O guitarrista do SLAYER, Kerry King concedeu uma entrevista ao The AV Club e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.
Você acha que o “World Painted Blood" é um retorno ao período clássico do SLAYER, ou uma progressão do "Christ Illusion"?
King: “Eu só acho engraçado que as pessoas sempre tentam analisá-lo, e não apenas entender o que é. Quando as pessoas dizem que é um retorno aos anos 80, eu digo: 'Bem, o que era o Christ Illusion então? O que foi o God Hates Us All?' Sei que os anos 90 foram estranhos, mas nessa década, estamos realmente sólidos. Acho que este álbum é muito legal, tem mais variedades do que qualquer outra coisa que nós fizemos durante algum tempo. E antes que você pergunte, ele não foi planejado dessa forma. Isso é exatamente como ele saiu.”
Bandas estabelecidas como o SLAYER, sofrem a pressão de alguns críticos sobre seguir em frente, e de alguns fãs sobre manterem a mesma sonoridade. Esse tipo de coisa o motiva de alguma forma?
King: “Acho que em primeiro lugar, nós éramos fãs antes de sermos o SLAYER, e atualmente isso permanece. Acho que se nós gostamos então os nossos fãs vão gostar, porque de certa forma, nós somos apenas uma extensão deles. Nós somos apenas quatro caras que fazemos o melhor um pelo outro. Acho que essa é a principal diferença entre nós e a maioria das bandas. Há um monte de guitarristas lá fora, em bandas que nunca vão fazer sucesso, pois eles poderiam ser melhores do que nós, mas primeiro, eles não estavam no lugar certo na hora certa, e segundo, eles nunca encontram pessoas para os tornarem melhores, ou para compartilhar as mesmas idéias. É realmente um jogo de dados."
Você presta atenção as críticas?
King: “Na verdade não. Eu estava lendo um artigo sobre o novo álbum, e o cara estava perguntando se era um fardo estar no SLAYER. E então você tem caras falando sobre como o álbum é incrível, e o quanto eles adoram, e então eles continuam a avaliar o álbum em 8 ao invés de 10 porque esperavam mais de nós. Isso me indigna. “
A tecnologia foi uma coisa boa para a banda ao longo dos anos?
King: “Bem... com certeza facilitou o processo de gravação. Claro, você ainda grava cada uma de suas partes, mas com o Pro Tools, é muito mais fácil do que era há 10 anos. Parece que toda vez que entramos no estúdio, há uma coisa nova para facilitar. Tanto quanto eu odeio a gravação, eu tenho que dizer que é muito mais fácil do que era quando começamos.”
Após mais de 25 anos, o que te mantém artisticamente interessado?
King: “Eu não sei se é só comigo, mas eu ainda sou um fã. Tenho toneladas de amigos no mundo heavy-metal, e só vê-los me inspira. Se eu estou me sentindo sem inspiração, tudo o que tenho a fazer é ir ver o EXODUS ou o ARCH ENEMY, e pensar 'Oh sim, é isso que fazemos'. Nós definitivamente unimos gerações diferentes de fãs, não há razão para isso, mas é bem legal.”
Há algo que você sente que ainda não realizou, algo que você não tenha feito que você ainda quer fazer como um artista?
King: “Não é para soar como um idiota, mas não há nada. A única coisa que agora é realmente diferente do final dos anos 80 e início dos anos 90 é que você está acostumado a se julgar por discos de ouro e coisas assim. Claro, ganhamos discos de ouro - eu não acho que haverá um momento em que nós ganharemos outro novamente, devido à maneira como a música é vendida e comercializada agora, mas eu tenho tocado em alguns dos maiores shows no mundo, e estamos sendo a banda principal na maioria deles. E parece que em todos os álbuns, acabamos por visitar um país novo, o que é bem legal. Quanto aos objetivos, eu sinceramente não consigo pensar em nenhum.”
Houve uma série de boatos de que vocês estavam planejando fazer o "World Painted Blood" e mais dois álbuns e em seguida, encerrarem as atividades. Existe alguma verdade sobre isso?
King: “Acho que foi uma situação na qual os jornalistas exageraram. Eu serei o primeiro a admitir que não tenho mais 25 anos, mas também serei o primeiro a te dizer que estou me divertindo muito. Logicamente, isso depende da nossa agenda de gravação; Acho que muito disso começou porque levamos cinco anos até a gravação do 'Christ Illusion' após termos lançado o 'God Hates Us All'. Mas o que as pessoas esquecem é que durante este período nós gravamos os vídeos para as músicas 'War At The Warfield' e 'Still Reigning', e lançamos um box set e um Ep. E cada um desses lançamentos, mesmo não sendo um álbum, nos gerou mais trabalho e nos colocou novamente na estrada. Mas levou cinco anos entre um álbum e outro, e sei que o Tom [Araya] e eu dissemos 'Bem, se continuarmos levando cinco anos entre um álbum e outro, então nos resta somente mais um ou dois.' Mas estes últimos, nós fizemos em três anos, e acho que se continuarmos com lançamentos mais freqüentes... Veremos. Quando está feito então está feito. Não será como o KISS. Nossa última turnê será definitivamente nossa última turnê.”
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Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.
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