Em 24/02/2010 | Guns N' Roses: "Sou nerd e com orgulho" declara Bumblefoot

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Guns N' Roses: "Sou nerd e com orgulho" declara Bumblefoot

Por Thiago Sarkis | Fonte: Solada

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Quando foi indicado por JOE SATRIANI para substituir Buckethead no GUNS N’ ROSES em 2006, Ron Thal era apenas um excêntrico guitarrista virtuose conhecido por um pequeno grupo de fãs que admirava incrivelmente suas músicas, técnicas, extravagâncias e inusitadas guitarras “queijo suíço” e “pé de abelha”. Sem grandes repercussões, o novaiorquino seguia uma carreira solo que dava o que falar, principalmente por trabalhos como “The Adventures Of Bumblefoot” (1995), “Hands” (1998) e “Uncool” (2000).

Aprovado por Axl Rose, ele se lançou ao estrelato ocupando o posto que fora de Slash em um dos maiores grupos da história, o GUNS N’ ROSES. Depois de algumas turnês e da desova do discutido “Chinese Democracy” (2008), Ron “Bumblefoot” Thal conquistou em definitivo o respeito dos aficionados pela lendária banda tanto por suas atuações ao vivo quanto pela maneira de interagir com os fãs.

A caminho da América do Sul, onde se apresentará pela primeira vez, ele promete mostrar aos brasileiros o porquê de os estrangeiros nutrirem tamanha admiração por um cara que, até outro dia, era conhecido apenas como o substituto de um dos maiores ícones do Rock e da guitarra nas décadas de oitenta e noventa.

É ótimo falar com você novamente, Ron. Como estão os preparativos do Guns N' Roses para a turnê no Brasil?

Ron Thal: "Nós encerramos uma ótima semana de shows acústicos surpresa em Nova York e agora falta realmente pouco para a turnê sul-americana. Será a minha primeira vez tocando em seu país, mas após anos de contato e apoio de todos aí, sinto que vou me encontrar com pessoas que já conheço. Existe uma forte ligação entre nós. Estou ansioso para conhecê-los e para que possamos nos divertir juntos".

Você acompanhou as apresentações passadas do GUNS N' ROSES em nosso país?

Ron Thal: "Acompanhei e sei que há um elo especial e diferente entre os fãs brasileiros e o GUNS N' ROSES. Mantenho contato com muitas pessoas do Brasil e agradeço-os pelo apoio, tanto a mim quanto à banda. Mal posso esperar para celebrar 'Chinese Democracy' com vocês!!!"

Antes de iniciar carreira solo, você esteve em uma banda que tocava covers do GUNS N' ROSES, certo? Conte-nos mais sobre este grupo.

Ron Thal: "(risos) É verdade. Eu tinha uma banda cover com Leonard Nimoy e alguns outros amigos. Nós tocamos algumas músicas do Guns na época em que 'Appetite For Destruction' (1987) foi lançado. Tocávamos 'Mr. Brownstone' e 'My Michelle'”.

Então, você acompanhou o GUNS N' ROSES desde o início da carreira da banda. Você tem ideia de quando os ouviu pela primeira vez?

Ron Thal: "Sim! Lembro-me perfeitamente. A primeira vez que ouvi uma música do Guns foi às três horas da manhã com o videoclipe de 'Welcome To The Jungle' na MTV. Eu me recordo de assistir àquilo e pensar: 'esses caras serão grandes'".

Menos de vinte anos depois e você foi integrado à banda. Como você soube que Joe Satriani o havia indicado a Axl Rose?

Ron Thal: "A indicação ocorreu em meados de 2004. Eu e Joe Satriani tínhamos planos de fazer uma jam quando ele viesse a Nova York e sempre nos falávamos. Então, um dia ele me enviou um e-mail dizendo que havia me indicado para o GUNS N' ROSES. Foi um aviso para que eu não duvidasse caso eles me ligassem. Eu o agradeci pela recomendação e me prontifiquei para trabalhar. Porém, sem tensão. Procurei ficar bem relaxado para que, quando eles me procurassem, eu pudesse fazer o melhor".

Qual foi o primeiro membro do GUNS N' ROSES com quem você teve contato após a indicação de Joe Satriani?

Ron Thal: "Meu querido amigo Chris Pitman (teclado, guitarra, backing vocals). Ele soube da indicação e me procurou. Começamos a conversar. Pouco depois os empresários do Guns me procuraram e acertamos todos os detalhes".

