Shay Quillen do site MercuryNews.com conduziu uma entrevista com Kirk Hammet e Lars Ulrich do METALLICA no backstage de Fresno no último sábado, onde, dentre outros tópicos, foi discutida a masterização do "Death Magnetic".
Kirk Hammet, falando sobre o compartilhamento de arquivos: “Nossa opinião não mudou em nada. Quero dizer, eu acho que a propriedade intelectual deve ser protegida e respeitada, e é isso que realmente faz com que as coisas em toda a indústria do entretenimento aconteçam. (A sua batalha legal contra o Napster te feriu de uma perspectiva das relações públicas?) Provavelmente sim, mas você sabe, um pouco de sal no bolo deixa o gosto melhor, certo? Então, nós nem sempre tomamos as decisões certas. Com relação às relações públicas e o jeito que nós lidamos com isso, nós poderíamos ter lidado com isso de um jeito muito melhor, mas nós ainda preferimos fazer isso do nosso jeito. Sabe, compartilhamento de arquivos, com relação à música, fere a audiência de maneira indireta de um jeito que as pessoas não percebem... as pessoas pensam que eu sou um c*zão por dizer o que eu digo, mas como eu conheço bem os dois lados da equação, eu tenho que dizer, é conveniente a curto prazo, mas destrutivo a longo prazo.”
Lars Ulrich sobre a “guerra do som alto” e as críticas à masterização de “Death Magnetic”: “Há uma grande parte da geração do rock que envelheceu e que agora está nos seus 40, e que ainda se sustenta no que acontecia 20 ou 30 anos atrás, e eu não os culpo por isso, de qualquer jeito. Mas obviamente a compressão tem um papel diferente na música e na mixagem e na masterização do que tinha 20 ou 30 anos atrás. E obviamente, MP3s e serviços on-line e downloads – é um jogo diferente do que era. Então obviamente as coisas soam diferentes. Sabe, não há certo ou errado aqui. É na verdade tudo questão de gosto, e o que as pessoas preferem.”
Kirk Hammet sobre viver em San Jose quando criança: “Eu tenho parentes em San Jose. Eles vivem na Story Road... na verdade, eu passei um bom tempo em San Jose. Eu sempre gostei de ir para lá porque sempre foi muito mais acolhedor do que São Francisco. Sempre quando minha mãe dizia que iríamos para San Jose, eu dizia ‘que legal!’ porque meus primos sempre estavam lá e eles tinha uma piscina. Eu era uma criança da cidade vivendo em São Francisco onde sempre era frio, e nós não tínhamos uma piscina. Então sempre foi uma experiência divertida para mim.”
Lars Ulrich sobre seu amor pela Bay Area: “Nós formamos a banda em Los Angeles, mas eu sempre nos considerei como uma banda da Bay Area. Nós tínhamos que sair de lá. Era muita loucura. Toda aquela coisa glam e aquela merda de Hollywood estava acontecendo. Ugh. Era nojento. Nós aparecemos e tocamos alguns shows na cidade, no Stone, no Mab, no velho Waldorf, todos esses lugares. Aqui era um ambiente bem mais aberto, obviamente, porque é isso que São Francisco e a Bay Area são. Então nós nos sentimos muito mais em casa aqui... como cidadão não-americano, mas mesmo assim pagando impostos aqui, não há lugar onde eu prefiro ficar. Se eu me cansar de algo, e literalmente for expulso – se Gavin me expulsasse de São Francisco, da grande Bay Area – então eu provavelmente voltaria para a Dinamarca, porque eu não acho que eu consigo me sentir em casa o suficiente em qualquer lugar dos Estados Unidos para não querer estar na Dinamarca.”
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Leo é estudante de Processamento de Dados na FATEC-SP. Trabalha como programador e dedica uma parte de seu tempo livre tocando bateria na banda de thrash metal paulistana Lanasters (que está atualmente tentando voltar à ativa...). Gosta de ouvir música BOA, mas de preferência metal - dos sub-gêneros NWOBHM, thrash, death ou black.
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