Dave Mustaine falou recentemente com a revista Metal Hammer sobre sua vindoura biografia, "Mustaine: A Heavy Metal Memoir" (antes divulgada como "Hello Me... Meet The Real Me"), que deverá sair até o final do ano via It Books da HarperCollins.
"Mustaine: A Heavy Metal Memoir" foi co-escrito com o jornalista do New York Times, Joe Layden que é o autor do livro "The Last Great Fight" que fala sobre o boxeador James "Buster" Douglas, que derrotou Mike Tyson no décimo round em 1990.
Sobre se a Cristandade tornou sua auto biografia em uma explicação contida de sua vida, com seu ódio e raiva do passado sendo substituídos pela serenidade e boa vontade para com todos os homens:
Mustaine: "Ainda sou uma pessoa irritadiça. Você tem que levar em consideração que vivemos em tempos litigiosos agora e as pessoas vão te testar e te processar se você derramar cafe na virilha deles, entende? Então o editor deu uma olhada no livro e tirou tudo o que seria controverso e que poderia rolar um processo, mas ainda assim é algo ousado. Tem ótimos momentos e muita tristeza também. Tudo ali são fatos. É a história da minha vida, e ela não se resume a xingamentos e humilhações".
Sobre ser um dos grandes inventores do Thrash Metal:
Mustaine: "Nunca me passou pela cabeça que eu estava fazendo algo fora do comum. Porque o guitarrista que me inspirava era Jimmy Page, então era muito exigente comigo mesmo. Se o Lars não tivesse entrado na minha vida eu provavelmente nunca teria me focado nisso, teria tentado ser algo como o Led Zepellin e nada disso teria acontecido. Mas é ótimo ser reconhecido por tudo isso. É legal poder olhar para trás e dizer "Dave, veja o que você fez."
Sobre a demissão do guitarrista Jay Reynolds, que ficou no cargo brevemente após a gravação do álbum "So Far, So Good... So What!":
Mustaine: "Fui muito cruel com o Jay... Porque faria algo assim? É porque nunca encarei como as coisas tinham rolado com o Metallica e não conseguia entender que eles fizeram o que achavam certo, ainda que questionável. James ficou magoado. Acho que o Lars não se importou, ele só queria ser bem sucedido, mas tudo bem. Eu queria ser bem sucedido e fiz esses tipos de decisões também. Infelizmente, eu também estava na outra ponta. Agora, quando tenho que deixar alguém ir, é bem mais fácil porque se trata de negócios, não é nada pessoal".
Sobre se ele se sente desapontado que no final das contas a história sobre Dave Mustaine é sobre um cara legal:
Mustaine: "Sabe, me tornei Cristão e encontrei um caminho melhor pra minha vida. A maioria das pessoas irão dizer 'Sei, ele vai dizer uma coisa e fazer outra diferente', mas eu não sou assim. Acho que ainda vou ver as pessoas dizerem 'Dave não é um cara ruim'. Tentei ser consistente. Tentei ser o melhor guitarrista que pude. E quer você concorde com o que eu digo ou não, você nunca vai precisar me perguntar o que eu estou pensando! [Risos]".
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Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.
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