David Ellefson concedeu uma entrevista exclusiva ao site brasileiro Rust In Page (Megadeth Brasil). Na entrevista Ellefson fala sobre assuntos desde seu início como músico, os anos de trabalho ao lado de Dave Mustaine e seus projetos atuais.
RIP: Seu primeiro encontro com o Mustaine foi um tanto quanto diferente, com ele jogando um vaso no seu ar-condicionado. Você tinha alguma idéia de quem ele era naquela época?
Ellefson: "Não tinha a mínima idéia. O Metallica estava começando a cultivar uma boa base de fãs ao redor do mundo, mas eles ainda eram uma banda de metal independente, e ainda não havia chegado nada deles em Minnesota, que é de onde eu tinha vindo".
RIP: Vocês tiveram muitos altos e baixos durante a carreira de vocês. Como vocês lidaram com tudo?
Ellefson: "Bem, no começo eu usava muita droga então isso ajudava um pouco!! Depois disso, quando fiquei limpo, foi uma questão de amadurecer, e isso ajudou muito também".
RIP: Quando o Marty se juntou a banda, o álbum “Rust In Peace” estava praticamente finalizado, mas você acha que ele influenciou algumas partes com o lado melódico que ele possui?
Ellefson: "Todas as músicas estavam escritas, mas apenas em três partes. Então, sim, a influência que ele trouxe com o solos dele ficam evidentes na versões finais das músicas. A presença dele também como um guitarrista de metal que tinha habilidades muito além de um músico de metal foi algo que teve uma influência súbita e poderosa em todos nós. Acho que as influências dele começaram a aparecer quando começamos a escrever o álbum que eventualmente seria o 'Countdown', dois anos mais tarde. Realmente gostei das influências dele, o que ajudou a banda a crescer além do Thrash Metal porque o mundo estava mudando e continuávamos a crescer com ele. Se não tivéssemos essa influência talvez nem estaríamos conversando agora".
RIP: Você acha que a formação do RIP foi a melhor que o Megadeth já teve?
Ellefson: "Sim, criativamente sem dúvida alguma. Eu acho que ao vivo a formação do 'Rude Awakening' era a mais sólida, mas isso provavelmente se deve ao fato do amadurecimento de todos durante os anos".
RIP: Depois disso vocês gravaram o “Youthanasia” e o “Cryptic Writtings”, o que para mim foi uma progressão natural do que estavam fazendo. Mas você acha que o “Risk” foi natural como eles ou uma tentativa de deixar a banda mais comercial?
Ellefson: "Para mim o 'Risk' era algo que a banda tinha que fazer e um momento que tinha que passar".
RIP: Apesar de todo o sucesso e tudo o mais às vezes o Mustaine ainda se comparava ao Metallica. Isso era frustrante pra vocês como era para ele?
Ellefson: "Eu não tive nenhuma conexão ou nada com o Metallica, então estava sempre focado no NOSSO sucesso, não no deles. Além disso, era grato ao Metallica, porque sem eles nossa carreira não teria se iniciado, e eles certamente derrubaram algumas barreiras para todos nós que fazemos parte do mundo metal no mundo todo".
RIP: Depois que o Megadeth deu um tempo você surgiu com o F5, que é uma banda ótima mas com uma abordagem diferente do que os fãs estavam acostumados. Como foi para você começar tudo de novo?
Ellefson: "Não tinha nenhuma intenção de montar uma banda quando o Megadeth acabou. Pus tudo de mim, o meu melhor ali, e parecia fútil começar algo de novo. Parecia que tinha tomado um chute no estomago e ficado sem ar. Bem, mas a vida segue, e depois de trabalhar duro em alguns projetos, escrevendo e produzindo, o F5 acabou nascendo no quintal de casa aqui em Phoenix, Arizona. Aquela banda foi a primeira em muitos anos onde mal podia esperar para ir na casa do nosso guitarrista, Steven Conley, para poder escrever e gravar músicas toda semana. Estava claro para mim que o F5 não seria uma banda de thrash mas a vibe da banda era ótima, a música poderosa, então apenas tentei capturar a essência que o grupo estava formando do que tentar seguir a trilha da minha antiga banda".
RIP: Você ouviu os álbuns do Megadeth que foram lançados depois da sua saída?
Ellefson: "Eu ouvi eles, e só. Não os dissequei. É uma banda diferente agora, então não escuto como escutaria se fosse um álbum que tivesse gravado".
RIP: Vocês vieram ao Chile para tocar com uma banda tributo chamada Hail? Quem teve a idéia de formar a banda?
Ellefson: "Bom, a idéia original surgiu do meu empresário aqui nos E.U.A. Daí, ele e eu falamos da formação e começamos a elaborar o set list que seria uma forma de mostrar nossos legados e também fazer um tributo as bandas com as quais crescemos ouvindo. O Hail! foi criado para os fãs de metal, por nós músicos que também somos fãs de metal. E aparentemente todos adoraram".
RIP: Por falar na América do Sul, muita gente está ansiosa para ver o F5 por aqui. Há alguma chance disso acontecer?
Ellefson: "Estamos em negociação, mas sempre existem empecilhos quando se trata de trazer uma banda de fora. Espero que aconteça em breve pois amo tocar na América do Sul".
Leia a entrevista completa neste link.
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