Joe Lynn Turner parece uma metralhadora giratória! Recentemente, Turner acusou David Coverdale (ex-DEEP PURPLE e WHITESNAKE) de usar playbacks. Em nova entrevista, a Jordi Biancioto, do jornal espanhol "El Periódico de Catalunya", o vocalista volta a criticar membros do Deep Purple e defende o disco "Slaves & Masters".
Eis a íntegra da entrevista:
Joe Lynn Turner, ícone do hard rock, ex-RAINBOW e DEEP PURPLE toca hoje no Luz de Gas (NT: casa de espetáculo em Barcelona) com o BIG NOIZE: Carlos Cavazo (ex-QUIET RIOT), Phil Soussan (OZZY OSBOURNE) e Simon Wright (AC/DC e DIO).
El Periódico: O BIG NOISE toca canções do Deep Purple, Rainbow, Ozzy Osbourne, AC/DC... É uma aula de história do hard rock?
Joe Lynn Turner: Sim, é o nosso passado. Todo o material é próprio. Como, por exemplo, "Shot in the Dark, o maior sucesso de Osbourne, que foi composto com Phil Soussan.
El Períodico: E você se atreve a cantar "Highway to Hell" do AC/DC. Não está distante do seu estilo?
Joe Lynn Turner: Canto-a a minha maneira, sem imitar. É engraçado: eu estava na casa de Brian Johnson no dia que ligaram a ele para dizer que haveria uma turnê com o AC/DC. Ele não queria fazer a turnê e me perguntou: "Você quer o posto?". Disse a ele que estava louco. Não precisava do dinheiro, ainda que 25 milhões de dólares nunca são demais.
El Periódico: Depois de 30 anos de carreira, é injusto ser lembrado sobretudo pelos três anos no Rainbow?
Joe Lynn Turner: Não é injustiça, é ignorância. Por exemplo, o disco que Yngwie Malmsteen fez comigo, "Odissey", é o mais importante da sua carreira.
El Periódico: Valeu a pena se unir ao Deep Purple somente para um disco e uma turnê?
Joe Lynn Turner: ["Slaves & Masters"] é um grande disco. Para Ritchie Blackmore, é o melhor disco depois do "Machine Head". Mas o fã-clube oficial reagiu muito mal. O presidente, Simon Robinson, é um cretino; acho que ele nunca ouviu o disco. É o último grande trabalho do Deep Purple. Agora o grupo é uma espécie de Ian Gillan Band.
El Periódico: Ritchie Blackmore voltará ao Rock?
Joe Lynn Turner: Não, de nenhuma maneira.
El Periódico: Por isso você montou o grupo OVER THE RAINBOW, com o seu filho, Jürgen Richard Blackmore?
Joe Lynn Turner: Exato. Somos quatro ex-Rainbow e queríamos um Blackmore, alguém do seu sangue. Ele é diferente do pai: muito simpático! Ainda não tenho problemas com Ritchie, que sempre fala bem de mim. OVER THE RAINBOW e BIG NOISE são rock incendiário. Eu não sou um "metalhead"; eu gosto das melodias, mas grito como ninguém.
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Historiador de formação, tem verdadeira adoração pelo Rock and Roll desde sua infância. Seu instinto de pesquisador fez com que "se especializasse" em bandas velhas, especificamente as das décadas de 1960 e 1970. Produz e apresenta o MOFODEU (www.mofodeu.com), o Programa que tira o MOFO do ROCK, juntamente com seu parceiro Luiz Felipe Freitas (a Enciclopédia do Rock). O Programa está no ar desde 2007, tocando só bandas sessentista e setentistas sempre com muita informação e bom humor.
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