Patrick Prince, do Powerline A.D., recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Glenn Tipton, do JUDAS PRIEST, tendo como principal tema o álbum "British Steel".
O "British Steel" parece ser um álbum perfeito para inaugurar a década de 80. Foi uma época muito excitante, pois dava para sentir que algo muito especial estava acontecendo no Hard Rock, especialmente na ruptura com o Heavy Metal. Você se sente desta mesma maneira?
Tipton: "Sim, penso que 'British Steel' é certamente um álbum marcante no catálogo do PRIEST. Ele tem características muito fortes com músicas como 'Metal Gods', 'Breaking the Law', 'Grinder', 'Don't Have to be Old to be Wise'... Há uma atitude bem definida neste trabalho, será um ótimo álbum para se tocar ao vivo do início ao fim".
O nome "British Steel" também é uma representação perfeita para uma banda de heavy metal de uma cidade industrial como Birmingham, na Inglaterra.
Tipton: "Sim, bem, eu realmente trabalhava para a British Steel (o maior produtor de aço do Reino Unido). Então estou muito familiarizado com a sujeira e a poluição (risos) ...Penso que este álbum resume a atitude da banda, você sabe, particularmente daquela era, e agora há uma grande força em sua figura".
E o "British Steel" agora é considerado um dos maiores clássicos de todos os tempos dentre os álbuns do Heavy Metal. Você vê a banda como Heavy Metal? Digo, o termo estava realmente em seu início [na época].
Tipton: "Nós sempre sentimos que éramos uma banda de heavy metal e sempre fomos orgulhosos deste título. Penso em um monte de bandas que jogaram fora este título quando eles pensaram que ele não era moderno, mas nós sempre fomos orgulhosos de tocar heavy metal - sempre amamos tocar heavy metal - particularmente o heavy metal estilo JUDAS PRIEST. É um movimento da música que sempre tivemos orgulho de ser parte, e ajudamos a pavimentar a estrada com muitos aspectos dele".
No documentário "Heavy: The Story of Metal", Scott Ian do ANTHRAX disse que o "British Steel" foi o álbum que definiu o heavy metal na época. Você acha que ele abriu oportunidades não somente para o JUDAS PRIEST, mas para as bandas do heavy metal em geral?
Tipton: "Penso que, neste sentido, você sabe, não somente o 'British Steel' mas um monte de álbuns do PRIEST, na verdade. Sempre tentaram empurrar os limites do que as pessoas consideravam ser heavy metal. Você não sente como se houvessem regras, ou se há regras são daquelas que podem ser quebradas... você sabe, dar mais força à figura do metal e dar a todos mais espaço de manobra, e isso foi o que sempre tentamos fazer - e particularmente [com] o 'British Steel'".
Você acha que muitas memórias da turnê original do 'British Steel' em 1980 irão retornar quando vocês tocarem o álbum por inteiro novamente?
Tipton: "Sim, penso que esta seja a idéia. A ideia é recriar a década de 80 e ir lá fora fazer concertos bastante nostálgicos para todos os envolvidos".
Ouvi dizer que haverá uma réplica do palco do "British Steel" da turnê de 1980.
Tipton: "Será bastante calcado na década de 80. Esse é o ponto todo, capturar a nostalgia, recriar aquela era. (Pausa) Eu consegui minhas calças vermelhas de volta (risos)".
Você continuará lançando material solo nos anos que virão?
Tipton: "Eu fiz os álbuns solo ('Baptizm of Fire' e 'Edge of the World') quando não havia atividade no JUDAS PRIEST. Digo, foi uma grande experiência. Foi fantástico trabalhar com Cozy (Powell) e John (Entwistle), e claro com Billy Sheehan e todos os caras, todas os jovens prodígios dos Estados Unidos, foi fantástico trabalhar com eles. Eu nunca teria feito isso se o PRIEST não tivesse se separado... e também é ótimo fazer trabalhos solo, pois você retira músicas do seu peito que não são totalmente apropriadas para o PRIEST. Eles foram os melhores de certo modo, e estou orgulhoso destes álbuns. E em algum ponto no futuro, quem sabe... Eu tenho um ou dois álbuns solo em mim, eu não sei. Estou certo que haverá mais, mas, claro, minha prioridade e primeiro amor será sempre o JUDAS PRIEST".
A entrevista completa, em inglês, pode ser vista no link abaixo.
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Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.
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