Jeffrey Easton, da Metal Exiles, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Bill Steer, do CARCASS, que falou sobre a possibilidade da banda lançar um novo trabalho de estúdio.
Metal Exiles: Então, o que lhes motivou a fazer essa turnê de reunião?
Bill Steer: "A maioria dos integrantes queriam uma reunião da banda em diferentes momentos e, obviamente, estivemos ocupados cada um com suas atividades. Houve um verdadeiro procedimento para nos juntarmos novamente".
Metal Exiles: E o porquê disso? Qual o grande interesse em ter o CARCASS junto de novo?
Bill: "Tudo teve uma cronologia diferente para que pudessemos voltar. Teve o Michel [Amott] com o ARCH ENEMY e eu por último, que estive tocando outros gêneros musicais, mas quando começamos algumas jams as coisas se encaixaram rapidamente".
Metal Exiles: A música era fantástica, foi muito triste ver vocês se separando.
Bill: "Foi de uma forma triste, mas a pausa foi oportuna. O clima para aquele tipo de música já não era bom, havia várias bandas sendo lançadas naquele momento, tocando estilos de metal com o qual não simpatizamos. Essas bandas vinham recebendo toda a atenção e nós já tinhamos dado nosso melhor naquele momento".
Metal Exiles: Parte da imprensa está dizendo que Jeffrey [Walker; baixo/vocais] disse que não queria que o CARCASS fosse esquecido. Como é possível que o CARCASS seja esquecido?
Bill: "Essa era realmente uma suspeita do Jeffrey, que se não tivéssemos voltado teríamos sido esquecidos. Acho que é um pouco extremo, mas sei o que ele está falando. No Reino Unido, é uma inconstante da indústria, os jornais britânicos têm um conhecimento volúvel e tendem a esquecer o que aconteceu há três anos atrás e isso é tudo agora. Eles tendem a ficar estáticos em relação ao que acontece agora e o que é empolgante agora, mas que poderá ser esquecido em poucos anos".
Metal Exiles: O que acontecerá assim que acabar a turnê. A reunião continuará com um novo álbum?
Bill: "É uma possibilidade. Não dá pra dizer, porque certamente estaremos fora por uns tempos, mas estaremos abertos para a possibilidade. Não queremos deixar as pessoas desapontadas, mas vamos ver o que acontece. Eu acho que sim, pois há um bom ambiente e penso que estamos tocando melhor do que nunca".
Metal Exiles: Em qual direção pretendem seguir?
Bill: "Na minha cabeça devemos continuar de onde paramos com o 'Heartwork'. Não vale a pena tentar voltar para aquele ponto, pois somos muito mais velhos e tudo é diferente agora".
Metal Exiles: Se não rolar um outro álbum do CARCASS depois disso tudo o que você fará?
Bill: "FIREBIRD continua com coisas novas. Nós estaremos fazendo alguns shows até o final do ano, mas neste momente eu sinto que estou musicalmente satisfeito. Tocando essas coisas com o CARCASS me leva de volta aonde eu me sentia confortável e eu gosto de estar em harmonia com meu passado, pois durante muitos anos estive longe disto".
Leia a entrevista na íntegra (em inglês) neste link.
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24 anos, de São Paulo - SP, publicitário. Trabalha com marketing promocional na Editora Abril.
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Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.
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Jornalista atuando na área de Marketing em Eventos de um grande rede de TV, costuma dizer que depois das canções infantis pulou direto pra música pesada (na verdade no meio disso tudo ouvia synthpop, electroclash, acidhouse, new wave e afins). Não tem o mínimo pudor em curtir, seguidamente, Journey, Deep Purple, Morbid Angel, voltar para um ABBA, seguir com Sodom, Styx e finalizar o dia ao som do "Scum" do Napalm Death. Simples assim. De tempos em tempos escreve ou traduz algumas coisas para webzines e portais pelo mundo e agora tem estado feliz por fazer parte, meio que indiretamente, do Whiplash!
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