Como foi o seu teste para entrar para a banda? O que vocês tocaram?

Ron Thal: "Meu teste foi logo após o fim de uma turnê da banda. Não me lembro exatamente todas as músicas que tocamos. Sei que não havia pressão e que 'Paradise City' e 'Welcome To The Jungle' estavam entre as canções que ensaiamos. Foi bem tranquilo, rápido e sem grandes pressões. No primeiro dia, tocamos três músicas, voltei no dia seguinte, e tocamos mais três músicas; duas semanas depois, estávamos na estrada".

Você fala que fez tudo de forma bem relaxada, mas como é possível não haver pressão em uma audição para um grupo como o GUNS N' ROSES?

Ron Thal: "Eu tentei não pensar muito no fato de estar fazendo um teste para o GUNS N' ROSES e, além disso, todos os músicos foram receptivos e fizeram com que eu me sentisse bem confortável para a audição. Deixei as coisas fluírem, busquei aprender e compreender todo o processo sem colocar a banda em um pedestal e evitando pré-julgamentos. Naquela época, eu estava satisfeito com minhas atividades, produzindo músicos, compondo meus próprios CDs, fazendo turnês solo, gravando músicas para a TV. Minha preocupação, na verdade, estava voltada à vida pessoal, pois eu sabia que, uma vez no Guns, não haveria mais tempo para outros trabalhos e eu precisaria abrir mão de muita coisa do meu dia-a-dia".

No Guns, você ocupa o posto que foi de Slash e Buckethead. Qual foi o seu maior desafio ao assumir esta função, substituindo músicos deste nível?

Ron Thal: "Evitei e evito pensar nisso. O único desafio que mantenho é comigo mesmo e é o desafio de ser melhor hoje do que fui ontem. Não posso mudar o passado e não quero fazer isso. Quando toco com o Guns, dou o que tenho de melhor para honrar e respeitar o passado e a música da banda, porém, também adicionar coisas novas ao grupo. Seja no âmbito pessoal, com um contato mais próximo com os fãs, ou no musical, com o som da guitarra fretless. Sou apenas eu mesmo e me dedico aos fãs. Eles merecem o que temos de melhor".

Por falar em ex-guitarristas do GUNS N' ROSES, entrevistei Izzy Stradlin há um ano e meio, mais ou menos, e ele se mostrou favorável à nova formação da banda. Você já tocou com ele e eu gostaria que nos falasse um pouco do contato entre vocês e da experiência de tocar com Izzy.

Ron Thal: "Eu me diverti muito tocando com Izzy Stradlin. Juntos nós trabalhamos em uma versão para 'The Devil Went Down To Georgia' (N. do R.: da CHARLIE DANIELS BAND) e queríamos muito ter detonado ao vivo com o que criamos nessa música (risos). Fica para a próxima".

Você mencionou o fato de respeitar e honrar o passado da banda. Há músicas que você sente que é impossível rearranjar ou nas quais, em sua opinião, não seria correto fazer testes e/ou improvisar?

Ron Thal: "Há determinadas partes de guitarra que são importantes demais para as músicas e mudá-las seria como alterar uma melodia vocal ou as letras de uma canção. Em 'Sweet Child O' Mine', por exemplo, o riff inicial tem que ser tocado com absoluta precisão, nota por nota. No entanto, nos solos mais ao final, os mais rápidos, há espaço para que eu faça algo próprio e possa criar".

Havia alguma música do Guns que você não gostava? Qual é o momento do show que mais lhe agrada?

Ron Thal: "Sinceramente, eu nunca toquei uma música do Guns sem curtir. Ou eu adoro a música ou então curto muito tocá-la, não importa a razão. É sempre divertido. Porém, o melhor de estar em uma banda como esta é o contato com os fãs. A melhor parte do show do Guns para mim é quando tocamos 'Don't Cry' e ouvimos a plateia cantando conosco. Tudo para mim gira em torno deste vínculo entre o grupo e os fãs".

O que você diria da reação do público às músicas de “Chinese Democracy”?

Ron Thal: "As respostas a 'Chinese Democracy' são muito positivas, desde a época em que tocávamos apenas duas ou três músicas ao vivo, variando principalmente entre 'Madagascar', 'Better', 'I.R.S.', 'Street Of Dreams (The Blues)' e a faixa-título. Acho que 'Sorry', 'Scraped' e 'This I Love' realmente mexem muito com os fãs. São destaques para mim".

