Ofer Vayner, do site Alternative-Zine.com, conduziu recentemente uma entrevista com o baixista Dave Ellefson, ex-MEGADETH e atualmente na banda F5, que falou sobre sua relação com a ex-banda e a vida em família de um rockstar.
Alternative-Zine.com: Quero voltar no tempo e falar sobre seu passado com o MEGADETH e como você o vê agora.
Ellefson: "Bom, é óbvio que fizemos coisas enormes juntos ao longo dos anos, e acho que nosso melhor trabalho foi quando nos unimos como um time, provavelmente no início até meados dos anos 90, de 'Rust In Peace' até 'Cryptic Writings'. Só que, da forma como vejo agora, acho que a banda foi apenas um ponto inicial para mim, criativamente falando. Agora, pego todas as minhas experiências daqueles anos e construo sobre elas, eu me recrio e progrido".
Alternative-Zine.com: Depois que você saiu do MEGADETH, é notório que houve uma briga com Dave Mustaine, chegando ao ponto em que você nem mencionava a banda em entrevistas ou em seu website. No entanto, recentemente soube-se que você fez as pazes, então qual foi o momento da virada? O que você pode dizer sobre sua relação com [Dave] Mustaine hoje?
Ellefson: Tivemos algumas conversas em 2006, mas não houve mais nada desde então.
Alternative-Zine.com: Em uma entrevista anterior, há pouco tempo, você disse que voltaria ao MEGADETH imediatamente se tivesse chance. Se a próxima ligação que você receber sugerir isso, ainda aceitaria?
Ellefson: "Não acho que tenha dito que faria isso 'imediatamente', mas deixei a porta aberta se houvesse sentido em fazermos algo novamente no futuro".
Alternative-Zine.com: O que você acha do material atual do MEGADETH?
Ellefson: "Já que não faço parte da banda, não presto muito atenção a isso agora".
Alternative-Zine.com: Você era muito novo (cerca de 18 anos) quando começou sua carreira, e como os tempos mudaram bastante - qual é na sua opinião a maior diferença entre o mundo da música naquela época e agora?
Ellefson: "A indústria musical está muito diferente agora. Quando eu era garoto, você sonhava em crescer e ser um astro do rock: gravar discos, fazer turnês pelo mundo, ganhar dinheiro e todo o resto. Hoje não é assim. Os álbuns não vendem tanto, portanto não há tanto dinheiro. Como não há tanto dinheiro, fica mais difícil existir como artista, ou ganhar a vida como um artista jovem e iniciante. Acho que você tem que realmente fazer isso pelo amor à música, e esta é a razão para estarmos nessa em primeiro lugar, mas isso te força a se questionar se pode manter uma vida como artista apenas tocando sua música. Fico feliz de fazer parte da minha geração, porque tivemos uma boa trajetória em todos esses anos na indústria".
Alternative-Zine.com: Dave, agora você é um homem casado e com filhos. Diga como é ser um astro do rock e homem de família. Os dois aspectos se chocam muito? Há algum momento do tipo Osbourne?
Ellefson: "Embora seja radical com a música e com esse tipo de vida, sou bastante conservador na educação de meus filhos. De alguma forma, acho que minha vida radical ao longo dos anos me ensinou que definitivamente você pode pegar algumas estradas muito ruins e que as pessoas que querem te levar a elas devem ser evitadas a qualquer custo. Ao mesmo tempo, não acho que você tenha que ser rígido com relação às coisas. Tudo bem deixar seus filhos explorarem e encontrarem suas próprias particularidades. Acho que essa é a parte difícil de ser pai: ser suficientemente liberal para deixar seus filhos explorarem e descobrirem quem são, mas não ser tão liberal que os filhos se tornem seus próprios pais. Felizmente, meus filhos adoram esportes, o que acho um bom caminho para nossa família seguir".
A entrevista completa (em inglês) está no link abaixo.
Todas as matérias da seção Entrevistas
Todas as matérias sobre Megadeth
Todas as matérias sobre F5
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julguem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Pense antes de escrever. Ao comentar sobre alguém, lembre-se que este alguém é uma pessoa e merece respeito. Tenha cuidado especial ao comentar sobre colaboradores do Whiplash.Net; eles trabalham de graça para gerar o conteúdo que você está lendo. Mais chato do que uma matéria com erro, ou uma opinião com que você não concorda, são os chatos que apenas reclamam. Se acha que pode fazer melhor, clique no link ENVIAR MATERIAL no topo do site. Se achar um erro de digitação ou similar, envie pelo link de ENVIO DE CORREÇÕES; lembre-se que é falta de educação corrigir outras pessoas em público. E lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo; isso é um bom incentivo aos colaboradores. :-)
Chatos, trolls e usuários que faltam com respeito a outras pessoas poderão ser banidos sem aviso prévio.
Tradutora, formada em Jornalismo pela PUC-SP, resolveu mudar de carreira quando percebeu que gostava mais de traduzir do que de escrever textos. Descobriu o rock aos 5 anos, ao assistir o clipe de “I Love it Loud” do Kiss.
Mais matérias de Ligia Fonseca no Whiplash.Net.
Link que não funciona para email (ignore)
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.211.297 visitantes, 3.149.841 visitas e 10.113.719 pageviews. Ver stats.