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Rush: "Moving Pictures" é o nosso álbum mais popular

Traduzido por Marco Néo | Em 27/04/10 | Fonte: We Will Rock You
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(Nota do editor: alguns trechos da matéria abaixo já foram publicados há uma semana)

O site Rolling Stone.com publicou uma nova entrevista com Geddy Lee, baixista e vocalista do RUSH, conduzida pelo jornalista Greg Prato. Geddy fala sobre a nova turnê da banda e de um novo álbum.

Vocês vão lançar material novo para coincidir com a turnê?

"Eu imagino - porque nós não tivemos tempo de aprontar mais que duas músicas até o presente momento - que nós vamos lançar pelo menos uma música assim que estiver pronta, antes do início da turnê, e provavelmente lançar a outra assim que o giro começar. Mas a nossa esperança era a de conseguir gravá-las, para que pudéssemos tocá-las ao vivo, testá-las de alguma forma. Nós ainda estamos pensando em títulos, mas uma delas se chamará 'Caravan'".

Por que sair em turnê no meio da gravação de um álbum?

"Todo mundo estava meio que querendo ir para a estrada pra tocar e ficar em forma para depois gravar o grosso do álbum, só pra ver qual o efeito que isso causaria. De alguma forma, nós temos essa tendência de ficar muito tempo parado, depois ensaiar pra dar uma 'desenferrujada', e daí entrar no estúdio pra gravar. Nós chegamos à conclusão de que isso na verdade é um retrocesso, porque quando terminamos uma turnê, estamos no auge de nossa forma pra tocar, esse é o momento em que deveríamos entrar em estúdio e começar a compor e gravar faixas. Mas é claro que no final da turnê todo mundo está exausto, então essa foi uma forma para nós de ver se há alguma outra forma de abordar essa questão".

Achamos que seria legal fazer uma turnê que fosse algo como 'futuro/passado', porque esses são alguns dos temas que estão permeando o conteúdo lírico e visual que nós estamos usando para as novas músicas. Foi aí que pensamos: 'vamos sair e fazer essa turnê 'Time Machine (n.: máquina do tempo)', onde nós possamos dar uma remexida no nosso passado e, ao mesmo tempo, apontar para o nosso futuro, tocar algumas músicas novas, e 'entrar em forma'".

Você acha que de alguma forma o fato de vocês tocarem o "Moving Pictures" na íntegra possa ter influência no material novo?

"É difícil dizer, eu acho que vai ser um desafio interessante, tocar algumas daquelas músicas, especialmente 'The Camera Eye', uma canção que faz muitos anos que não tocamos. Obviamente, nós vamos dar a ela um enfoque ligeiramente mais atual. Nunca se sabe qual o efeito que trazer músicas velhas de volta ao setlist vai ter sobre a gente. Houve vezes no passado que pensamos: 'nunca que nós vamos conseguir fazer essa música funcionar ao vivo', e daí começamos a ensaiar, a tocar a música e ficamos positivamente surpresos com o tanto que é legal tocá-la. Algumas vezes a música chega a criar uma nova vida. Eu acho que nós paramos de ser muito cínicos sobre o nosso passado, e algumas vezes uma segunda olhada em músicas mais velhas dá a elas uma nova história".

Você considera o "Moving Pictures" o melhor álbum do Rush?

"Certamente é o nosso álbum mais aceito mundialmente, o nosso álbum mais popular. Se isso significa ser o melhor, então eu acho que sim. Mas obviamente fãs diferentes do Rush e membros diferentes da banda têm opiniões diferentes sobre qual o seu favorito. Com certeza é o nosso álbum mais popular, e também um que eu acho que resistiu muito bem à passagem do tempo".

Alguma lembrança das gravações do "Moving Pictures"?

"Era inverno, e nós estávamos enfiados em um pequeno estúdio em Quebec. Na verdade, esse estúdio se tornou nosso lar por alguns anos, o Le Studio, nas cercanias de Montreal. Um clima ótimo e um ótimo relacionamento de trabalho que tivemos com as pessoas do estúdio, e com nosso produtor, Terry Brown. Eu tenho muitas boas lembranças das gravações desse álbum".

E quanto à gravação de "Tom Sawyer"?

"'Tom Sawyer' foi de muitas formas a música mais difícil de gravar nesse álbum. Lembro de que, ainda que a composição dela tenha sido rápida, a gravação foi um pouco difícil. Nós estávamos tentando criar sons diferentes e ter um enfoque diferente nas letras - aquele lance das letras faladas, chegar ao som correto para a guitarra de Alex, e tudo o mais. Foi uma surpresa para nós. Na hora da mixagem, tudo se acertou. Quando nós a terminamos, ficamos tão satisfeitos com o que tinha acontecido, porque não tínhamos criado muita expectativa com ela, em razão das dificuldades. Eu creio que muitos músicos tenham tido o mesmo tipo de sentimento em algum momento da carreira, de ter uma música sobre a qual ficam debruçados, sem saber o que fazer, e de repente, ela se torna a maior música da banda".

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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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