Prestes a lançar seu oitavo álbum de estúdio intitulado “Immortal Rage”, a banda Tropa de Shock concedeu uma entrevista em que fala sobre o lançamento do disco e a turnê comemorativa dos 20 anos de carreira.
Falem um pouco sobre o processo de gravação do próximo álbum.
Depois de definirmos quais músicas iriam ser gravadas, o processo se tornou mais simples. O que mais deu trabalho foi escolher um entre muitos timbres de guitarras base para obter um peso bem agressivo. E na bateria procuramos timbrá-la bem densa. Um ótimo trabalho em conjunto com o estúdio Tomada. Como gravamos o resto em nosso estúdio, tivemos muito tempo para fazer vários takes e escolher os melhores. Usamos dois tipos de baixo – um de quatro cordas e um de cinco, de acordo com a proposta. Usamos também três tipos de amplificadores junto com distorções analógicas, tanto pra solos e bases. Criamos timbres diferentes para o teclado de acordo com a proposta da harmonia, violões elétricos, e os vocais foram trabalhados em um timbre mais médio valorizado por backing vocals. Acredito que as pessoas irão se surpreender com a sonoridade final.
O “Immortal Rage” será um álbum conceitual?
Este álbum foi concebido de forma diferente. Pedimos a cada um dos músicos que buscassem um tema, depois escolhemos os mais interessantes e escrevemos tudo em “forma de poesia”. A idéia é que o ouvinte interprete cada canção do seu jeito. O “Immortal Rage”, de certa forma, está ligado aos quatro elementos: água, terra, fogo e ar. Basta descobrir como.

Vocês pretendem lançá-lo também no exterior?
Sim, pretendemos trabalhar duro para que isto aconteça. Este CD tem tudo para virar.
Como foi feita a escolha de Augusto Abade para ser o novo guitarrista e quais influências ele trouxe para a sonoridade da banda?
Estávamos procurando mais um guitarrista. Colocamos um anúncio e ele respondeu de imediato. Sua pessoa e seu caráter nos agradaram de primeira e após o teste, vimos que era ele. O Augusto é dono de uma sensibilidade muito apurada e de técnica bem pesada, que se encaixou como uma luva em nossa banda.
Para a turnê comemorativa de 20 anos de carreira, o grupo já tem uma ideia do set list?
Já. O set list se baseia nos nossos 7 CDs. Procuramos colocar as mais conhecidas e também músicas não tocadas ao vivo. Um show que mostra todas as nossas fases e que é feito para velhos e novos fãs.
Vocês pretendem tocar com outras bandas nessa turnê?
Com certeza, pois dividir o palco é dividir conhecimento e fazer novas amizades.
Com todo esse tempo de estrada, o que vocês acham que aconteceu de positivo e de negativo com relação ao grupo e também na indústria musical?
De positivo o Tropa de Shock nunca parou de fazer shows, lançar CDs e viajar o mundo sempre indo para frente. De ruim sempre é a troca de músicos que deixam saudades. Já na indústria musical o maior problema foi a web, pois a mesma fez muitas pequenas gravadoras quebrarem, o que dificulta muito para as bandas lançarem seus trabalhos.
Ainda sobre a indústria, o que a banda pensa sobre os downloads ilegais, a quebra de gravadoras, e o que poderia ser feito para reverter esse quadro?
A grande verdade é que teremos que nos adaptar com as novas mídias que vêm acontecendo. Músicas vendidas na web, CDs dentro de pendrives, e sei lá mais o quê. Hoje é simplesmente impossível deter a pirataria, mas graças a Deus há pessoas que gostam de ter os originais em suas coleções.
O que vocês acham da cena atual no Brasil?
A cena está louca, pois tem muita coisa acontecendo. Novas bandas, velhas bandas voltando. O que é muito bom para todos.
Qual é a opinião do grupo com relação aos grandes festivais como o Wacken Open Air e o que acham da realização deles vir a acontecer aqui?
Achamos o máximo, pois aqui virou um pólo de boa música tão forte como a Europa.
Tem tido muitos shows internacionais no Brasil ultimamente e é ótimo que o país esteja incluso nos circuitos das bandas. Mas por outro lado, vocês acham que isso pode, de certa forma, prejudicar as bandas nacionais?
Tudo vai depender da banda e os caminhos que ela escolher para divulgar seus trabalhos e para conquistar seu próprio espaço. Grandes shows são ótimos, pois podemos ver realmente quem são as bandas que gostamos “ao vivo” e estes shows fortalecem nossa cena.
Agradecemos a entrevista e pedimos que deixem uma mensagem aos fãs. Esse espaço é de vocês.
Agradecemos a todos que nos dão suporte até hoje. Fãs, amigos, mídia, gravadoras, promotores, etc. E não deixem de conhecer nosso novo trabalho “Immortal Rage”. Valeu!
http://www.tropadeshock.com
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Mônica Fontes - Carioca, nascida em 1968, vive no Rio de Janeiro e é tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por música, leitura e cinema, começou a ouvir rock aos 13 anos, já tendo presenciado grandes shows e eventos desse gênero. Além do rock, também se interessa por outros estilos, como o Pop e MPB. Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, U2 e Guns N'Roses são algumas de suas bandas preferidas, sem deixar de prestigiar as excelentes bandas e artistas nacionais. Acessa o Whiplash há alguns anos e começou a colaborar por gostar de traduzir os diversos assuntos relacionados no site.
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