A banda californiana MÖTLEY CRÜE foi recentemente escalada para o ROCK THE RABBIT, um evento realizado anualmente pela revista Playboy americana, onde o maior atrativo são as jams incomuns unindo artistas de nichos musicais completamente diferentes.
Esses quatro roqueiros de Los Angeles são o monstro do rock original. Eles criaram o carbono para o metal moderno decadente, originando o cabelo e a maquilagem que dominou Los Angeles durante os anos 80, estraçalhando com o metal lento e uma época anterior com uma pegada influenciada pelo punk e acelerando a coisa toda para os ouvidos de hoje, e desafiando a qualquer coisa e qualquer um a acompanhar seu estilo de vida inconseqüente e rock-and-roll. É um tributo a eles que até mesmo à medida que a sua fama transcendia a arena musical, eles continuaram a exalar rock que lotava essas arenas. O disco do ano passado, "Saints of Los Angeles", foi tão bom quanto o que eles faziam 20 anos atrás – as melodias de Nikki Sixx fisgando você, a batida marginal dele e de Tommy Lee surrando seu corpo, e as guitarras arrepiantes e ressonantes de Mick Mars lhe causando arrepios na espinha enquanto Vince Neil uiva. Nós batemos um papo com Tommy e Vince no estúdio de Mick Rock para o retrato do Crue para o Rock the Rabbit.
PLAYBOY: Vocês têm, excursionado por mais de 25 anos. Qual foi a melhor cidade que vocês já tocaram?
LEE: Nós tocamos em Buenos Aires, Argentina, pela primeira vez, no ano passado, e aquele foi o melhor show que eu já toquei na minha vida. Nós voltaremos lá.
NEIL: As mulheres em Buenos Aires são simplesmente fabulosas.
PLAYBOY: E quanto a aqui, nos EUA?
LEE: Detroit é incrível. E os shows em casa, em Los Angeles são sempre legais.
NEIL: As cidades aqui são basicamente todas muito divertidas – o Mötley atrai todas as mulheres gostosas em qualquer cidade.
PLAYBOY: Como vocês descreveriam seu estilo pessoal?
NEIL: No palco eu tenho meu couro, meus cintos – coisas chamativas. Mas eu sou de usar chinelos, camisetas e jeans – eu cresci no Sul da Califórnia. Eu também visto um monte de ternos – ternos do Versace. É um extremo ou outro.
LEE: Eu acho que estilo é a maneira que você se sente. Eu uso calças de moletom ou um terno. Há algo de divertido em ir completamente contra a maré. Quando todo mundo está de terno, eu faço o contrário – especialmente em eventos. Eu não curto ser como todo mundo. É um risco, mas por que eu gostaria de ser como Zé Mane da rua?
PLAYBOY: Como foi trabalhar com Mick de novo depois de 20 anos?
LEE: Ele está mais louco agora. Artistas entendem artistas, e eu entendo que é a maneira como ele faz as coisas acontecerem.
NEIL: Nós estávamos pelados na última vez que tiramos fotos – felizmente estamos vestidos dessa vez.
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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