Michael Lello do Weekender conduziu recentemente uma entrevista com Dave Mustaine. Seguem alguns trechos da conversa.
"Rust In Peace" é considerado um álbum histórico do metal. Qual sua opinião sobre isso?
Mustaine: "(Risos) Eu adoro isso. É peculiar quando alguém diz isso, porque não foi um dos nossos álbuns mais desafiadores. Me lembra de um período dificil e sombrio da minha vida. David Ellefson e eu estávamos morando juntos e nós não tinhamos uma banda na época. Nós estavamos juntando os cacos e estávamos morando com estranhos. O álbum possui vários sentimentos diferentes pra mim."
Mustaine: Estar em um palco e toca-lo é divertido, porque os fãs se deliciam quando isso acontece. Acho que muitas pessoas achavam que o álbum não podia ser tocado ao vivo, e, quer dizer, pelo amor de Deus, eu escrevi o maldito álbum, porque não conseguiria toca-lo?"
Como Chris [Broderick] e Shawn [Drover] pegaram o material?
Mustaine: "Bem, Shawn já estava acostumado, é um conservador, então ele conhece muito bem as coisas, e Chris é um aluno incrivel de guitarra que vive pelo que faz, então ele foi capaz de aprender todas as nuances da música. Então foi apenas uma questão de mexer algumas peças, verificar as frases de guitarras, e as nuances e técnicas das minhas palhetadas, e outras coisas que fariam esse álbum soar direito, porque qualquer pessoa pode tocar o que estou tocando, mas não iria soar da mesma forma. Isso é óbvio, eles poderiam tocar exatamente com eu toco e ainda não soar da mesma forma por causa de alguns pequenos truques que eu tenho. Quando mostrei pro Chris e disse 'Isso faz sentido?' ele disse 'Sim, totalmente, cara'. Esse álbum possui um swing gelado e jazzistico nele".
Há planos pra trazer algum show do Big Four pros Estados Unidos?
Mustaine: "Não. Cabe às pessoas que organizaram isso tudo. Mas acho que isso vai exigir muitas coisas de outras pessoas. Se acontecer, e será bom pra nós, como as coisas que estão acontecendo lá fora, ótimo. Sabe, estamos em um ótimo momento, e se isso for um sucesso será ótimo pra nós. Posso dizer o mesmo dos shows do 'Rust In Peace', está sendo um sucesso, e está sendo ótimo. Me comprometo tanto com essas apresentações como me comprometeria com as apresentações do verão."
Eu percebi que vocês estão tocando apenas uma música do "Endgame" nessa tour.
Mustaine: "Só uma. Nós não temos um tempo longo pra tocar. Temos um cronograma de 75 minutos, o que não é algo longo, e tocamos um pouco acima desse cronograma, senão sentiria que estou enganando os fãs. Mas é o jeito do mundo agora, sabe? Eles agendam a banda pra tocar 75 minutos, e se tocamos os 75 minutos, então eles conseguem o que queriam e a gente recebe. Mas quem é enganado? Bem, eu, porque eu não toco o tanto que gostaria de tocar, e os fãs também, porque não escutam o tanto de música que gostariam. Nós mesmo temos que decidir. A gente se compromete e toca um pouco mais? E a resposta pra isso é um sonoro 'sim'".
Como o lance do Dave Ellefson mudou dele ter te processado por 18 milhões e meio pra um retorno para o Megadeth?
Mustaine: "Bem, não posso falar por ele, mas tudo que posso dizer é que a oportunidade apareceu sozinha, e rezei por isso, e pedi se ele queria voltar, e ele disse sim, e resolvemos tudo."
Mustaine: "É claro que teve algumas coisas que tivemos que resolver porque tinhamos um relacionamento bem próximo um do outro. Quando se é muito chegado de alguém e o relacionamento dá uma pausa ou acaba, há sempre ressentimentos, e tivemos que resolver alguns assuntos. Agora é só questão de nos inteirarmos e recuperar o tempo perdido."
Mustaine: "Toda vez que tentávamos conquistar a indústria musical e chegar ao topo, algo acontecia. Era algo muito maluco. Agora está tudo rolando direitinho e parece que esse vai ser nosso ano".
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Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.
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