No que diz respeito às gravações de estúdio, quais são as faixas que mais lhe chamam a atenção em “Chinese Democracy”?

Ron Thal: "Gosto muito de 'Catcher In The Rye', especialmente pela parte final com o encontro de guitarras e vocais. 'Scraped' é um Rock pujante com riffs muito legais de guitarra. 'This I Love' é belíssima, uma balada maravilhosa. 'Sorry' é uma canção mais lenta, ainda assim vigorosa e com um ótimo refrão. 'Shackler's Revenge' tem uma energia incrível e eu adorei ter feito todo o solo dela. O disco mescla boas coisas de Classic Rock com excelentes passagens Hard e Heavy".

Por falar em “Shackler's Revenge”, ela é uma das poucas músicas do disco com participação efetiva sua inclusive na criação. Como você se sentiu não podendo opinar tanto, uma vez que acabara de se juntar ao grupo? O que você procurou acrescentar às composições já finalizadas de “Chinese Democracy”?

Ron Thal: "Em todas as músicas, o que busquei acrescentar foi uma pegada mais pesada, Rock! Às vezes, nós guitarristas focamo-nos demais nos solos e esquecemos que o essencial realmente são as guitarras base. Não compus tanto, mas toquei em todas as faixas e fiz o melhor que pude para dar um ar mais 'sujo' e Rock às guitarras. Não me senti mal com o fato de não ter participado de todo o processo de criação. Não preciso escrever uma música para amá-la. Além do mais, o fato é que experimentamos em todas as composições por horas e horas; dos riffs e ritmos na guitarra fretless acompanhando os vocais de Axl em 'Chinese Democracy' aos solos de 'Shackler's Revenge'. Procurei, a todo o momento, solos, ritmos e riffs diferentes para o que já estava escrito".

O “Chinese Democracy” que você ouviu quando entrou para o GUNS N' ROSES é muito diferente deste que foi lançado e que todos nós ouvimos? Houve grandes mudanças?

Ron Thal: "As mudanças talvez não tenham sido enormes ou óbvias, mas foram muitíssimo importantes. Ocorreram inúmeras alterações, principalmente na pegada e na sonoridade das músicas. O 'Chinese Democracy' que todos ouviram é mais pesado e orientado à guitarra do que o álbum que ouvi inicialmente".

Como admirador que ouve a banda desde “Appetite For Destruction”, qual foi a sua reação ao ouvir as então novas músicas pela primeira vez?

Ron Thal: "Achei fascinante ouvir a maneira como as coisas haviam avançado. Se você prestar atenção ao crescimento do grupo de 'Appetite For Destruction' para 'Use Your Illusion I' (1991) e 'Use Your Illusion II' (1991), e perceber que as músicas estavam ficando mais completas e bem compostas, verá que, com alguns anos mais de tecnologia e músicos diferentes, aquela tendência apenas continuou em 'Chinese Democracy'. O álbum tem um som único do início ao fim, das composições à produção".

Considerando-se que o GUNS N’ ROSES levou dezessete anos para lançar um álbum novo, qual é a sua expectativa em relação a gravar novo material com a banda? Há esperança?

Ron Thal: "Claro! Não posso prever o futuro, mas eu gostaria de escrever algumas coisas com o GUNS N’ ROSES sim. Em 'Abnormal' (2008) (N. do R.: trabalho solo de inéditas de Ron Thal, lançado sob seu famoso cognome Bumblefoot), há uma música chamada 'Simple Days' que penso que soaria incrível na voz de Axl Rose. Até cheguei a pensar em mostrá-la para a banda e ver a opinião deles".

Se você saísse do GUNS N’ ROSES hoje, quais seriam os maiores ensinamentos que levaria consigo?

Ron Thal: "Como compositor, certamente minha grande lição teria a ver com melodia. Mais melodias nas guitarras e nos vocais, sem limites para isso. Como artista no palco, é uma aula de como se entregar totalmente, de forma apaixonada e dedicada. De uma maneira geral, o principal que eu tiraria dessa experiência é a lembrança de que você determina suas próprias regras, deve fazer as suas coisas, e almejar o mais alto que puder. Sabemos de tudo isso, mas o GUNS N’ ROSES me faz querer superar meus limites, e ser melhor do que fui um dia. Devo isso aos fãs do Guns, a meus colegas de banda e a mim mesmo".

