O ex-KORN, Brian Welch, que em 2005 optou por abandonar o posto de guitarrista da banda e se converter ao cristianismo, concedeu uma entrevista ao site Backstageaxxess, e abaixo seguem alguns trechos da conversa.

Welch: "É mais trabalhoso porque estou assumindo os vocais. Na verdade, eu tive de praticar pois estava perdendo o fôlego no palco pois eu estava tentando cantar e tocar. Então tem sido bem legal, é como começar do zero. Estamos tocando em lugares pequenos com por volta de 100 pessoas e é isso. Então definitivamente é diferente do KORN".
O quão diferente é escrever e criar músicas agora em comparação com a época no KORN?
Welch: "Agora é diferente porque na verdade eu escrevo todas as músicas no computador, como em um sintetizador, teclado e por aí vai, e depois eu trago isso para o estúdio onde coloco as guitarras e tudo o mais. Então é muito diferente por não haver pressão pois não há nenhuma gravadora no seu pé pra gravar logo o álbum. É como estar livre para fazer o que quero".
Você possui uma grande devoção ao Cristianismo, e isso te levou a escrever este album. Você pode me contar mais sobre toda a história por trás do processo deste álbum e a conexão dele com sua crença?
Welch: "Foi um longo processo. Eu estava um pouco ligado e desligado. Eu rezei muito, e as músicas vieram até mim. Minha vida inteira é assim, então é como se agora tudo estivesse conectado a isso. E eu simplesmente gosto de compartilhar o que passei através das minhas músicas e ainda manter a vibração pesada, o que eu amo".
Antes de decidir qual seria o tracklist final, você escreveu muita coisa para o "Save Me from Myself." Como conseguiu chegar às 11 músicas e decidir quais se encaixariam melhor na maneira como você queria que o álbum soasse?
Welch: "Eu praticamente escolhi as mais vigorosas e pesadas, eu acho. Eu queria aparecer com uma música mais pesada porque muitas pessoas pensavam que eu lançaria uma 'Kumbaya', no estilo música de Jesus. E eu queria meio que surpreender as pessoas e mais, eu amo música pesada, então escolhi as músicas mais pesadas".
Então você estava indo contra o que as pessoas poderiam pensar?
Welch: "Isso, é o que eu estava tentando fazer. E também, eu amo esse tipo de música, então eu quis manter o primeiro álbum realmente pesado".
Deste disco, qual é a sua música favorita?
Welch: "Pessoalmente eu gosto de 'Re-Bel' porque minha filha canta nela. Amo ouvir vozes de criança em músicas obscura. Gosto de como soa, o contraste da inocência com a escuridão, é assim".
Tem sido questionado se você voltará em algum momento para o KORN. Você pode contar algum de seus planos futuros, e se retornar ao KORN é um deles?
Welch: "Sim, aqueles caras são o máximo. Mesmo após todos esses anos, eles ainda me pedem para voltar. Eu disse a eles que eu realmente não sinto que devo retroceder e quero progredir. Então, simplesmente lançarei outro álbum e continuarei fazendo o que estou fazendo pois é o que amo. Me sinto em paz comigo mesmo".
Então você ainda conversa com o caras do KORN?
Welch: "Sim. Falo com o Fieldy de vez em quando. Eu estava com ele em um projeto pelo baixista do DEFTONES, Chi Cheng que sofreu um acidente de carro e ficou um tempo em coma. Estávamos levantando fundos para ele pois sua companhia de seguro cancelou seu convênio médico. O que estávamos fazendo era levantar dinheiro pra ele".
Alguns dizem que você era a alma e o coração do KORN. Qual foi a verdadeira razão para você ter deixado a banda? Você ainda possui aqueles sentimentos e raciocínios?
Welch: "A verdadeira razão pela qual eu deixei o KORN é que eu estava viciado em drogas e com Deus encontrei uma saída. Eu precisava voltar pra casa e abandonar o mundo dos negócios, e criar minha filha porque ela não tem mãe. A mãe dela brigou com a família e por isso não podia mais cuidar dela. Eu tive de colocar minha vida em ordem e ser responsável. Então esta foi a razão principal. Estou apenas tentando ajudar outras pessoas através do que faço, meus talentos, é o que quero fazer agora. E é isso, o público é menor e dificulta mais, mas para mim isso parece ser o certo a fazer".
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Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.
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