Johnson Cummins, do Montreal Mirror, fez recentemente uma entrevista com o lendário roqueiro ALICE COOPER.
Montreal Mirror: Como eram as coisas em Detroit no final dos anos 60, tocando com MC5, STOOGES, MITCH RYDER, entre outros?
Alice: "Detroit, na época, tinha a melhor cena musical. Quando fomos lá pela primeira vez, nunca tínhamos ouvido falar do MC5 ou do STOOGES. Procuramos o STOOGES neste festival e quando vi Iggy [Pop], percebi que tinha encontrado meu concorrente. O público de Detroit só reagia a bandas com uma atitude, que não se desculpavam e tocavam alto. Toda semana, havia shows do STOOGES, MC5, ALICE COOPER e THE WHO no Grande, e mesmo naquela época percebemos que esses eram alguns dos melhores shows de rock 'n' roll de todos os tempos. Todos também eram muito competitivos. Se o Keith Moon tinha 31 tambores, Neal [Smith, ex-baterista] tinha que ter 32".
Montreal Mirror: Algo raro, mas o STOOGES e seu show atual ainda são ótimos, passados 40 anos.
Alice: "Quando as pessoas chamam a mim e ao Iggy de dinossauros, simplesmente digo que somos carnívoros, porque pegamos qualquer banda de moleques de 20 anos agora e a expulsamos do palco. Não baseio isso no conteúdo ou na qualidade da apresentação, e sim na energia pura".
Montreal Mirror: Você se irrita com o fato de tantas pessoas copiarem, até hoje, sua imagem e teatralidade?
Alice: Quando Marilyn [Manson] surgiu, pensei: 'se ele tocasse hard rock, seria próximo demais', mas não era isso o que ele fazia. Quer dizer, respeito o que ele faz, mas ainda acho que é um pouco engraçado - poxa, um cara com nome de mulher usando maquiagem, queria ter pensado nisso... Quando o encontrei pela primeira vez, foi como Bela Lugosi encontrando Boris Karloff".
A entrevista completa (em inglês) está no link abaixo.
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Tradutora, formada em Jornalismo pela PUC-SP, resolveu mudar de carreira quando percebeu que gostava mais de traduzir do que de escrever textos. Descobriu o rock aos 5 anos, ao assistir o clipe de “I Love it Loud” do Kiss.
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