Você falou do aprendizado que teve como compositor e de não haver limites para as melodias. Uma das críticas mais pesadas em relação a “Chinese Democracy” foi no que diz respeito à suposta megalomonia que teria tomado conta de todo o processo de criação do disco, numa total falta de limites inclusive na produção. Como você vê isso?

Ron Thal: "Em algumas passagens, o disco parece composto como uma orquestra. A produção é muito bem-cuidada. Foram anos de trabalho em cima disso e é inegável que é algo detalhado e bonito. Não há nada errado nisso. Em 1975, o QUEEN lançou 'A Night At The Opera', uma obra-prima de produção e composição, à época aos boatos de ter sido o álbum mais caro de todos os tempos. 'Chinese Democracy' deveria ter sido apresentado ao mundo como o 'A Night At The Opera' do GUNS N’ ROSES ou como o 'White Album' (N. do R.: fazendo menção ao álbum dos BEATLES de 1968). As pessoas estavam esperando um 'Appetite For Destruction II', e talvez elas precisem de um tempo para se ajustar e escutar algo tão diferente daquilo que esperavam".

Você não acha que o criticismo acerca do álbum vai um pouco além? Digo, não teria isso a ver com toda a novela que cercou o lançamento?

Ron Thal: "Sem dúvida alguma. Há muita história sobre este álbum que pode ser usada pelos críticos. Mudança de formação da banda, atrasos no lançamento, Demos que vazaram. Porém, sinceramente penso que o longo e turbulento caminho percorrido para que este disco fosse lançado é o que faz dele tão único. Nenhum álbum passou por tanta coisa, por toda essa história; a combinação de tudo isso faz de 'Chinese Democracy' algo que ninguém testemunhará outra vez no mundo. Em vinte anos, quando a espera por 'Chinese Democracy' já for uma coisa do passado, as pessoas ouvirão o álbum com menos pré-julgamentos. Essas são as resenhas que de fato importarão".

Pelo que conversamos, uma coisa clara é que “Chinese Democracy” não é um álbum simples. Acho, inclusive, que ele é pouco acessível. É claro que “Appetite For Destruction” foi uma história totalmente diferente, mas você não acha que teria sido difícil o GUNS N’ ROSES alcançar o nível de popularidade que alcançou caso tivesse estreado com “Chinese Democracy”?

Ron Thal: "É como comparar o 'White Album' e o primeiro álbum dos BEATLES. Sendo assim, eu respondo que se os BEATLES tivessem estreado com o 'White Album' certamente não teriam alcançado a popularidade que alcançaram. Contudo, lançar aquele disco quando eles o lançaram fez do legado deles tudo isso que vemos, mostrando-nos uma banda que experimentou, evoluiu e trouxe sons inesperados para o ouvido das pessoas como nenhum outro grupo o fez".

Quais foram as melhores vivências que você teve com o GUNS N’ ROSES em turnê?

Ron Thal: "Cara, são tantas experiências boas que tivemos... Uma das minhas favoritas é a forma como terminamos a turnê em 2007. Eu, Axl Rose e um monte de amigos fomos a um bar que estava fechado para nós. Os donos nos trouxeram alguns equipamentos e instrumentos e tocamos a noite toda músicas do GUNS N’ ROSES, do AC/DC; apenas nos divertimos até cedo, quando fui para o hotel pegar minhas coisas e voltar para casa. Tocar no Madison Square Garden foi outro momento mágico. Para quem cresceu em Nova York como eu, tocar lá é um sonho. O primeiro show que vi foi lá, do KISS em 1979, com os membros da formação original usando maquiagem. Jamais me esqueci daquilo e sempre sonhei em estar naquele palco com as grandes luzes dos shows e pirotecnia. Em 2006, realizei esse sonho nos mínimos detalhes com o GUNS N’ ROSES. Naquele dia, meu solo de guitarra foi o solo de Ace Frehley em 'Alive!' (1975) do KISS. Um tributo aos herois que vi em 1979".

O fanatismo dos fãs pelo GUNS N’ ROSES é algo marcante. Qual foi a maior loucura que você viu um admirador da banda fazer durante todas essas turnês?

