando decisões sobre negócios, tomando decisões artísticas. É uma relação muito intrínseca. Após tantos anos, faz bem se afastar, se recompor e dizer ‘Eu realmente sinto falta daquela correria e como é maravilhoso o lado musical disso tudo’”.
Sobre o novo álbum da banda, Kretz diz: “É um pouco estranho. Nossa reunião foi em 2008 e saímos em turnê por um ano e meio. Tocamos em vários festivais e encabeçamos shows. No fim de 2008, decidimos gravar um álbum porque as coisas estavam dando certo e estávamos nos entendendo otimamente. Então a partir de março de 2009, nós saímos em turnê e voltamos, ficamos um pouco com a família, e então as gravações foram finalizadas em dezembro. É difícil dizer ‘Essa é a reunião’. Esse é o álbum. É uma nova afirmação de onde estamos agora”.
“Nós tivemos o luxo de não precisarmos fazer experiências com a sonoridade”, ele acrescenta. “Aquela segunda recaída – essa é a maldição. Não correr riscos... Você não pode na verdade experimentar porque isso nunca funciona. Estou tentando pensar como uma banda que tentou experimentar, mas você não se lembra dela porque você não se lembra dos seus álbuns. Se você tentar formular e experimentar e pensar ‘Isso é o que é popular agora’, geralmente não funciona, porque as pessoas escutam e dizem ‘Ah, soa exatamente como o álbum anterior’”.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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