Ron Thal: "Olha, foi algo que aconteceu antes de um show na Noruega. Nós nos preparávamos para o show no backstage e de repente ouvimos um estrondo de alguma coisa caindo ou quebrando. O segurança abriu a porta de uma das salas ao lado e deparamo-nos com um cara no chão entre escombros. Ele olhou para nós e disse 'Oi'. Ele havia rastejado pelos dutos de ar da casa de espetáculos para chegar ao backstage, e caiu do teto (risos)".

Em 2006, logo que você entrou para a banda, houve um incidente entre Axl Rose e um policial sueco, e Axl acabou detido pelas autoridades locais. Você escreveu um longo comunicado explicando que não havia participado do incidente. Como foi aquilo?

Ron Thal: "Nada de incomum para mim. Já vi coisas piores (risos). O fato é que a imprensa local falou que toda a banda havia solicitado a presença de loiras suecas. Isso não ocorreu. Como eu disse à época, não uso drogas, não fico bêbado, e respeito a mulher que está comigo. O problema foi com um guarda sueco e é uma pena eu não ter acompanhado o que ocorreu. Pelo que me disseram, Axl fez pouco. Eu não teria batido nele como Axl fez. Eu o teria comido. Sempre levo molhos bem apimentados nas viagens comigo e certamente eles ficariam ótimos com a perna sueca que eu arrancaria (gargalhadas)".

Sexo, drogas e rock ‘n’ roll... o que é real e o que é obra do imaginário dos fãs em relação a isso em uma banda como o GUNS N’ ROSES?

Ron Thal: "Pelo que vi, músicos que trabalham e se dedicam realmente tomam conta de si; comem e dormem bem. Não há como resistir aos estresses da vida em turnê se você cai na gandaia toda noite. O 'clichê' do 'sexo, drogas e rock ‘n’ roll' é para os roadies e para a equipe se divertirem".

Nos anos oitenta e noventa, o GUNS N’ ROSES ficou famoso por atitudes explosivas de seus membros, brigas com fãs, policiais, uso de drogas, abuso de álcool, fãs loucas e apaixonadas, groupies, entre outras coisas. Por essas e outras, a banda chegou a ser rotulada e anunciada como 'a banda mais perigosa do mundo'. Você não usa drogas, não fica bêbado, respeita e se comunica com os fãs pela Internet e pessoalmente, não trai a namorada, gosta de vídeo-games, tem Blog, vive no computador. O atual guitarrista daquela que um dia foi chamada 'a banda mais perigosa do mundo' é aquilo que há algum tempo atrás chamaríamos de nerd?

Ron Thal: "Eu vivo com dignidade e respeito e faço tudo o que você falou, logo, sim, sou nerd e com orgulho. Porém, este é apenas um lado da moeda, e é o que acontece quando lidamos com pessoas decentes. Com o restante, prefiro não comentar. Para mim, viver perigosamente não é usar drogas e ir a festas. Isso é fácil. Perigo real são as coisas das quais não falo".

Ron, duas perguntas antes de finalizarmos. Você tinha uma banda chamada AWOL que lançou um EP em 1987, certo? Como você descreveria o som deste grupo?

Ron Thal: "O AWOL era a minha banda quando eu tinha dezesseis anos. Fizemos o EP em 1986, em um estúdio no Brooklyn. Não havia espaço nem para respirarmos e eu e o baterista fizemos praticamente tudo em um só ‘take’. Para mim, o AWOL é como uma mistura de MANOWAR, VAN HALEN e LOUDNESS. Eu escutava muito essas bandas naquela época. Ainda hoje sou um grande fã de MANOWAR".

Diga-nos uma banda que lhe chamou a atenção recentemente.

Ron Thal: "MUSE. Quando ouvi aquele álbum 'Absolution' (2003), tive a sensação de estar escutando uma das melhores coisas criadas e produzidas nos últimos tempos. É uma verdadeira obra-prima".

Agradeço-o pela entrevista e peço para que você deixe uma mensagem aos seus fãs no Brasil e nos fale do que aprendeu acerca do que realmente é o GUNS N’ ROSES.

Ron Thal: "Eu diria que o GUNS N’ ROSES é uma banda que vive suas próprias regras e tem seu próprio mundo. Uma mensagem? Bem, como sempre digo: cada um leva a vida que quer. Vivam como quiserem, e que se foda o que quer que as pessoas lhe digam que é a maneira certa de fazer as coisas. Estou ansioso para os shows no Brasil. Em breve estaremos aí. A gente se vê! Obrigado por tudo!"

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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